DÚVIDAS

Os significados de réprobo
Confesso que sou um grande admirador vosso, pelo trabalho tão proveitoso que iniciastes e tendes mantido. Com efeito, sempre que a oportunidade surge, tenho-o recomendado vivamente. Agora colocarei a dúvida que me trouxe, uma vez mais, até vós: Tenho encontrado amiúde o emprego do vocábulo “réprobo”, pelo que solicito o favor de me esclarecerem sobre o(s) seu(s) significado(s). Muito obrigado.
Oração subordinada consecutiva, ou temporal?
Na frase: «Esforçou-se tanto, que em breve se tornou capitão de um navio», a primeira oração é subordinante, e a segunda, subordinada, deve ser considerada consecutiva, dado o «tornar-se capitão de um navio» ser uma consequência do esforço empregado, ou temporal, uma vez que possui a expressão «em breve»? Ou ambas?Antecipadamente agradeço a ajuda que me puderem prestar nesta matéria.
Sobre a utilização de qualquer em contextos com valor negativo
Relativamente à utilização de qualquer, há comentários no sítio que dizem ter gramáticos que condenam o seu uso em contextos com valor negativo, recomendando a substituição por nenhum. Gostaria de uma opinião sobre este caso, que é corriqueiro nos noticiários: «O senador negou qualquer participação no desvio de verbas.» Nesse contexto, é clara a intenção de enfatizar que não houve nenhuma participação, entretanto a utilização de nenhuma nessa frase é inviável. Poderíamos dizer assim: «o senador afirmou que não teve nenhuma/qualquer participação no desvio de verbas», em que se poderia optar pela forma mais purista. Assim, é correto utilizar «negou qualquer»?
Incisos
A minha questão está relacionada com a escrita literária e a utilização de incisos nas diferentes perspetivas do texto. A dúvida surge sempre que sinto que faz sentido colocar ações, ou pensamentos, de uma personagem diferente da que está a usar a palavra. Quando o texto está escrito na perspetiva da primeira pessoa, porque tudo é visto do seu ponto de vista, terá de ser assim; no entanto, quando o texto está escrito na terceira pessoa, não é tão linear. Existem regras precisas quanto ao uso dos incisos na escrita literária? Por exemplo, é regra que os incisos digam respeito apenas à personagem que tem a palavra?
As horas, a humidade e a temperatura
Tenho um pequeno aparelho com três mostradores, um que mostra a humidade do ar, outro é um relógio, e o terceiro, a temperatura ambiente. Não sei se existe nome específico para este engenho, mas eu costumo chamá-lo de "termocronohigrómetro", talvez por me soar melhor. No entanto, talvez todas as combinações sejam possíveis como "higrocromotermómetro", "relógio higrotérmico", etc. O Ciberdúvidas poder-me-á esclarecer? Se de facto for viável "termocronohigrómetro", é mesmo assim, ou o h no meio da palavra desaparece (o que também me faz lógica)?
Sobre a locução latina de cujus
Primeiramente agradeço de antecipado a todos vocês deste sítio e desejo saúde para todos nós. Aqui trago um trecho da Constituição brasileira que me causou confusão: «XXXI – a sucessão de bens de estrangeiros situados no País será regulada pela lei brasileira em benefício do cônjuge ou dos filhos brasileiros, sempre que não lhes seja mais favorável a lei pessoal do "de cujus".» A que o texto se refere que está situado no país? Os bens ou o estrangeiro? Há aqui ambiguidade? Se há como ficaria a reescrita para tirar suposta ambiguidade?
Análise morfológica (palavrões, etc.)
Oi, meu nome é Luciano Carlos Freitas; sou estudante do curso de Letras da Universidade Federal de Pernambuco. Estou escrevendo porque preciso de uma ajuda de vocês o mais rápido possível: Estou escrevendo um artigo científico; o tema é: análise morfológica das palavras tabus (palavrões, etc.) Se vocês tiverem alguma referência bibliográfica ou informação para me enviar, ficaria bastante grato.
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