Pelourinho O «dialecto luso» em futebolês Notícia do diário desportivo português “O Jogo” (de 30 de Maio de 2006), exemplar do pior futebolês que se escreve (e ouve) por aí. Ou seja, com os pés. « O União da Madeira, que... João Alferes Gonçalves (1944 — 2023), José Mário Costa · 31 de maio de 2006 · 5K
Pelourinho O "jornalês" que escrevemos Segundo o "Correio da Manhã" (“CM”), Humberto Delgado teria ontem feito 100 anos «se não tivesse sido morto pelo regime que apoiou e mais tarde tentou derrubar». Também decerto Assurbanípal haveria de fazer um dia destes 2633 anos se não tivesse sido envenenado… Não sei de que fiáveis informações disporá o “CM” acerca da secular expectativa de vida do general, mas temo que não sejam mais do que as do autor da notícia acerca da volatilidad... Manuel António Pina · 30 de maio de 2006 · 4K
Ensino A Reforma de Bolonha e o ensino das Línguas e da Tradução 1. A importância actual do ensino das Línguas e da Tradução no Espaço EuropeuGostaríamos de iniciar com um primeiro paradoxo, que nos vem do grande linguista americano Noam Chomsky: segundo Chomsky, apesar de existirem no mundo mais de 7000 línguas (ou muito mais se considerarmos os dialectos), o ser humano fala «uma única língua» e isso porque as diferenças entre as diversas línguas são só diferenças aparentes. No fundo, diz Chomsky, todas as línguas do mundo se baseiam num conjunto mui... Rita Ciotta Neves · 29 de maio de 2006 · 3K
Pelourinho A colocação de pronomes em orações disjuntivas «Existem três soluções: ou o FC Porto empresta César [Peixoto] a outro clube e, no final da próxima temporada, deixa-o sair a custo zero, ou o vende ou negoceia (…)»1. O pronome “o” deveria ter precedido o verbo «deixar», tal como precedeu o verbo «vender», adiante, na mesma frase: «Ou o FC Porto (…) o deixa sair (…) ou o vende (…)». As orações iniciadas pela conjunção disjuntiva “ou” exigem que o p... Maria Regina Rocha · 29 de maio de 2006 · 4K
Pelourinho «Tomar parte em» e «fazer parte de» A frase ouviu-se na apresentação da iniciativa “Lisboa, a Mulher e a Vida”, na RTP-1, que visou consciencializar as mulheres portuguesa para o problema do cancro da mama: «É essa consciencialização que está a ser preparada aqui para atrair todas as mulheres portuguesas que hoje vão celebrar a vida e vão assim tomar parte desta maratona de cinco quilómetros.» Deveria ter sido dito «tomar parte ... Maria Regina Rocha · 29 de maio de 2006 · 14K
Pelourinho «Concorda-se com alguém» ou «discorda-se de alguém» «Há coisas com as quais eu concordo e outras com as quais eu discordo.»; «Os jornais, hoje, têm menos espaço para artigos, para as reportagens e para as notícias. As reformulações gráficas que se fazem actualmente vão todas no sentido de subtrair espaço para as notícias.»1 «Concorda-se com alguém» ou «discorda-se de alguém». O verbo discordar exige a preposição de: «Discordo de ti», «ele discordou do qu... Maria Regina Rocha · 26 de maio de 2006 · 19K
Lusofonias Outra Feira, Outras Feiras [Foi inaugurada, dia 26 de Maio p.p] em Lisboa, no Parque Eduardo VII, mais uma feira do livro. Escrevo mais uma querendo dizer isso mesmo: mais uma. Mais uma que, presumo, em poucos aspectos se distinguirá das anteriores setenta e cinco.Uma das raras iniciativas que ainda ligam o Portugal dos nossos dias ao Portugal de 1930 é a Feira do Livro de Lisboa. A mudança mais significativa nos últimos setenta e cinco anos, creio, foi a localização – a feira arrastou-se a custo, tropegamente, pa... José Eduardo Agualusa · 24 de maio de 2006 · 3K
Pelourinho «Adiantar que…» (e não « adiantar “de” que…») Ouviu-se no programa “Bom Dia Portugal”, da RTP-1, esta frase. a propósito de a PSP ocupar um edifício da Câmara Municipal de Tomar sem o respectivo pagamento de renda: «Contactada pela RTP, a PSP escusou-se a prestar declarações, adiantando apenas de que já está prevista em PIDAC o restauro do edifício do hospital (…)» A preposição ... José Mário Costa, Maria Regina Rocha · 24 de maio de 2006 · 3K
Pelourinho Ordinais, espécie em vias de extinção? Continua, cada vez mais, em vias de extinção o ponto característico dos numerais ordinais (o tracinho por baixo da redução do “o” não é obrigatório): dos 2º em vez de 2.º, 3º em vez de 3.º , etc. Ora, este ponto que se segue ao número que indica o numeral deve manter-se. A ausência do mesmo leva à confusão com a designação de grau na área da geometria ou da física e química, que não leva o referido ponto: «um ângulo de 90º», «3º celsíus», «febre de 40º», etc. José Mário Costa, Maria Regina Rocha · 24 de maio de 2006 · 4K
Pelourinho Irradiar e retractatação Ainda no jornal “24 Horas” »1:• «Surpresa das surpresas quando chegam ao Campo Pequeno juntos, agarradinhos, a erradiarem felicidade e amor. Primeiro erro: é irradiar (do latim tardio ‘irradiare’, «emanar». «difundir», «emitir»), com i. Segundo erro: não é necessário esse plural “irradiarem”. Como o sujeito de irradiar é o mesmo de «chegar», este infinitivo deveria ter ficado invariáv... José Mário Costa, Maria Regina Rocha · 24 de maio de 2006 · 3K