O verbo bulir: «isto bole comigo»
O Ciberdúvidas e outros sítios esclarecem perfeitamente que «no presente do indicativo, bulir muda o u do radical em o na 2.ª e 3.ª pessoa do singular e na 3.ª do plural» – ver aqui, aqui, aqui e aqui.
A minha questão é se terá havido uma gralha do Ciberdúvidas ao conjugar o verbo bulir como «eu bulo, tu bules, ele bule...» aqui [resposta "Ainda compelir, gerir, computar, bulir e cerzir"].:
https://ciberduvidas.iscte-iul.pt
E também não terá havido uma gralha do Dicionário da Academia das Ciências no seguinte exemplo: «A primavera bule com ele, está muito impaciente»?
Modalidade epistémica: «Efetivamente, é um conto muito bonito!»
Gostaria de esclarecer se na frase seguinte estamos perante modalidade epistémica ou apreciativa: «Efetivamente, «George» é um conto muito bonito!».
Por um lado, o locutor parte de uma certeza, pelo que parece tratar-se de modalidade epistémica, por outro lado, o advérbio «muito» e o ponto de exclamação parecem fazer do enunciado uma apreciação (modalidade apreciativa).
Poderiam esclarecer-me?
Grata pela atenção.
A pronúncia e a grafia de paraparesia
Tenho uma dúvida relativa à acentuação ou não da palavra "paraparésia".
"Paraparesia" ou "paraparésia"?
Hemiparesia não se acentua.
Grata por toda a colaboração.
Inferências deíticas espaciais
Em «Completam-se hoje 42 anos sobre o dia em que regressei a Lisboa, depois de 10 anos de exílio […]. Pisar o chão de Lisboa no dia 2 de maio de 1974 foi um dos momentos mais emocionantes da minha vida. […]», há inferências deíticas espaciais?
Se há, quais?
Agradecido
A locução «em suspenso» e «em aberto»
Napoleão Mendes de Almeida, no verbete «Em» do seu Dicionário de questões vernáculas, doutrina:
«2. É também do francês formar locuções adverbiais com a preposição em seguida de adjetivo; são espúrias locuções como “em absoluto”, “em definitivo”, “em suspenso”, “em anexo”».
Insiste, portanto, em que digamos «Deixei tudo suspenso», em vez de «Deixei tudo em suspenso».
Duas páginas depois, porém, no verbete «Em duplicado», parece aceitar não só esta expressão, como ainda a análoga «Em separado».
Ora, não consigo enxergar a diferença entre, por exemplo, «em suspenso» e «em separado»!
Acaso não temos, em ambos os casos, particípios usados como adjetivos, precedidos da mesma preposição?
Peço que me esclareçam, por gentileza, qual fundamento teria o ilustre gramático para censurar as construções do primeiro tipo, e aceitar as do segundo. Isto é, quais razões de ordem gramatical distinguiriam um caso do outro.
Desde já, o meu muito obrigado e os meus efusivos cumprimentos pelo sempre ótimo trabalho!
O gentílico de Ribeira Seca (Açores)
Qual é a designação de um habitante da freguesia da Ribeira Seca, da Ribeira Grande (Açores)?
Concordância do possessivo: «as vossas esperanças e desejos»
Gostaria de agradecer, antes de mais, os vossos serviços dedicados.
Estou a aprender português como língua estrangeira e estou inscrita num curso. Num livro de áudio, deparei-me com a seguinte frase: «nas profundezas das vossas esperanças e desejos». Ao transcrever o capítulo em questão, escrevi acidentalmente: «nas profundezas dos vossos esperanças e desejos», após o que a minha professora de português corrigiu «dos vossos» para 'das vossas'. Como eu tinha pensado que um adjetivo que pertencesse a dois ou mais substantivos de géneros diferentes se escreveria no masculino plural, fiquei surpreendida por saber que (normalmente) não é esse o caso em português.
Como já é meu hábito, procurei o assunto no Ciberdúvidas ("A concordância adjetival com substantivos de géneros diferentes"), onde fiquei a saber que, embora menos comum, o plural masculino também pode ser usado. A minha professora, no entanto, não sabia se esta regra se aplicava aos substantivos possessivos. Sei bem que «nas profundezas dos vossos esperanças e desejos» não é a frase mais bem formulada («dos vossos desejos e esperanças» faria mais sentido). Isso eu percebo.
Mas gostaria de saber se «nas profundezas dos vossos esperanças e desejos» é gramaticalmente correto, ou simplesmente errado, e se os substantivos possessivos seguem a mesma regra que os adjetivos, que eu penso que sim.
Espero que nos possam ajudar aqui para que possamos ter a certeza quando a dúvida surgir novamente.
Agradeço desde já.
A sintaxe do verbo alargar
No segmento «Destinada a alargar a um maior número de leitores a fruição destes tesouros da cultura medieval portuguesa…», o verbo alargar exige um completo oblíquo e um completo direto ou um complemento indireto e um complemento direto?
Muito obrigada!
Análise da frase «A Antonieta, uma rapariga
que conheci no parque, é simpática»
que conheci no parque, é simpática»
Numa aula, surgiu a dúvida em relação à classificação de uma das orações da seguinte frase:
«A Antonieta, uma rapariga que conheci no parque, é simpática.»
A questão prende-se com a oração entre vírgulas.
Se fosse «que conheci no parque», seria uma subordinada adjetiva relativa explicativa, mas, neste caso, como a poderei classificar?
Agradeço a ajuda.
A origem da palavra contrabando II
Qual é a origem da palavra contrabando? Ao que parece, vem do italiano, mas como se formou nesta língua?
