Pelourinho // Regência Verbos maltratadíssimos Responder, acorrer, aconselhar e, principalmente, assistir — o «vencedor do festival de asneiras» aqui apontadas, neste texto crítico à volta do mau uso de regência verbais na televisão portuguesa. No jornal "i" de 17/12/2012. Wilton Fonseca · 17 de dezembro de 2012 · 6K
Lusofonias // Português em Moçambique Escrita, língua portuguesa e poder em Moçambique A pequena nação, a nação da escrita, é absolutamente minoritária em Moçambique, escreve Mia Couto, relatando o caso de um camponês julgado em tribunal por desrespeito para com uma petrolífera estrangeira. «O que aconteceu na sala (…) não é senão a tradução dessa espécie de nova trindade: escrita, língua portuguesa e poder são os três nomes de uma mesma hegemónica entidade.» Crónica publicada na revista África 21 de Dezembro-Janei... Mia Couto · 10 de dezembro de 2012 · 5K
Pelourinho // Ortografia Xeque-mate ao cheque Num texto intitulado Para onde vais, Europa?, da autoria de José Rodrigues Branco, publicado na revista Share (dezembro de 2012, p. 24), pode ler-se: «Não será evidente que os países poderosos lucrarão em função da subserviência dos países que agora são colocados em cheque?» Paulo J. S. Barata · 4 de dezembro de 2012 · 3K
O nosso idioma // A arte do uso da linguagem Antonomásias e hipocorísticos «O que se requer ao insulto para ser arte é elevação, e a única via que eleva é o apuramento da linguagem. Dizer de certo sujeito que é «alcançadíssimo de inteligência» ou que o caracteriza «extrema parcimónia das faculdades mentais» é melhor do que chamar-lhe idiota: não apenas tem graça como suplanta o sentimento de caridade pelos menos afortunados, facilitando a apreciação da frase em si mesma, sem consideração do efeito que venha a produzir no visado. O desprezo da linguagem é que por ... Abel Barros Baptista · 29 de novembro de 2012 · 7K
O nosso idioma // Mau uso da língua no espaço público O valor da palavra «A palavra previsão utilizada na economia é, aliás, digna de análise. Prever é ver antes, coisa que (salvo em casos de bruxaria) se realiza pelo método científico: certos fenómenos quando ocorrem em determinadas condições ou ambientes têm consequências que se podem antever. Os economistas e as suas instituições podiam preferir outras palavras: «estimativa», por exemplo; ou «projeção»; ou, para serem totalmente honestos, apenas «palpite».[…] Se a palavra fosse palpites, talvez... Henrique Monteiro · 27 de novembro de 2012 · 3K
Pelourinho Brevidade e clareza «[…] escrever bem é saber cortar palavras, é saber reescrever textos, é ser breve. Ser contido nas palavras não implica ser simples ou superficial, mas antes saber utilizar as palavras certas e em poucas linhas transmitir a dimensão de um acontecimento.», como se aponta neste texto publicado no jornal i, do dia 26 de novembro de 2012, que a seguir se transcreve na íntegra, com os devidos agradecimentos ao autor e ao diário português. Wilton Fonseca · 26 de novembro de 2012 · 5K
Pelourinho // Revisão de texto Uma mandatária transformada em bastonária Nas Breves do Expresso de 24 de novembro de 2012 (Primeiro Caderno, p. 11) diz-se: «AUTÁRQUICAS — Isabel Magalhães, independente, ex-bastonária de Jorge Sampaio em Cascais e ex-vereadora da oposição (eleita nas listas do CDS) no mandato de José Luís Judas, vai candidatar-se a Cascais.» Paulo J. S. Barata · 26 de novembro de 2012 · 3K
Acordo Ortográfico // Controvérsias O Acordo, outra vez «Para além da questão jurídica e cultural de fundo, é uma questão política assaz bizarra. E a questão política actualmente resume-se a isto: estão a ser aplicadas não uma, mas três grafias da língua portuguesa. A correcta, em países como Angola e Moçambique, a brasileira (no Brasil) e a pateta (em Portugal e não se sabe em que outras paragens).» [Artigo do autor, opositor desde a primeira hora da adoção do <a href="http://www.portaldalinguaportuguesa.org/index.php?action=acordo&v... Vasco Graça Moura · 21 de novembro de 2012 · 4K
Pelourinho // Mau uso da língua no espaço público Consecutivamente ≠ repetidamente «Falar repetidamente» de um determinado assunto nada tem que ver com «falar consecutivamente» sobre esse mesmo assunto como se aponta neste texto publicado no jornal i do dia 19 de novembro de 2012, que a seguir se transcreve na íntegra, com os devidos agradecimentos ao autor e ao díário português. Wilton Fonseca · 19 de novembro de 2012 · 5K
Pelourinho // Inadequação vocabular Um lagar posto a "produzir" azeitonas... Em matéria de língua portuguesa, basta estar atento e o insólito aparece mesmo nas situações mais inesperadas. Surge onde está a linguagem e esta está por todo lado. Um dia destes à mesa dei comigo a ler o contrarrótulo de uma garrafa de azeite Esporão. O texto rezava assim: Paulo J. S. Barata · 18 de novembro de 2012 · 4K