DÚVIDAS

Condicional e relatos históricos
Podia dizer-me o porquê de usar o verbo no futuro de pretérito nas seguintes frases : 1- «Depois disto, o rei D. Dinis, o sexto rei de Portugal, viria a criar a Universidade de Coimbra...» 2 - «... Mas tal só viria a suceder-se em 1147, durante a governação de D. Afonso Henriques...» 3- «... a sua derrota perante os muçulmanos viria a ditar o fim do seu império no ano de 711.» Em geral, tal aplicação de verbo no futuro de pretérito nestas frases parece seguir uma regra comum, não é? Se sim, qual? Obrigado
O uso de segundo com orações
Aproveito para reiterar o meu mais sincero agradecimento à fantástica equipa desta aplicação! O assunto que me leva a publicar esta pergunta é alusivo ao termo segundo. Não me refiro ao adjetivo numeral, mas sim a uma possível conjunção. A minha dúvida é se se pode empregar no sentido de uma sequência de algum evento como nestas frases: «Segundo avançava até à porta, a mente dela apenas pensava no caso clínico do utente.» «Segundo ingeria metade da dieta instituída, uma repentina palidez aflorou no rosto dele.» Sei que se poderia dizer enquanto, «à medida que» ou «ao passo que», contudo, embora não saiba se se pode usar neste sentido, ou se o mesmo é correto, acho que me soa bem. Podem elucidar-me, por favor? Obrigada!
O topónimo Riachos
O nome da minha terra, Riachos, parece ter origem no nome ou alcunha de um homem, «O Riacho», que surge já num documento de 1502. A partir de 1560 aparecem os primeiros registos referentes às famílias de «Afonso Fernandes Riacho» e «Simão Fernandes Riacho». A partir de 1622 aparece a referência aos «Casais do Riacho» e a partir daí o lugar passa a ser designado por Casais dos Riachos ou simplesmente Riachos (em 1656, um casamento na ermida de Santo António «sita nos Casais dos Riachos»). Riachos, como localidade, teve origem na aglutinação de vários casais, cujos nomes ainda existem, referindo ruas ou zonas da terra, como Casal das Lobas, Casais Novos, Casal da Raposa, etc. As pessoas em Riachos sempre disseram «os Riachos» e «nos Riachos», e os mais velhos diziam mesmo «o Riacho» e «no Riacho». Nos nossos dias ainda há quem diga, quando se desloca de uma rua longe do centro da terra, para o largo, que vai «ao Riacho», ou seja, que vai ao largo da terra, ao centro. Mas hoje há quem defenda que o mais correto é dizer-se que se vive «em Riachos», e não «nos Riachos», que se é «de Riachos» e não «dos Riachos». Eu própria autocorrigi-me por volta dos meus 18 anos, pensando que dizia mal, tal como a minha família, que era «dos Riachos». A Câmara Municipal resolveu a questão há anos atrás, normalizando tudo, ficando assim: «Freguesia de Riachos», «Freguesia de Meia Via», «Freguesia de Pintainhos», «Freguesia de Lapas», «de Brogueira», «de Mata», «de Ribeira Ruiva», etc. Há pessoas que continuam a usar o artigo, outras a contrariar isso, e a polémica está instalada, com pessoas a chamar ignorantes no Facebook aos que continuam a referir-se à terra tal como aprenderam no seio das suas famílias. Agradeço por isso o vosso esclarecimento, pedindo desculpa pelo texto longo, mas que julguei útil.
A grafia de musculoinvasivo
A minha dúvida prende-se com a escrita correta da palavra "músculo-invasivo", tendo em consideração o novo acordo ortográfico. Já pesquisei em várias fontes e a forma mais consensual parece-me ser "músculo-invasivo", contudo, com o novo acordo, não deveria ficar "musculoinvasivo"? Ou "músculoinvasivo"? (se bem que esta última me parece menos provável). Agradecia muito esclarecimento da parte de alguém que, de facto, consiga identificar a grafia correta desta palavra.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa