O nosso idioma Dialeto esquisito Especificidades dos países de língua portuguesa revelam aspecto divertido do idioma lusitano “Gosto de sentir a minha língua roçar a língua de Luís de Camões/Gosto de ser e de estar/E quero me dedicar/A criar confusões de prosódias/E uma profusão de paródias/ Que encurtem dores/E furtem cores como camaleões/Gosto do Pessoa na pessoa/Da rosa no Rosa/E sei que a poesia está para a prosa/Assim como o amor está para a amizade/E quem há de negar q... 4 de novembro de 2007 · 5K
Pelourinho A confusão com o interdito e o interditado + a tradução de San Gennaro O provedor do leitor do Público, Rui Araújo, volta dedicar parte da sua crónica de 4/11/2007 aos erros ortográficos do jornal. «Concordo que seja utópico eliminar totalmente os erros ortográficos de um jornal», escreve um leitor. «No entanto, nalgumas áreas (títulos, editoriais) fica francamente mal eles existirem. Nos editoriais dos últimos meses r... 4 de novembro de 2007 · 1K
O nosso idioma Gastar o latim Intriga-se o nosso leitor Pedro Ferreira com a indefinição semântica dos verbos evocar e invocar: ora parece que uma palavra rouba o significado à outra, ora que uma e outra significam a mesma coisa… Evocar e invocar têm origem no mesmo verbo latino vocare (de vox, voz), que significa chamar. E é justamente este o primeiro significado que os dicionários apresentam, quer para uma quer para outra palavra. Ana Martins · 4 de novembro de 2007 · 13K
Antologia // Portugal A Língua Portuguesa Esta língua que eu amoCom seu bárbaro lanhoSeu melSeu helénico salE azeitonaEsta limpidezQue se nimbaDe surdaQuanta vezEsta maravilhaAssassinadíssimaPor quase todos os que a falamEste requebroEsta ânforaCantanteEsta máscula espadaGraciosíssimaCapaz de brandir os caminhos todosDe todos os aresDe todas as dançasEsta vozEsta línguaSoberbaCapaz de todas as coresTodos os riscosDe expressão(E ganha sempre à partida)Esta língua portuguesaCapaz de tudoComo uma mulher realmenteApaixonadaEsta língua Alberto de Lacerda · 4 de novembro de 2007 · 2K
Antologia // Portugal A nossa magna lingua portugueza * A nossa magna lingua portugueza De nobres sons é um thesouro. Seccou o poente, murcha a luz represa. Já o horizonte não é oiro: é ouro. Negrou? Mas das altas syllabas os mastros Contra o ceu vistos nossa voz affoite. O claustro negro ceu alva azul de astros, Já não é noute: é noite. 26-8-1930 Fernando Pessoa · 4 de novembro de 2007 · 5K
Acordo Ortográfico // Notícias Academias do Brasil e de Lisboa querem reforma ortográfica já No seguimento de uma reunião realizada no Rio de Janeiro, a Academia Brasileira de Letras e a Academia das Ciências de Lisboa decidiram conjuntamente pressionar os seus dois governos para a aplicação a curto prazo do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, que unificará as grafias das palavras em toda a comunidade lusófona. 4 de novembro de 2007 · 4K
Acordo Ortográfico // Notícias Portugal promete ratificar acordo ortográfico Portugal vai ratificar o protocolo modificativo do acordo ortográfico até ao fim deste ano de 2007 — garantiu ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, que participou na XII Reunião do Conselho de Ministros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Ler também: Amélia Mingas «desconsolada» com a falta de apoio ao IILP 4 de novembro de 2007 · 4K
Controvérsias // TLEBS Gramática Corrigida A mais recente revisão da Terminologia Linguística do Ensino Básico e Secundário (TLEBS) elimina quase metade das inovações propostas em 2004 e que foram, entretanto, ensinadas a alunos do ensino básico a título de "experiência pedagógica", como decidiu então o Governo. Pedro Guerreiro · 2 de novembro de 2007 · 5K
Antologia // Brasil No descomeço era o verbo No descomeço era o verbo. Só depois é que veio o delírio do verbo. O delírio do verbo estava no começo, lá onde a criança diz: Eu escuto a cor dos passarinhos. A criança não sabe que o verbo escutar não funciona para cor, mas para som. Então se a criança muda a função de um verbo, ele delira. E pois. Em poesia que é voz de poeta, que é a voz de fazer nascimentos — O verbo tem que pegar delírio. Manoel de Barros · 29 de outubro de 2007 · 8K
Controvérsias // Gerundismo «Abolir o gerúndio, em lugar do gerundismo» «Não é o gerúndio que provoca o adiamento de um processo, a procrastinação de um serviço público ou a falta de atendimento médico», escreve o linguista brasileiro José Augusto Carvalho, em artigo publicado no jornal “Gazeta”, contestando, a proibição, por decreto do governador de Brasília, do uso do gerúndio no funcionalismo público da cidade. Com este argumento: 29 de outubro de 2007 · 4K