Substantivos epicenos
Os substantivos: A formiga, a jibóia – epiceno ou feminino? O jacaré, o tatu – epiceno ou masculino?
Novamente mídia, média e "media"
A directa assimilação de palavras estrangeiras, adaptadas à grafia ou à fonética, não é novidade em Portugal.
É de estranhar que os léxicos portugueses incluam uma "corrupção" fonética do termo inglês media (em inglês diz-se "mídia") que é usado em diversos contextos com significados diferentes:
— meios de comunicação social, suportes de dados, formatos de ficheiros áudio e vídeo.
Das novas palavras relativas à ciência computacional já inseridas nos dicionários e que por não terem correspondências ou homónimos foram adaptadas ao novos significados: clique/clicar (click), disquete (diskette), formato/formatar (format), etc.
Ser contra estes estrangeirismos é no mínimo bacoco, pois o vocabulário provém do inglês e contra isso não há nada a fazer, excepto evitar as divergências entre original, o significado e a sua tradução.
Dada a troca de sons, do inglês para português, o e inglês diz-se "i", devia-se neste caso particular de media adoptar a fonética em detrimento da grafia. Ou seja "mídia".
O principal problema é que as crianças e os jovens que se deparam com a palavra media ou média ambas com significados muito diferentes da palavra original em inglês. Se por um lado media é um tempo do verbo medir («eu/ele media»), média é o «quociente da divisão de uma soma pelo número das parcelas».
A minha pergunta é: como é que se pode "oficializar" um "erro de dicção de uma palavra inglesa" em dicionários respeitáveis, perpetuando assim esse erro, e afectando de sobremaneira a credibilidade dos responsáveis desses dicionários que aparentemente não sabem falar inglês?
As pessoas gramaticais
Hoje encontrei à venda numa livraria uma gramática da Impala onde constava que havia as seguintes pessoas gramaticais: 1.ª pessoa gramatical, 2.ª pessoa gramatical, 3.ª pessoa gramatical, 4.ª pessoa gramatical, 5.ª pessoa gramatical e 6.ª pessoa gramatical. Foi a primeira vez na vida que vi uma coisa destas. Será que pode ser?
A diferença entre razão e rasão
Gostaria que me pudessem explicar qual a diferença entre razão e rasão.
Obrigada.
A vírgula na fórmula «com os melhores cumprimentos»
Numa carta, é frequente o uso da vírgula na saudação «com os melhores cumprimentos» e outras similares que, em geral, antecedem a assinatura. Creio que esta utilização está incorrecta, uma vez que se trata de uma frase e o nome do autor da carta não faz parte dela. Será que estou correcta?
A regência de comprometer-se
É mais correcto dizer: «comprometo-me em aceitar», ou «comprometo-me a aceitar»? Obrigada.
Por detrás de, etc.
Queria saber se a expressão "por detrás de" é correcta (pelo menos, aparece referida como legítima na entrada "detrás" da Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira). Gostaria ainda de saber se a expressão "por trás de" pode ser usada no sentido de "atrás de" (como vejo frequentemente); ou não será que só deve ser utilizada em conjunção com um verbo de movimento (exº: passei por trás da mesa)?
Itálico e aspas
Em que casos se utiliza o itálico e as aspas? Sei também que há dois tipos de aspas: as de citação e as de subjectividade. Existe um concenso ou uma regra acerca do seu uso? Obrigada.
O verbo fazer e a mesóclise
Gostaria de saber como fica a mesóclise do verbo fazer, no futuro do pretérito e no futuro do presente, para todas as pessoas.Surgiu uma divergência entre meus colegas de turma, principalmente com as conjugações da primeira pessoa do singular e do plural.Grato desde já.
Orações subordinadas relativas e completivas
Sou estudante do ensino secundário e desejava esclarecer uma dúvida que surgiu em aula, aquando da explicação das nova TLEBS.
Na frase «A professora [que saiu] ensina espanhol», qual é exactamente, segundo a nova terminologia, a função sintáctica da expressão «que saiu»?
A frase acima citada encontra-se como exemplo de uma oração/frase relativa sem antecedente com a função sintáctica de Modificador Frásico do Grupo Verbal. Acontece que não sei se esta se encontra totalmente correcta, uma vez que aquilo que é modificado é o grupo nominal («A professora»). Não seria a oração «que saiu» uma oração subordinada relativa adjectiva restritiva na antiga terminologia, que restringe a oração «A professora ensina espanhol»?
De modo a esclarecer completamente esta dúvida, poderá a expressão entre parêntesis rectos servir de exemplo de um Modificador Frásico do Grupo Verbal na frase «Ama [quem te ama]»? E em «O comandante anunciou [que havia uma avaria]»?
Aguardo resposta logo que possível. Obrigado.
