Pelourinho «Diferente de» + «menor do que» «Eu tenho uma cara – estou a dar a cara – e não posso, como há-de imaginar, pedir uma votação do partido para, depois, vir a ser acusado de ter uma legitimidade diferente ou menor do actual presidente.»* Nesta frase há dois aspectos a considerar. Em primeiro lugar, deveria ter sido dito «uma legitimidade diferente da do actual presidente» (uma legitimidade diferente da legitimidade do actual presidente) ou «uma legitimidade menor do que ... Maria Regina Rocha · 5 de março de 2007 · 10K
Pelourinho Um arquivo “sob” os escombros… «Hoje [3 de Março de 2007] à tarde, com o fim do Lumiar, Júlio Isidro carimba o fim de uma era; 50 anos depois ainda falta ao canal estatal um museu vivo que não seja uma simplória despensa de maquinaria e artefactos, o livro de ouro está por sair, o teatro para televisão insiste em não se erguer da cova e o arquivo vai-se organizando sob os escombros do que irremediavelmente se perdeu. Mas o f... João Alferes Gonçalves (1944 — 2023) · 5 de março de 2007 · 2K
Lusofonias O decesso do esparadrapo Dentro daquela lógica de dividir o mundo entre dois tipos de pessoas, as palavras "difíceis" fazem um bom trabalho. Infelizmente, nos dias que correm, e pelo menos no que a Portugal respeita, a desproporção entre os grupos chegou ao ponto de um deles estar em vias de extinção. Que é como quem diz decesso. Sabia o caro leitor, antes de ler estas linhas, o que quer dizer decesso? Fernanda Câncio · 5 de março de 2007 · 3K
Antologia // Portugal Coágulo do Tempo Apreender com as palavras a substância mais nocturnaé o mesmo que povoar o desertocom a própria substância do desertoHá que voltar atrás e viver a sombraenquanto a palavra não existeou enquanto ela é um poço ou um coágulo do tempoou um cântaro voltado para a sua própria sedeTalvez então no opaco encontremos a vértebra inicialpara que possamos coincidir com um gesto do universoe ser a culminação da densidadeSó assim as palavras serão o fruto da sombr... António Ramos Rosa · 5 de março de 2007 · 5K
Antologia // Portugal Soneto Rudes e breves as palavras pesammais do que as lajes ou a vida, tanto,que levantar a torre do meu cantoé recriar o mundo pedra a pedra;mina obscura e insondável, quisacender-te o granito das estrelase nestes versos repetir com elaso milagre das velhas pederneiras;mas as pedras do fogo transformei-asnas lousas cegas, áridas, da morte,o dicionário que me coube em sortefolheei-o ao rumor do sofrimento:ó palavras de ferro, ainda sonho dar-vos a leve têmpera do vento.Carlos de Oliveira Carlos de Oliveira · 2 de março de 2007 · 4K
Pelourinho // Inteligncia Artificial Quociente de Inteligência (QI) Do inglês Intelligence Quotient (IQ) «O apresentador de televisão tem o QI (Quoficiente de Inteligência) mais elevado desde que há vida na Terra», escreveu-se o no jornal “24 Horas” de 1 de Março p.p.. É Quociente (de Inteligência)”, termo traduzido do inglês Intelligence Quotient (IQ). Maria Regina Rocha · 2 de março de 2007 · 5K
Pelourinho O Pregador Sem Acento Ouvi há pouco o pivot do Jornal da Tarde da RTP dizer que Al Gore anda a "pregar sobre o aquecimento global". Não quereria o jornalista dizer antes pr(é)gar? Joana Capitão · 1 de março de 2007 · 2K
Pelourinho Calinadas na TV e no 24 Horas Calinadas na TV... Deixa de haver serviços de atendimento permanente"Se não há justificação para estes SAPs se manterem à noite, então, deixam de haver SAPs e passam a haver atendimentos complementares e consultas abertas": assim explicava um responsável da Comissão de Requalificação das Urgências, no programa "Prós e Contras" (RTP1) de segunda-feira passada. Maria Regina Rocha · 28 de fevereiro de 2007 · 3K
Pelourinho “Vênhamos” e “póssamos”, senhor ministro?!... No melhor pano cai a nódoa? A frase feita pode pecar por excesso de optimismo… No estado da língua («que estamos com ela», diriam os angolanos ou os moçambicanos) o menos que se espera é assistir ao desastre ocorrido no Jornal da Noite da SIC, edição de 23 de Fevereiro p. p. Do sinistro resultou um morto e dois feridos. Mas já lá iremos. Luís Carlos Patraquim · 26 de fevereiro de 2007 · 4K
Pelourinho «... foi dos factores que mais pesaram (e não “pesou”)...» Notícia do Jornal da Tarde da RTP-1 de 25 de Fevereiro de 2007 sobre o anúncio de José Ramos-Horta em candidatar-se à presidência da República de Timor-Leste: «A insistência da comunidade internacional foi dos factores que mais pesou na decisão do actual primeiro-ministro [timorense].» Como o verbo pesar tem como sujeito «factores», deverá ir para a 3.ª pessoa do plural: «A insistência da comunidade internacional foi dos factores que mais pesou na decisão do actual primeiro-ministro [timorense].» Maria Regina Rocha · 26 de fevereiro de 2007 · 3K