Pelourinho Vêm por veem: um velho cliente A confusão entre os verbos vir e ver é recorrente mesmo na comunicação social escrita. Desta vez foi o Diário de Notícias (DN) que errou ao referir, numa pequena notícia sobre a proibição de as mulheres iranianas assistirem, em ecrãs gigantes, às transmissões públicas dos jogos do Euro 2012: «Os homens quando vêm futebol ficam excitados, tornam-se vulgares e até dizem piadas porcas» (DN, n.º 52 292, de 12 de junho de 2012, p. 35). Paulo J. S. Barata · 13 de junho de 2012 · 5K
O nosso idioma Um escritor visita a língua portuguesa «Aquilo que torna as línguas misteriosamente complementares, como se, juntas, formassem a manta de retalhos que cobre toda a experiência da humanidade, aquilo que mais as distingue são as referências que cada língua comporta.», afirma o jovem escritor José Luís Peixoto, definindo-as como marcas [definições] da nossa história, como espaço de pertença dos que a têm como... José Luís Peixoto · 11 de junho de 2012 · 5K
Acordo Ortográfico // Notícias Moçambique ratifica Acordo Ortográfico O Conselho de Ministros de Moçambique ratificou [no dia 07/06/2012] o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, segundo informação do ministro moçambicano dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, Oldemiro Baloi. A posição do Governo de Moçambique relativa à adoção do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa tem em conta a presidência da CPLP, que assumirá a partir de julho, durante a cimeira da comunidade lusófona, que se realizará em Maputo. (...) 11 de junho de 2012 · 8K
Pelourinho Um riu-me que não é para rir Há uns dias numa entrevista ao jogador do Sporting Fito Rinaudo podia ler-se: «Eles vivem as coisas assim, com pressão mas para mim isso não tem pressão alguma. Se jogo uma final riu-me , pois já joguei no inferno, temos que nos adaptar.» (A Bola, 4 de junho de 2012). Paulo J. S. Barata · 11 de junho de 2012 · 4K
Pelourinho Parece(ria), mas não é… No semanário Expresso(Primeiro Caderno, n.º 2064, 26 de maio de 2012, p. 25), numa notícia sobre uma parceria entre a Cáritas e o Banco Espírito Santo, escreve-se: «Muitas das solicitações que chegam à organização “são para arranjar emprego”, conta Eugénio Fonseca. “Daí que haja uma componente de empregabilidade na pareceria com o Banco Espírito Santo" […]». Paulo J. S. Barata · 6 de junho de 2012 · 4K
O nosso idioma // Ensino Cada vez mais distante a promoção do Português no mundo «Ilegal, inconstitucional e displicente» é como considera o deputado do Partido Socialista a decisão do Governo português sobre a obrigatoriedade de uma propina de 120 euros para a frequência dos cursos de português no estrangeiro. Artigo saído no jornal ”Público” de 5 de junho de 2012. Paulo Pisco · 6 de junho de 2012 · 3K
Pelourinho Dracma: “ele” ou “ela”? Dracma “ele”, escrevem uns jornais, dracma “ela”, escrevem outros, a propósito de a Grécia sair ou não do euro. Texto publicado no jornal i de 25/05/2012. A Grécia sai do euro ou não sai? O euro e a Europa sobrevivem? Em meio a ciclópicas indefinições e labirintos de incertezas, saber se “dracma” é “ele” ou “ela” não parece importante. Mas convinha que os jornalistas estivessem de acordo. É uma questão de fé. Wilton Fonseca · 25 de maio de 2012 · 4K
O nosso idioma // Interpretação dos provérbios «Tantas vezes vai o cântaro à fonte...» + «Quem te manda a ti, sapateiro, tocar rabecão?» II Ainda à volta do significado dos provérbios «Tantas vezes vai o cântaro à fonte...» e «Quem te manda a ti, sapateiro, tocar rabecão?», deixamos aqui uma reflexão de Maria Regina Rocha, que fica como complemento de uma anterior resposta. A compreensão plena dos provérbios exige dois passos: em primeiro lugar, o esclarecimento do seu significado literal e, depois, a sua interpretação, isto é, a compreensão do que se pretende dizer com essa sentença ou esse dito. Maria Regina Rocha · 23 de maio de 2012 · 25K
Pelourinho Um intercâmbio (necessariamente) mútuo Numa entrevista publicada no Diário de Notícias (n.º 52 267, de 18 de maio de 2012, p. 56) e a propósito de uma eventual participação de árbitros estrangeiros na Liga Portuguesa de Futebol Profissional, o antigo árbitro António Garrido afirmava: «Sou favorável a que esses intercâmbios abranjam países como Itália, Espanha, Inglaterra… Mas atenção: o intercâmbio tem de ser mútuo, árbitros estrangeiros em Portugal e árbitros portugueses no estrangeiro.» Paulo J. S. Barata · 22 de maio de 2012 · 2K
Controvérsias // Polémicas em torno de questões linguísticas, sintaxe O se das construções impessoais reflexas Esta é uma controvérsia sobre a função sintática do pronome se. Surgiu a propósito da seguinte pergunta chegada ao consultório do Ciberdúvidas: no segmento «Diz-se que o João é bom aluno?» — quis saber a professora Isabel Santiago —, a oração subordinada substantiva completiva desempenha a função de sujeito, ou de complemento direto? 15 de maio de 2012 · 5K