Lusofonias O mistério do cérebro dos portugueses Parece que o cérebro dos portugueses surpreende cientistas. A tal ponto que investigadores das universidades de Coimbra, Aveiro, Porto e Minho vão debruçar-se sobre esse órgão misterioso, vistoriando, com tenaz denodo e um pouco de apreensão, o que nos faz assim. Eis um empreendimento difícil, por avançar em terreno fértil de interpretações. É inumerável a lista de obras de todos os géneros e ramos que têm vasculhado a idiossincrasia do indígena nascido cá no brejo. Não se chegou a conclusão ... Baptista-Bastos · 16 de março de 2007 · 5K
Pelourinho «Mais bem tratado» ( não “melhor tratado”) Na última página da edição de 14 de Março do jornal 24 Horas, Joaquim Letria escreve que o presidente do Uruguai «ficou muito impressionado com a doação, manifestou a sua gratidão, mas avisou que não quer caridade e que preferia ter sido melhor tratado no âmbito do Mercosul (…)». Maria Regina Rocha · 15 de março de 2007 · 6K
Pelourinho Emoção, alegria e satisfação não são adjectivos… Telejornal, RTP 1, 13 de Março p. p. Numa peça sobre as reacções ao aparecimento do bebé de Penafiel, que tinha sido raptado do Hospital Padre Américo, o pivô José Alberto Carvalho quer saber o que dizia o hospital perante o desfecho do caso. O repórter no local respondeu deste modo: «O hospital resume em poucas palavras, mas que se pode traduzir numa única só: emoção, alegria, satisfação. Tudo adjectivos para um único sentimento.» Maria Regina Rocha · 15 de março de 2007 · 2K
Pelourinho «É bom ver» (e não “é bom de ver”) «É bom de ver à lupa os golos do Benfica ontem à noite no Estádio da Luz», ouviu-se numa notícia do Diário da Manhã da TVI (13 de Março p. p.). Obviamente está a mais a preposição de. O sujeito do predicado «é bom» é toda a sequência «ver à lupa os golos do Benfica ontem à noite no Estádio da Luz»: «ver à lupa os golos do Benfica é bom». Exemplos da mesma situação: «É bom recordar o passado» (= recordar o passado é bom); «é bom aprender a ler» (= aprender a ler é bom). Maria Regina Rocha · 14 de março de 2007 · 4K
Pelourinho Ainda a confusão entre «ir ao encontro de» e «ir de encontro a» A confusão entre «ir ao encontro de» e «ir de encontro a» continua a ler-se e ouvir-se nos meios de comunicação social portugueses. A jornalista Judite de Sousa, apresentadora do... Maria Regina Rocha · 13 de março de 2007 · 18K
Lusofonias O caso de Goa Conferência do autor, intitulada «A história comum: valor a explorar no desenvolvimento cultural e existencial dos povos lusófonos – Caso de Goa», na sessão de encerramento do I Congresso Mundial da Lusofonia, realizada na Sociedade de Geografia de Lisboa, em 10 de Fevereiro de 2007 Teotónio R. Souza (1947-2019) · 12 de março de 2007 · 6K
Pelourinho A pronúncia de percurso, de perseverança e de preservar Jorge Gabriel, apresentador do Festival da Canção 2007, na RTP1 (10 de Março de 2007), referindo-se ao trabalho dos autores e dos intérpretes do concurso: «Para que estas dez canções aqui chegassem, tiveram de percorrer um longo percurso. É preciso muito trabalho, muita perseverança.» E articulou o s de perseverança como se fosse um z. Maria Regina Rocha · 12 de março de 2007 · 5K
Lusofonias À volta de Ouça um bom conselho Ouça um bom conselhoQue eu lhe dou de graçaInútil dormir que a dor não passaEspere sentadoOu você se cansaEstá provado, quem espera nunca Alcança Venha, meu amigoDeixe esse regaçoBrinque com meu fogo Venha se queimarFaça como eu digo Faça como eu façoAja duas vezes antes de pensar Corro atrás do tempoVim de não sei ondeDevagar é que se não vai longe Eu semeio vento na minha cidadeVou para a rua e bebo a tempestade Chico Buarque Maria Regina Rocha · 10 de março de 2007 · 11K
Pelourinho Termos blindados Já fazia falta um esclarecimento sobre o termo desblindagem, como o da Antena 1, no dia da assembleia-geral da PT. O termo não consta nos dicionários gerais e, no entanto, os principais órgãos de comunicação social usaram-no à vontade, sem recurso a glosa ou expressão equivalente. Ana Martins · 10 de março de 2007 · 3K
Pelourinho «Receio de» (e não “receio com”) «Esta tendência de subida [do petróleo] deve-se ao facto de as baixas temperaturas que se fazem sentir nos Estados Unidos provocarem o receio com um possível aumento na procura de combustíveis (…).» * Construção correcta: «O receio de um possível aumento.» Explicação: o substantivo receio pede um complemento iniciado pela preposição de. Outros exemplos: «Tenho receio de que ele se magoe»; «ele tem receio das doenças». * in Bom Dia, Portugal, RTP1, 7 de Março de 2007 Maria Regina Rocha · 8 de março de 2007 · 3K