Pelourinho // Revisão de texto Uma revisão in(c)sipiente Um desastrado insipiente no lugar que devia ter sido corretamente escrito: incipiente. «Este é um daqueles erros detetáveis apenas pelo olho humano. Só não erra quem não escreve. Mas já se compreende pior que nem os copidesques de um jornal de referência – certamente não insipientes, e cujos conhecimento e experiência não serão, também, incipientes – o tenham evitado...» Paulo J. S. Barata · 13 de novembro de 2012 · 5K
Acordo Ortográfico // Critérios a rever – propostas e sugestões Discricionariedades e incongruências nos vocabulários portugueses pós-Acordo Ortográfico Em texto originalmente publicado em página pessoal, D´Silvas Filho explica por que razão não concorda com alguns dos critérios seguidos pelos vocabulários ortográficos atualmente disponíveis em Portugal (Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, da Porto Editora, e Vocabulário Ortográfico do Português, do Instituto de Linguística Teórica e Computacional – ILTEC), na aplicação do Acordo Ortográfico de 1990 (AO). 1. Hífenes D´Silvas Filho · 13 de novembro de 2012 · 6K
Pelourinho // Mau uso da língua no espaço público «Próximos do prazo de validade» «O prazo pode determinar a validade, a validade não afecta o prazo», alerta o jornalista Wilton Fonseca, a propósito da frase «[os medicamentos] estão próximos do prazo de validade». In jornal "i" de 12/11/2012. A questão é o «prazo de validade», ou a maneira como uma simples notícia – a criação de um banco de medicamentos e produtos de saúde para os mais carenciados – pode ser transformada num quebra-cabeças. Wilton Fonseca · 12 de novembro de 2012 · 6K
O nosso idioma Português opaco Em Portugal, está-se nos antípodas, por exemplo, dos EUA ou do Reino Unido – onde qualquer pessoa tem consagrado o direito a aceder a informação clara e concisa, de interesse público. «É o terreno ideal para [qualquer] político (...) fazer florescer a sua inventividade linguística, que ora lhe serve para fazer um pouco de demagogia, ora para esconder estragos.» In jornal Público de 10 de novembro de 2012, que a seguir se transcreve na íntegra. Ana Martins · 10 de novembro de 2012 · 3K
Pelourinho // Mau uso da língua no espaço público Providenciar em vez de prover A diferença entre ambos os verbos, neste apontamentodo jornalista Wilton Fonseca, publicado no jornal i, a propósito de uma outra palavra mal utilizada pelo primeiro-ministro português. Com a sua “refundação”, Passos Coelho mostrou mais uma vez a pouca familiaridade com que ele e o seu Governo tratam a língua portuguesa. A incapacidade de exprimir claramente uma ideia demonstra incapacidade mental e ideológica. Wilton Fonseca · 5 de novembro de 2012 · 5K
O nosso idioma // Neologismos Urbescópio Nesta semana, no caderno Economia do Expresso (n.º 2087, 27 de outubro de 2012, p. 30), dei de caras com urbescópio, um termo que obviamente não está dicionarizado. O urbescópio é uma peça de mobiliário urbano, de sinalética urbana, metálica, composta por uma base encimada por uma espécie de tubo circular, que direciona o olhar para um ponto-alvo na cidade, um monumento, um edif... Paulo J. S. Barata · 4 de novembro de 2012 · 4K
Pelourinho // Tradução Tradução, traição «Acontecimento maior do noticiário internacional da altura, a discussão do orçamento espanhol “virou” discussão “dos pressupostos espanhóis”». Uma má tradução reveladora da falta do serviço regular da agência de notícias portuguesa, em greve nesse dia. Wilton Fonseca · 31 de outubro de 2012 · 4K
O nosso idioma // Escritores e poetas Perguntem aos vossos cães… * «Falámos do seu bem-amado Sporting, do amado póquer, de jornalismos moribundos, de crónicas mal amanhadas, da língua portuguesa assassinada, de amigos comuns com mau feitio e coração grande, e de supostos amigos que agora o incensavam, Prémio Camões na biografia.» Crónica em homenagem ao jornalista, cronista, escritor (Prémio Camões 2011), poeta, dramaturgo português Manuel António Pina (18 de novembro de 1943, Porto-19 de outubro de 2012). Victor Bandarra · 30 de outubro de 2012 · 5K
Pelourinho // Mau uso da língua no espaço público Erros maciços Há dias, percorrendo a programação dos diferentes canais de televisão disponibilizada pela Zon, deparei-me com esta sinopse do filme Terramoto no Gelo (15 de outubro de 2012): «Na véspera de Natal uma massiça placa de gelo colapsa na Russia provocando uma onda de choque por todo o Alaska deixando uma família isolada no meio da neve dependendo de si mesmos para sobreviver.» Paulo J. S. Barata · 29 de outubro de 2012 · 3K
O nosso idioma // Género A propósito do feminino de procurador-geral da República Subtilezas da língua A resposta Procurador(a)-geral da República, de Maria Regina Rocha, rigorosa, como sempre, deixou em aberto, mesmo assim, uma chamada de atenção para uma subtileza da língua. Como aí se sublinha, uma coisa é o cargo, outra a pessoa que o exerce. Podemos dizer: «A chancelerina Ângela Merkel», mas devemos dizer que «Ângela Merkel exerce o cargo de chanceler da Alemanha». Da mesma maneira, podemos dizer: «A presidenta Dilma Roussel... D´Silvas Filho · 26 de outubro de 2012 · 6K