Coesão referencial e coesão frásica
Venho pedir a vossa ajuda para perceber as possíveis estratégias de coesão presentes no uso do pronome a (em «a sinto») na frase «Escrevi esta carta com sinceridade e é com sinceridade que a sinto». Este pronome constitui um exemplo de coesão gramatical referencial por anáfora.
A minha dúvida é se pode ser também um caso de coesão gramatical frásica, por ser o complemento direto de um verbo e estar no feminino singular.
Muito obrigada pela vossa ajuda.
Os nomes prédio e edifício
Agradeço muito que me explique qual é a diferença entre prédio e edifício?
Quando se deve utilizar edifício, e quando o prédio?
Obrigado.
Município e concelho (Portugal)
A minha questão relaciona-se com o uso frequente do termo município com o significado de «câmara municipal». Este uso é correto ou a palavra mágica município apenas se refere a território, concelho?
O significado de epíteto
Apesar de os epítetos serem aplicados a nomes próprios de modo a enaltecer ou qualificar uma figura (cognome, por exemplo), são também utilizados para qualificar substantivos comuns, tal como os adjetivos.
Qual a distinção entre epíteto e adjetivo?
Obrigado.
Defunto e falecido
Gostaria de saber se o termo defunto pode ser usado para, de maneira respeitosa, referir-se a quem morreu, tal como o latim de cujus é usado.
Certamente a palavra defunto é muito usada de maneira jocosa e desrespeitosa, mas ela também não pode ser usada simplesmente como sinônima de falecido?
«Horrivelmente hipócrita sociedade britânica»
Ouvi um professor dizendo o seguinte:
«Ontem mesmo eu estava lendo uma tradução que um sujeito fez de uma matéria inglesa. Eu não lembro exatamente as palavras, mas vou tentar criar um equivalente aqui: «“A horrivelmente hipócrita sociedade britânica”. Isso não é português; isso é inglês com palavras brasileiras. Em português você não pode fazer isso. Você não pode anteceder um advérbio, um adjetivo e depois um substantivo, porque não funciona. No entanto, o número de pessoas que escreve assim hoje é enorme.»
Há alguma regra gramatical para que não seja assim ou isso é uma questão de estilo? Se essa construção for estranha ou errada, qual seria a melhor para o exemplo dado, i.e., horrivelmente hipócrita?
Obrigado.
A preposição de nos nomes comerciais (e outros)
Antes de colocar a minha dúvida, gostaria de elogiar toda a equipa do Ciberdúvidas pelo excelente trabalho!
Gostaria que me elucidassem quanto à regência da preposição "de" uma vez que me disseram que não é correto empregá-la nos seguintes casos: Toyota Portugal (e não Toyota de Portugal) Mercedes-Benz Portugal (e não Mercedes-Benz de Portugal). Porém, escreve-se Embaixada de França e não Embaixada França. Também li Igreja Católica Ortodoxa de Portugal (e não Igreja Católica Ortodoxa Portugal). Se vos fosse possível indicar-me qual a forma correta, ficaria muito grata.
A contração daí
Perguntava-vos e a contração daí funciona como atrator do pronome:
«Conheceu a Ana e daí se apaixonou por ela.»
Obrigado.
A elipse em «jornalista RTP»
Em «jornalista RTP» e «reportagem SIC», qual é a função sintática da sigla e do acrónimo? São modificadores restritivos?
Bifólio, «duas páginas»
Hoje em dia há cada vez mais informação digitalizada que reproduz livros originalmente em papel.
A Torre do Tombo mantém um enorme acervo deste tipo de arquivos. Muitas vezes a digitalização não é feita por transcrição mas sim, por mera fotografia. Por vezes, cada fotografia corresponde a uma única página de cada folha. Mas na maioria dos casos, cada fotografia inclui as duas páginas do livro quando aberto. A fotografia inclui, a página de verso da folha da esquerda e a página da frente da folha da direita. Quando me refiro a um destes casos, uso a palavra "fotografia".
Mas fico com a dúvida: existirá algum nome próprio que possa ser usado para designar esse conjunto de duas páginas? Quando olho para um livro ou jornal aberto, qual o nome daquilo que estou a ver?
