Antologia // Portugal A Defesa da Língua Portuguesa Fuja daqui o odiosoProfano vulgo1, eu cantoAs brandas Musas, a uns espíritos dadosDos Céus ao novo cantoHeróico, e generosoNunca ouvido dos nossos bons passados.Neste sejam cantadosAltos Reis, altos feitos,Costume-se este ar nosso à Lira 2nova.Acendei vossos peitos,Engenhos bem criados.Do fogo, que o Mundo outea vez renova.Cada um faça alta provaDe seu espírito em tantasPortuguesas conquistas, e vitórias,De ... António Ferreira · 9 de dezembro de 2009 · 4K
Antologia // Portugal António Vieira O céu 'strela o azul e tem grandeza. Este, que teve a fama e à glória tem, Imperador da língua portuguesa, Foi-nos um céu também. No imenso espaço do seu meditar, Constelado de forma e de visão, Surge, prenúncio claro do luar, El-Rei D. Sebastião. Mas não, não é luar: é luz do etéreo. É um dia; e, no céu amplo de desejo, A madrugada irreal do Quinto Império Doira as margens do Tejo. Fernando Pessoa · 9 de dezembro de 2009 · 5K
Acordo Ortográfico // Controvérsias O senso comum no novo Acordo Ortográfico Artigo disponível na página pessoal do autor, onde volta a insurgir-se contra a "apressada" entrada em vigor do Acordo Ortográfico, em Portugal. Estava previsto que haveria uma reunião de especialistas dos países signatários do Acordo de 1990<... D´Silvas Filho · 9 de dezembro de 2009 · 6K
Pelourinho Insistir, insistir e não desistir O provedor dos leitores do Diário de Notícias volta a insurgir-se contra «a frequente multiplicação (…) de gralhas, erros de português inadmissíveis em quem faz da escrita a sua profissão e incorrecções factuais difíceis de entender num jornal que se reclama (…) uma referência de qualidade.» Artigo publicado na edição de 5 de Novembro de 2009. Ler aqui. Mário Bettencourt Resendes · 7 de dezembro de 2009 · 4K
Pelourinho O modismo do por que (em vez de porque) Basta um olhar atento pelos jornais ou pelas legendas do cinema e da televisão, em Portugal, para nos apercebermos de como este modismo proliferou neste lado do Atlântico. Trata-se de frases começadas pelo advérbio interrogativo porque que, cada vez com mais frequência, aparece separado, como se se tratasse da preposição por e do interrogativo que. Esta é mais uma dife... José Mário Costa, Maria João Matos · 4 de dezembro de 2009 · 5K
Pelourinho "Téni" — disse ele Numa tarde em que me achei mais pachorrenta… dei comigo a ver o programa "As Tardes de Júlia", na TVI. Três elegantes convidados tiravam dos sacos de compras que os acompanhavam sofisticadas peças de vestuário que tinham sido objecto da sua preferência: casacos, camisas, echarpes, cintos… Maria João Matos · 2 de dezembro de 2009 · 4K
Pelourinho Liberdade de expressão… “coartada”? Liberdade de expressão dos jornalistas não pode ser coartada Recomendações do director de informação da RTP aos jornalistas da empresa sobre a participação em redes sociais estão a suscitar apreensão no sector. Em causa está o facto de tais recomendações ameaçarem invadir a esfera privada dos jornalistas e pôr em causa a sua liberdade de expressão. 28 de Novembro de 2009 A questão de fundo tem pano para mangas. Resumidamente (uma vez que este não é o seu local próprio): José Mário Costa · 30 de novembro de 2009 · 4K
Pelourinho Mandado não é o mesmo que mandato Mandado é uma ordem escrita, de carácter imperativo, emitida por uma autoridade competente. Por exemplo, um juiz, ao desejar dar uma ordem, emite um mandado. Pode ser um mandado de prisão, um mandado de busca, um mandado de captura… Maria João Matos · 20 de novembro de 2009 · 6K
Pelourinho "Face Oculta" É com alguma perplexidade que nos apercebemos de formas de pronúncia de palavras impensáveis de ouvir há alguns anos. A propósito do caso Face Oculta, escutámos, tanto na rádio como na televisão portuguesas, a pronúncia do apelido Noronha (de Noronha do Nascimento) com o fechado na primeira sílaba, em vez de u. Ou seja, ouve-se /Nôrônha/ em vez de /Nurônha/, como sempre se ouviu dizer. Maria João Matos · 13 de novembro de 2009 · 4K
Antologia // Portugal A palavra Pomo gerado entre a pedra e a abelhado pólen do silêncio.Um súbito desejo te despertaluz viva em fibras de coragem.Ardes em labaredas sobre a mesaonde desperto te incendeio.Forma exacta cintilas pululandona memória. Ó ar! Ó espiga!E passáro e flecha sobre mim revoas.Que mão resiste? Que bosque?Como um cão caminhas no meu rostoe a mão segue os teus passos, verdadeira.Em cachos perduras na memóriade todas as coisas viva... Joaquim Pessoa · 10 de novembro de 2009 · 3K