DÚVIDAS

Relógio, como metonímia e personificação
No poema a seguir, gostaria de saber como interpretar o valor estilístico do termo relógio. Poderia ser considerado uma metonímia referente ao tempo ou à passagem do tempo? Obrigado.REGISTRO IMPLACÁVEL Do alto da igreja-matrizEspreita o relógio arcanoSeus ponteiros marcam sutisA realidade presenteNum inexplicável engano Espia homens que passamFruindo um tempo fecundoFelizes e despreocupadosCom a vida que viajaNum curtíssimo segundo Para ele, nada é obscuro,Pois tudo vê e veráDo passado e do futuroE a vida fica contidaNesse caminho circular A todos, do relógio velaO olhar aborrecidoConfrontando, inerte e mudo,Todo sonho inalcançávelTodo desejo reprimido Se algo de fato assinalaA sua continuada ação,É o ilusório valorDe um descuidado viverSem a morte por condição.
«Haver que», seguido de verbo no infinitivo
Em castelhano são muito comuns frases do tipo hay + que + infinitivo, por exemplo: «a esto hay que sumar propuestas creativas como...»; «Hay que trabajar»; «hay que oír y hay que hablar», etc. São corretas e de uso aconselhavel em português as frases com a construção + que + infinitivo? Que outras formas sem o verbo haver são sinónimas e de uso geral? Muito obrigado.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa