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Textos publicados pelo autor

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Ainda o algum de «Em caso algum haverá pena de morte»

Pergunta: Ao ler por curiosidade a Constituição da República Portuguesa, deparei-me com o artigo 24.º, parágrafo 2, que refere que: «Em caso algum haverá pena de morte.» A frase despertou-me algumas dúvidas e resolvi fazer uma busca no vosso site. Foi então que reparei que, já antes, Pedro Andrade, de Braga, tinha colocado uma questão sobre o referido parágrafo. Ao contrário do sr. Andrade, não tenho qualquer dúvida quanto à semântica da frase e interpreto-a como um repúdio total da pena de morte pela legislação...

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Sobre o neologismo "cadeirante"

Pergunta: Criou-se há pouco tempo o vocábulo "cadeirante" aqui no Brasil para substituir, creio, o circunlóquio "usuário de cadeira de rodas" ou talvez seja mais um eufemismo. Aliás, há uma prodigalidade de inventar expressões amaneiradas ou adocicadas neste país: os aleijados foram suplantados pelos "deficientes físicos", os cegos chamam-se "deficientes visuais", os surdos são agora "deficientes auditivos", os doidos foram substituídos pelos "deficientes mentais", os leprosos são "hansenianos", os mongolóides...

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Pronúncia do dígrafo ou

Pergunta: Será correcto pronunciar as palavras soubeste, soubesse como "sóbeste", "sóbesse"? Não será correcto na oralidade abreviar o "ou" para "ó", como quando dizemos por exemplo «dois "ó" três...» ou mesmo «p'rá e p'ró»? Aliás, nós no Sul [de Portugal] nunca pronunciamos "ou", mas sim "ô", logo no máximo diremos "sôbesse"…Resposta: Na pronúncia de Lisboa e em grande parte do Centro e do Sul de Portugal, o par de letras <ou> já não se lê como ditongo — [ow] ou [ɐw] —, mas como um ó fechado — [o]—, na...

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«Tempestade num copo de água»

Pergunta: «Fazer uma tempestade num copo de água» pode ser considerado uma personificação (figura de estilo)?Resposta: Não, porque não se atribuem características humanas a coisas ou animais. Entre as figuras de estilo que é possível identificar na expressão, temos: a) a metáfora, porque «tempestade» e «copo de água» significam, respectivamente, «grande problema» e «pequeno problema»/«problema nulo»; b) o paradoxo, dada a impossibilidade de o fenómeno atmosférico aludido se produzir no espaço de um copo de água. c)...

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O género do galicismo nécessaire

Pergunta: Sabemos que a palavra nécessaire é um estrangeirismo, mas é usada na língua portuguesa como sinônimo de frasqueira. Por isso gostaríamos de saber se devemos utilizá-la como feminino ou masculino. Obrigada.  Resposta: O galicismo nécessaire é do género masculino (ver Dicionário Houaiss, na versão brasileira, e Dicionário da Língua Portuguesa, da Porto Editora). No Brasil, usa-se o sinónimo frasqueira, que não terá...
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