«Dônos» ou «dónos»?
Qual a maneira correcta de pronunciar o plural de "dono" (donos) Diz-se "dónos" ou "dônos"?
Vírgulas a mais, vírgulas a menos
Em que casos se deve pôr ou não vírgula?
Carácter e caracteres
Consultado o dicionário da Porto Editora, por ex., vê-se que a palavra carácter tem como plural caracteres. Como se pronuncia a palavra no plural? Aplica-se às letras e, por ex., às características de uma coisa?
Falamos e falámos
Existem de facto estas duas grafias correspondentes a duas formas verbais distintas? Sendo assim, ou mesmo não sendo, porque se ouve cada vez com mais frequência usar a primeira como se fosse a segunda? (Ex. "Ontem falamos..." em vez de "Ontem falámos?") Pronúncia regional ou tentativa de evitar uma? (No falar (dialecto?) açoriano parece-me não haver esta distinção fonética mas neste caso no sentido inverso)
Antónimos
Estou a fazer um trabalho, que se destina a crianças a partir dos 8 anos e tenho uma enorme dificuldade em encontrar alguns antónimos. Pelo que- e expressando desde já a mais viva gratidão -, venho pedir que (se possível com a maior brevidade) me informem quais são os antónimos dos seguintes sentimentos (tendo em atenção a idade a que se destina o trabalho).
Des-seleccionar
Existe a palavra des-seleccionar?
«Senhora presidenta»/«senhora presidente»
«Senhora presidenta» ou «senhora presidente»?
Vende-se ou vendem-se?
E aqui vai uma questão (só para assinalar esta data!), a partir de comentários que, há tempos, recebi de um leitor. Perdeu-se quase por completo, creio, a consciência da diferença entre o "se", pronome apassivador, e o "se", símbolo de indeterminação do sujeito (correspondente ao on francês, ou ao man, alemão). É cada vez maior a tendência para se dizer, por exemplo, «falam-se línguas estrangeiras», ou «vendem-se andares», em vez de «fala-se línguas estrangeiras» ou «vende-se andares». Regra geral, «se a indeterminação do sujeito for indicada pelo pronome, o verbo fica na 3.ª pessoa do singular"» (C. Cunha e L. Cintra, Gramática, p. 501). Mas poderá dizer-se ser verdadeiramente errada a construção que opte pela forma apassivante? Não haverá antes uma evolução no sentido de um suplemento de concordância (plural com plural), apassivando-se as coisas para que tal efeito se dê?
«Ecspô» e «Telecóme»
No «Jornal da Noite» da SIC, em 17 de Janeiro, o dr. António Vitorino, ministro que tutela a Expo 98, pronunciou várias vezes «ecspô». O repórter da SIC, na mesma peça, disse «eispô». Também tenho ouvido a outras figuras notórias (incluindo administradores da empresa) «telecóme» para designar a Telecom. Não há aqui umas pronúncias esquisitas?
Incidentaloma ou acidentaloma?
Trata-se duma situação clínica que corresponde ao aparecimento, sem se esperar, duma formação tumoral nas glândulas supra-renais, quando se faz, por ex. uma TAC ou ecografia do abdómen. Igual situação já existe para outras glândulas. Deve dizer-se incidentaloma da supra-renal ou acidentaloma? Na literatura anglo-saxónica diz-se incidentaloma. Entre nós apareceram grupos a dizer acidentaloma, o que penso ser incorrecto.
