A substituição do itálico e do negrito num texto manuscrito
Muito obrigada pelo magnífico trabalho que levam a cabo.
Gostaria de saber como se deve substituir o itálico e o negrito num texto escrito à mão.
Li algures que se pode substituir o itálico pelo uso de aspas, dado que o objetivo é o mesmo: destacar algo. Porém, tenho algum receio de que alguns textos fiquem com demasiadas aspas porque estas serão usadas para citar, para dar exemplos e ainda para indicar o sentido de algumas palavras. Por exemplo:
1) «São incompatíveis com operadores aspectuais como parar (de) ou acabar (de).»
2) «A situação descrita pela oração o João abriu a porta precede necessariamente a entrada da Maria.»
3) «Se for o tipo a ser avaliado, usa-se ser (cf. Bacalhau à Brás é muito bom).»
4) «Neste aspeto, ficar é praticamente sinónimo de permanecer.»
No caso de referências bibliográficas, vários estilos bibliográficos usam o negrito e o itálico. Como os deveríamos usar num texto escrito à mão?
Por último, gostaria de saber como deveria rasurar algumas partes de um documento (palavras ou frases), quando estiver a escrever à mão. Há normas?
Muito obrigada pelos esclarecimentos.
A regência do verbo parecer-se
É igualmente correto dizer/escrever «parecido com» e «parecido a» («parecer-se com» e «parecer-se a»)? Não consigo encontrar uma resposta a esta dúvida nas gramáticas de português a que tive acesso.
Obrigada.
Haverá sinonímia perfeita entre as locuções temporais?
Segundo Ferrarezi Junior (2008, p. 157)*, «Nenhuma língua utiliza duas palavras ou expressões para dizer a mesmíssima coisa. [...] Por menor que seja a mudança, ela sempre ocorre quando trocamos uma palavra ou expressão por outra.» Partindo desse pressuposto, comecei a pensar sobre a existência ou não de sinonímia perfeita entre as locuções conjuntivas. Nas sentenças a seguir, por exemplo, todas as conjunções passam uma ideia de tempo; porém, parece-me que existe uma gradação de tempestividade (quão rápida a ação irá ocorrer).
O contexto é o seguinte: ao ser questionado sobre a data em que o edital de um concurso seria publicado, o governador afirmou: [1] «Quando tivermos a data correta, divulgaremos nos meios de comunicação.» [2] «Logo que tivermos a data correta, divulgaremos nos meios de comunicação.» [3] «Tão logo tivermos a data correta, divulgaremos nos meios de comunicação.» [4] «Assim que tivermos a data correta, divulgaremos nos meios de comunicação.» Essa hipótese está correta? Existiria uma gradação entre essas conjunções e locuções conjuntivas (não necessariamente nessa ordem)?
* Ferrarezi Junior, C. Semântica para a Educação Básica. São Paulo: Parábola Editorial, 2008.
Juíza, Luís e Luíza/Luísa, com acento. Juiz, sem acento
Uma dúvida, por gentileza: por que razão Luiza não leva acento e juíza leva o acento? É uma questão etimológica?
Obrigado.
O antecedente possessivo
Peço a vossa ajuda no sentido de identificação do antecedente do possessivo que consta na última linha do texto que se segue. «Os perfis biográficos dos heterónimos, cuidadosamente traçados pelo poeta, pertencem ao foro da ficção, mas ficção onde há ainda zonas penumbrosas, na sequência da leitura dos textos de cada um deles e na decifração dos enigmas da família literária em que todos eles se inserem juntamente com o seu criador.»
Obrigada.
Suprarreferido, conforme o AO90
A palavra «suprarreferido», segundo o Acordo Ortográfico, escreve-se com dois "r" a seguir à letra "a" ou só, unicamente, com um "r" – «suprareferido»?
Muito obrigado pela ajuda prestada.
Oração subordinada completiva não finita, sujeito de ocorrer
Estava fazendo uma leitura e me deparei com a seguinte frase: «Nunca ocorreram aos grandes cronistas, em seus textos, basearem-se tão somente nas experiências de fato vividas por eles». Aí me veio a dúvida: O verbo "ocorrer" tem de vir no plural?
Tentei encontrar o sujeito da oração, no entanto, não consegui.
Gostaria também de saber a classificação do verbo "ocorrer" na frase em questão.
A classificação de que em frases optativas
Há tempo que não vos envio uma pergunta. Pois bem... vou direto ao ponto: o gramático Celso Cunha chama de prefixo conjuncional o vocábulo QUE que introduz orações optativas, como em «Que venha logo o verão!»
Gostaria de saber a classificação desse vocábulo, segundo outros estudiosos da língua, pois não encontrei nada além...
Muito obrigado!
A coesão temporal com o advérbio ainda
No excerto «um país que, recentemente, em termos históricos, passou quatro décadas sob uma ditadura e que ainda exibe as suas cicatrizes», a palavra ainda contribui para a coesão interfrásica ou para a coesão temporal?
A coordenação de duas funções sintáticas em Os Lusíadas
Gostaria de saber se, nos versos «Quando deu fim à longa narração/Dos altos feitos, grandes e subidos», o constituinte «Dos altos feitos, grandes e subidos» desempenha a função sintática de complemento do nome ou de modificador apositivo do nome e porquê.
Obrigada.
