Plurais de datas, meses e anos
Existem plurais de datas, meses e anos como "janeiros", "fevereiros", "marços", "abris", "maios", "junhos", "julhos", "agostos", "setembros", "outubros", "novembros", "dezembros", "25s de dezembro", "setes de setembro", "10s de dezembro", "primeiros de janeiros", "31s de dezembro", "12s de outubro", "noves de julho", "1999s", "2000s", "1800s", "2199s", "1945s", "1857s", "1776s", "2009s", "1971s", "2112s", "1983s", "2013s" e outros?
«De momento» e «no momento»
Deve-se dizer «Não tenho mais assunto de momento», «por momento», «pelo momento», «ao momento», ou «no momento»?
Como saber diferenciar o uso/a utilização destas preposições?! E como explicá-lo a um estrangeiro?
E, também, existe alguma diferença entre escrever uso e utilização? Porque na faculdade dizem-nos que é mais "correcto"/fino escrever utilização?!
Muito obrigada.
Operador de uma câmara de termografia
Informação: Câmara de termografia é um equipamento semelhante a uma máquina fotográfica ou de filmar. Em vez de apresentar as imagens ópticas dos objectos, apresenta as imagens da distribuição de temperatura à superfície dos objectos.
Dúvida: como se chama ao operador de uma câmara de termografia?
"Termógrafo", "termografista", ou nenhum dos dois?
"Termógrafo" é um aparelho que regista a temperatura.
O operador de telégrafo é telegrafista, o operador de uma câmara de fotografia é fotógrafo, o operador de teodolitos e taqueómetros é topógrafo, e o operador de uma câmara termográfica ou de termografia?
"Termógrafo", "termografista", ou nenhum dos dois?
Os meus agradecimentos antecipados.
Negação e exclamativa parcial
Qual é a forma negativa da frase «Que pena que isto dá!»? É «Que pena que isto não dá!», ou «Isto não dá pena!»?
O h no meio de algumas palavras
O galego, o castelhano, o catalão e o francês mantêm h mudos a meio de algumas palavras. O português também os tinha, mas actualmente não. Gostaria de saber em que momento e por que razão se deixou de escrever em português o h a meio de palavras como proibir, por exemplo. Foi devido a alguma reforma ortográfica ou a outro factor?
O uso dos termos relentar e "relentamento"
Será correcto o uso em português dos termos "relentar", "relentamento"? Em que contextos?
A origem da expressão «contas à moda do Porto»
Qual a origem da expressão «contas à moda do porto»? Deve escrever-se Porto por se tratar da cidade, ou porto por se tratar de um qualquer porto (para embarcações)?
É que ouvi uma explicação, que é aliás convincente, segundo a qual a expressão se refere não à cidade mas a um qualquer porto, já que os marinheiros, partindo cada um para o seu destino, fariam contas separadas, pois era grande a probabilidade de nunca mais voltarem a ver-se.
Ir + infinitivo depois de verbos volitivos e de expressões modais (possibilidade)
Pergunto se é possível usar a forma «vás chamar» como presente do conjuntivo em vez de chames, na seguinte frase: «Quero que tu me vás chamar, se precisares de ajuda» em vez de «Quero que tu me chames, se precisares de ajuda», ou «É possível que amanhã vá chover» em vez de «É possível que amanhã chova».
Obrigada.
O uso das palavras queixa e reclamação
As questões que apresento têm basicamente que ver com o mais correcto significado a atribuir às palavras queixa e reclamação, designadamente para efeito do seu emprego no contexto de um sítio Internet de um serviço público responsável por funções de autoridade do Estado.
Afigura-se-me que a palavra queixa deva ser usada para significar as circunstâncias em que um particular, dirigindo-se ao órgão ou serviço da administração do Estado competente em razão da matéria ou facto em questão, se reporta às consequências na sua esfera privada resultantes da acção ou omissão de terceiro e demanda a correspondente intervenção da autoridade com poder jurisdicional para que actue em conformidade.
Diferentemente, parece-me que a palavra reclamação deva ser empregada para significar as circunstâncias em que o também particular se dirige ao órgão ou serviço da administração do Estado competente em razão do foro, só que desta vez para exigir, reivindicar ou protestar em relação a uma acção ou omissão tida pela referida entidade no exercício dos poderes de autoridade em que está investida, a qual gerou impacto na esfera dos seus interesses privados.
Eis, pois, o âmbito e teor das dúvidas que apresento.
O aportuguesamento chipe, a propósito de outros estrangeirismos
Eis alguns exemplos de traduções que muitas vezes se usam no Brasil. Não sei se valem para Portugal, mas ficam como registro:
newsletter — circular, boletim (informativo)
case-sensitive — (este programa/sistema) distingue maiúsculas e minúsculas
chip — chipe (opção minoritária na Internet e não registrada neste dicionário, que tem chip e traz a pronúncia inglesa, não usada no Brasil)
workshop — oficina
Não quero com isto dizer que não se usam estes anglicismos no Brasil, usam-se, mas as adaptações também são amplamente aceitas por vários falantes.
