Ensurdecimento
Duas amigas conversavam sobre a evolução da Língua Portuguesa. A dada altura, quando falavam sobre a sonorização, ou seja, a passagem das consoantes surdas (p,t,c) para as sonoras (b,d,g), uma delas garantia que houve, mais tarde, um ensurdecimento ou dessonorização, ou seja, o processo contrário. A minha pergunta é esta: houve realmente alguma vez um ensurdecimento ou dessonorização? Estas palavras estão correctas? Obrigada pela disponibilidade.
O topónimo Salgadeira (Serra da Estrela)
A minha questão é sobre toponímia da serra da Estrela. Não sei se será este o local mais apropriado para a minha dúvida.
Na área mais elevada da serra da Estrela existe um topónimo com a seguinte designação: "Salgadeira / Salgadeiras". O termo salgadeira remete para conservação, por intermédio do sal, composto que, no estado natural, não se encontra na referida área.
Gostaria de saber se a sua designação/criação (salgadeira) poderá ter a ver com a utilização da neve/gelo como forma de conservação através do frio.
Desde o século XVII que há registos de transporte de neve/gelo, a partir das serras da Estrela, Montejunto e Lousã para as cortes e para a nobreza mais abastada. E daí a origem dos poços de neve e da profissão de neveiro.
Caso não consigam responder à minha dúvida, poderiam indicar uma forma para explorar/pesquisar mais informação sobre esta temática?
Indicar, por exemplo, bibliografia ou alguém que em Portugal investigue ou se interesse pela toponímia?
Grato pela atenção dispensada
A regência de pachorra
Perguntava-vos se o nome pachorra, para além da preposição para, suporta a preposição de:
«Ele não tem pachorra de sair de casa.»
Obrigado.
Dado + conjuntivo
Tenho percebido em textos mais antigos que se fazia uso do particípio dado (independente da partícula que) para estabelecer uma relação de condicional, ou seja, encabeçando uma oração subordinada condicional como, por exemplo , no período abaixo (cujo documento esté em " Uma notícia sobre a famosa revolta do 'Quebra Panelas' em Fordlândia – 1930", Blog do Padre Sidney Canto, 01/08/2017):
«(...) que podiam, dado houvesse justo motivo, se rebelar sem usar do meio extremo de depredar(...)
Assim, gostaria de um parecer dos meus amigos especialistas. É lícita tal construção? Há abono de escritores consagrados?
Sobre concordâncias
Dizemos: «Gotas de água pesadas e frias», ou «Gotas de água pesada e fria»?
O uso do verbo estugar
Gostaria de saber se posso utilizar o verbo estugar normalmente ou se é um verbo com alguma característica especial (verbo defetivo) que não possa ser conjugado em todas as pessoas/modos/tempos verbais.
Queria utilizá-lo para descrever a forma como um lagarto sobe um ramo apressadamente. Posso dizer «O lagarto estuga pelo ramo acima»?
Muito obrigada. Os meus parabéns a toda a equipa.
Rima rica e locuções
Habitualmente, considera-se rima rica aquela na qual as palavras rimadas pertencem a categorias gramaticais diferentes.
Ocorreu-me uma dúvida no que diz respeito às locuções. Por exemplo: um substantivo e uma locução adverbial terminada por substantivo seriam, para efeito de classificar uma rima, consideradas categorias gramaticais diferentes?
Em outras palavras, a rima de um substantivo com uma locução adverbial terminada por um substantivo é considerada rima pobre ou rima rica?
Por exemplo: a rima de colheita (substantivo) com «à direita» (locução adverbial) é considerada rima pobre ou rima rica?
«Wakeboard»
Sou presidente da Associação Brasileira de Wakebord. O «wakeboard» é um esporte novo derivado do esqui aquático, «surf» e «snowboard». Porém a palavra «wakeboard», pelo jeito que é escrita, dá muito problema para as pessoas falarem. Sempre achei que em português deveria ser «wakebórd» sem o a, mas gostaria do conselho de especialistas.
«Um cesto de ovos» vs. «cesto com ovos»
Gostaria de saber qual a diferença entre «um cesto de ovos» e um «cesto com ovos»?
Grata pela vossa atenção e disponibilidade.
Análise da frase «o temporal não há meio de parar»
«...O temporal não há meio de parar...»
A frase é retirada de uma ficção.
O que quero saber é que neste contexto «o temporal» funciona como o sujeito ou um objeto anteposto?
