Pelourinho // Mau uso da língua no espaço público Desventuras de um por ventura Numa entrevista do presidente do Banco Espírito Santo português, Ricardo Salgado, e referindo-se à privatização da TAP e à possibilidade de a Iberia poder vir a ser a companhia escolhida para o negócio, pode ler-se: «Não digo isso. Por ventura a Iberia e a British Airways poderão fazer uma proposta onde deem garantias mas isso deve ser o Estado a julgar, não eu» (Expresso, Caderno Economia, n.º 2060, 21 de abril de 2012). Paulo J. S. Barata · 26 de abril de 2012 · 4K
Acordo Ortográfico // Controvérsias «O acordo é mau porque a ideia de lusofonia é má» Entrevista publicada no jornal "i" de 24 de abril de 2012 do diretor do programa de Teoria da Literatura da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Nela, considera o Acordo Ortográfico (AO) «um desastre», insurgindo-se contra a sua adoção nas universidades portuguesas. A entrevista conduzida pelo jornalista Nelson Pereira, sob o título “A lusofonia é uma espécie de colonialismo de esquerda”. Manteve-se a grafia segundo a norma de 1945 seguida ainda pelo jornal. Miguel Tamen · 25 de abril de 2012 · 5K
Lusofonias // Timor-Leste Timor-Leste, tétum, português, língua indonésia ou inglês? «Os artigos 13.º e 159.º da nossa Constituição determinam que o tétum e o português são as nossas línguas oficiais e a língua indonésia e inglês são línguas de trabalho. Será possível atitude mais aberta e pragmática do que esta?», defende o ex-Presidente de Timor-Leste, José Ramos-Horta, neste artigo publicado no jornal português Público de 22/04/2012, em que contesta a perspetiva anglófila de um professor da Universidade Nacional de Singapura, Victor R. Savage. Texto escrito conforme a norma ortográfica de 1945. José Ramos-Horta · 24 de abril de 2012 · 7K
O nosso idioma // literatura Questão de Pontuação Todo mundo aceita que ao homem cabe pontuar a própria vida: que viva em ponto de exclamação (dizem: tem alma dionisíaca); viva em ponto de interrogação (foi filosofia, ora é poesia); viva equilibrando-se entre vírgulas e sem pontuação (na política): o homem só não aceita do homem que use a só pontuação fatal: que use, na frase que ele vive o inevitável ponto final. João Cabral de Melo Neto · 19 de abril de 2012 · 8K
Acordo Ortográfico // Controvérsias A CPLP e a consagração do desacordo ortográfico «O facto de o AO não concitar qualquer consenso nem contribuir para unificar seja o que for é razão suficiente para, no mínimo, se suspender a sua aplicação e fazer respeitar a <a style="font-style: italic;" href="http://www.parlamento.pt/Legislacao/Paginas/ConstituicaoRepubli... António Emiliano · 19 de abril de 2012 · 6K
Acordo Ortográfico // Notícias Um acordo desafinado «A nova ortografia do português divide opiniões, mas entrou numa rota sem marcha-atrás», escreve-se neste texto publicado no Expresso de 14/04/2012, aqui transcrito na íntegra, com a devida vénia ao autor e ao semanário português. Leia-se também, no fim, os três textos complementares desta peça, Acordo mínimo, Datas para um acordo e A favor e contra. Valdemar Cruz · 19 de abril de 2012 · 4K
Pelourinho Lapsus carni Sobre um danoso lapsus linguae que foi tudo menos um lapso. Texto inserto no jornal “i” de 13/04/2012. O ministerioso lapso tão danoso para os bolsos dos funcionários públicos e dos reformados [em Portugal] foi tudo menos um lapso, mas não houve um único jornalista que chamasse a atenção para isso. Política à parte. “Lapsus”, em latim, significa «escorregadela». Wilton Fonseca · 14 de abril de 2012 · 7K
Acordo Ortográfico // Controvérsias Sobre as críticas mais recentes ao Acordo Ortográfico Concordo que o Acordo Ortográfico (AO) de 1990 precisa de ser aperfeiçoado. Na adaptação ao novo AO do Prontuário da Texto em elaboração, concluí que há excesso de incoerências, decisões não suficientemente sedimentadas e, até, erros técnicos no texto. D´Silvas Filho · 13 de abril de 2012 · 6K
O nosso idioma A Defesa da Língua ou a Língua como Defesa «A língua é um bem simbólico e parte do património imaterial de um povo certo de que a noção de bem se desdobra em dois sentidos: um sentido jurídico-económico, que sublinha o princípio da riqueza ou do ativo a preservar e a valorizar; um sentido ético-axiológico, que acentua no bem a sua condição de fator de enriquecimento humano, comunitário e identitário (de certa forma e em resumo: fator de felicidade)», defende o professor Carlos Reis na comunicação apresentada no Congresso Nacional de Segurança e Defesa (Lisboa, junho de 2010). Carlos Reis · 13 de abril de 2012 · 11K
Acordo Ortográfico // Controvérsias A intrigante sanha anti-Acordo Ortográfico «Surpreende-me haver tanta gente a protestar contra um Acordo Ortográfico que não mexe na oralidade mas procura, sem ir tão longe quanto devia, simplificar a escrita. Não vejo a mesma tenacidade no combate às afrontas à nossa língua, como (…) por exemplo (…) haver uma faculdade pública onde todas as aulas são dadas em inglês (…).» Carta publicada no jornal Público de 12/04/2012. M. Gaspar Martins · 12 de abril de 2012 · 5K