Diversidades Língua portuguesa elimina consórcio O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) classificou as propostas técnicas de quatro consórcios na primeira fase da licitação para a avaliação e modelagem das empresas estatais de telecomunicações, que deverão ser privatizadas ainda no primeiro semestre deste ano. Foram classificados os consórcios Telebrasil 2000 (liderado pelo Banco FonteCindam), Telebrasil (liderado pela Metal Data Engenharia e Representações Ltda.), Brasilcom (liderado pela Salomon Brothers Inc.) e Arthu... 29 de dezembro de 1998 · 3K
Controvérsias Boas festas, mais uma vez Porque foi citado o meu prontuário nesta controvérsia, pareceu-me conveniente concretizar o que nele indico. Um dos critérios que pode justificar o hífen nas saudações é o da aderência de sentidos das palavras que ficam justapostas (como por exemplo, se verifica no conjunto tio-avô, neste caso a união de dois substantivos). D´Silvas Filho · 21 de dezembro de 1998 · 4K
Controvérsias Boas-noites, outra vez O substantivo boas-noites escreve-se assim, com hífen, porque é uma só palavra constituída por duas. É uma forma de saudação e de cumprimento que se usa durante anoite, como na frase apresentada. Este substantivo também se emprega no singular: boa-noite.Há regiões do País, como por exemplo a Beira Litoral, onde geralmente se usa o singular. Foi assim mesmo que aprendi na minha terra, e não boas-noites, que me soa menos bem, talvez até por parecer menos lógico. José Neves Henriques (1916-2008) · 17 de dezembro de 1998 · 12K
Controvérsias Boas festas, caros consulentes! a) a «associação de um adjectivo e um substantivo em normal concordância» numa saudação; b) palavras compostas por esse substantivo e esse adjectivo. Assim: - boas noites e boas-noites; - bom dia e bom-dia; - boas festas e boas-festas; - boas entradas e boas-entradas; - boas vindas e boas-vindas, etc. João Carreira Bom · 17 de dezembro de 1998 · 6K
Antologia // Portugal Língua literária artificial e língua literária sincera Uma língua, considerada no conjunto das suas palavras, pode, segundo o espírito que sobre ela e com ela trabalha, apresentar-se-nos sob dois aspectos - que definirei por meio de uma comparação. Ou é, através de páginas frias, uma coisa descolorida e pálida como um herbário, onde se dispõem plantas mortas, secas e sem perfume; ou estremece e canta como um prado onde o sol bate verdejantes, pletóricos vegetais, escorrendo seiva. Manuel da Silva Gaio · 10 de dezembro de 1998 · 3K
Antologia // Brasil Na floresta da água negra Para que eu te traduza a majestade rude,Mas de uma forma tal, precisa e manifesta,Que demonstre o poder da tua juventude,A que hei-de exactamente igualar-te, ó floresta?Só posso comparar-te à língua portuguesa:Porque ela é que possui os tesouros da tuaBasta, e brava, e brutal, e bárbara beleza,Que a língua mãe, na terra virgem, perpetua! Martins Fontes · 3 de dezembro de 1998 · 3K
Pelourinho Os "partners" de Vera Jardim O ministro da Justiça, Vera Jardim, nas falas que a televisão lhe recolhe, não costuma empregar mal a Língua Portuguesa. Mas, há dias, saiu-se com uns "partners" injustificáveis. Só um presunçoso, que o ministro não é, pode empregar uma palavra estrangeira, quando tem uma palavra portuguesa - parceiro - com significado equivalente ao do termo inglês. Conheço gestores que dizem parceiros e se fazem entender muito melhor. O uso de estrangeirismos desnecessários empobrece a no... Teresa Álvares · 27 de novembro de 1998 · 2K
O nosso idioma // Gentílicos Norte-americano ou americano? Um gentilico controverso O (mais) apropriado gentílico relacionado com os Estados Unidos da América (EUA) abordado neste artigo de Diogo Pires Aurélio, publicado Diário de Notícias de 23 de Novembro de 1998. Diogo Pires Aurélio · 26 de novembro de 1998 · 30K
Antologia // Brasil O português histórico Distingo no português histórico dous períodos principais: o português antigo, que se escreveu até os primeiros anos do século XVI, e o português moderno. A esta segunda fase pertencem já a Crónica de Clarimundo (l520), de João de Barros, as obras de Sã de Miranda, escritas entre 1526 e 1558, as de António Ferreira, a Crónica de Palmeirim de Inglaterra e outros trabalhos literários produzidos por meados do século. Robustecida e enriquecida de expressões novas, a linguagem usada nas crónicas desta... Manuel Said Ali · 26 de novembro de 1998 · 6K
Controvérsias Anos sessenta, de novo Se não estou em erro, a denominação anos sessentas usa-se modernamente no Brasil. É um tanto raro ouvir-se em Portugal. Julgo, pois, que transitou do Brasil para Portugal. Eis alguns comentários: 1. - O aposto é um continuado. Chama-se mesmo aposto ou continuado. É continuado, porque nele se encontra continuada a significação do elemento fundamental. Talvez seja preferível chamar-lhe determinante, porque sessentas determina anos. José Neves Henriques (1916-2008) · 25 de novembro de 1998 · 2K