O nosso idioma A empresa tinha aceite ou tinha aceitado? «A empresa tinha aceite» uma determinada proposta, ouviu-se (…) num noticiário. «Tinha aceite» ou «tinha aceitado»? «Tinha entregue» ou «tinha entregado»? «Tinha eleito» ou «tinha elegido»? A dúvida pode surgir porque estes verbos têm dois particípios passados, um regular, com a terminação em -ado ou em -ido (aceitado, entregado, elegido), e um irregular, reduzido (aceite, entregue, eleito). Existindo as duas formas, vamos, então, ver em que situações se utilizam. Maria Regina Rocha · 29 de fevereiro de 2008 · 77K
O nosso idioma Dicionários Portugueses, Breve História A lexicografia começou a estruturar-se como disciplina linguística desde a primeira metade do século XVI, em vários centros humanísticos europeus. Foi inicialmente motivada pelas solicitações do ensino do latim como língua não materna, e encontrou na técnica tipográfica uma condição determinante para a sua configuração e difusão. Telmo Verdelho · 18 de fevereiro de 2008 · 6K
O nosso idioma Aboletar (-se), Rossio e «passar o Rubicão» Num artigo do último número do Diário do Alentejo, em que se evocam acontecimentos relacionados com o 25 de Abril — um espaço de memória —, são utilizadas duas palavras e uma expressão cuja história vale a pena conhecer: dias antes daquela data histórica, um repórter francês «aboletara-se» num hotel situado no Rossio [praça de Lisboa], dado ter tido conhecimento de um comunicado em que se afirmava que jovens oficiais portugueses tinham decidido «passar o Rubicão». Maria Regina Rocha · 15 de fevereiro de 2008 · 4K
O nosso idioma Portugal, Alentejo, no Carnaval Dar a vez ao Português é o que se pretende com esta coluna: textos acerca da nossa língua, da sua história, do seu valor como factor de identidade e como meio de comunicação de toda a comunidade que ela irmana, da unidade, mas também da variedade, da sua permanente evolução, das curiosidades, da doçura e graça de certos vocábulos e expressões, do que vai acontecendo acerca da Língua Portuguesa e, ainda, do seu uso diário, dos atropelos que sofre, das dúvidas que temos quando falamos ou escrev... Maria Regina Rocha · 1 de fevereiro de 2008 · 9K
O nosso idioma Afinal quantos zeros tem um bilião? 9 ou 12? Abordagem no semanário Expresso de 19 de Janeiro de 2008 (ver vídeo) sobre as duas escalas diferentes para classificar os números grandes. Como temos referido várias vezes aqui no Ciberdúvidas, só até ao milhão é que a terminologia é a mesma na Europa e nos EUA, assim como no Brasil. Depois, é a confusão permanente... Carolina Reis · 20 de janeiro de 2008 · 128K
O nosso idioma Para além da semântica Uma pergunta muito simples que recebemos uma vez no Ciberdúvidas da Língua Portuguesa foi esta: «O que é a globalização?» Na resposta dada diz-se que é o acto ou efeito de globalizar e que, em Economia é, basicamente, o processo de eliminação das restrições estatais aos intercâmbios entre fronteiras. Esta semana, o papa falou de globalização na homília da missa do Dia de Reis. Considerou-a «uma névoa que cega as nações» e associou-a ao caos da Torre de Babel. Ana Martins · 15 de janeiro de 2008 · 5K
O nosso idioma Tocava piano e falava francês Quem tenha feito, agora por alturas de fim de ano, uma ronda pelos sites de algumas agências de viagens ou tenha folheado algumas revistas de turismo encontrou, de certeza, um grande ajuntamento de palavras como réveillon, champanhe, verve, charme, bon vivant, foie gras, garçon, habitué, etc. Tudo galicismos, ou seja, palavras emprestadas do francês. (...) Ana Martins · 6 de janeiro de 2008 · 5K
O nosso idioma Jogo de palavras Viagem ao futebolês, a língua dos comentadores desportivos portugueses O estádio apresenta uma considerável moldura humana. As equipas, que sabem ocupar os espaços no terreno de jogo, primam pela lateralização e por uma óptima utilização das faixas, com intervenientes escalonados num 4X2X3X1 clássico. Ricardo Nabais · 3 de janeiro de 2008 · 9K
O nosso idioma Assinalados os cem anos do nascimento de Rebelo Gonçalves com as suas principais obras há muito esgotadas e nunca reeditadas O centenário do nascimento do filólogo e lexicógrafo Francisco Rebelo Gonçalves, autor do Vocabulário da Língua Portuguesa e Tratado de Ortografia Portuguesa, cumpre-se quinta-feira [15 de Novembro p.p.] sem que estas «importantes obras sobre a língua portuguesa» estejam reeditadas. Ana Goulão · 22 de novembro de 2007 · 7K
O nosso idioma «Não há fumo sem fogo» é um dos provérbios mais universais O provérbio «Não há fumo sem fogo» é considerado um dos mais universais por ser reconhecido até nas sociedades mais primitivas, segundo o investigador do Instituto de Estudos de Literatura Tradicional (IELT) Rui Soares. Outro dos "candidatos" é «Nem tudo o que luz é ouro», conhecido em vários cantos do mundo mas não tão universal, porque deverão existir sociedades em que «nem se sabe o que é ouro». 20 de novembro de 2007 · 9K