na frase «talvez pudesse... hoje»
O imperfeito do conjuntivo e o advérbio hoje
na frase «talvez pudesse... hoje»
na frase «talvez pudesse... hoje»
Tenho uma dúvida quanto ao uso do advérbio talvez combinado com o pretérito imperfeito do subjuntivo.
Na frase «Talvez eu possa ir ao clube hoje», o verbo poder está no presente do subjuntivo porque expressa dúvida quanto ao presente (hoje, mais tarde, daqui a pouco etc).
Já a frase «Talvez eu pudesse ir ao clube ... » deve ser completada com um período temporal passado (ontem, no mês passado etc), ou a construção com hoje é gramaticalmente aceitável?
Um modificador restritivo do nome
no sintagma «série televisiva»
no sintagma «série televisiva»
Qual a função sintática desempenhada pela palavra televisivas na seguinte expressão: «atriz de telenovelas e séries televisivas»?
Obrigada
O regionalismo manaxo (Douro e Beiras)
Estou a fazer uma releitura das obras de João de Araújo Correia, conhecido pela sua correcção na escrita do português, e encontrei no livro "Terra Ingrata" no conto "A mulher do Narciso", a seguinte frase:
«No tanque onde as mulheres sujas procuravam desencardir os manachos em água estagnada...»
Procurei nos dicionários online, mas não encontrei significado para a palavra "manachos".
Será que me podem esclarecer?
Obrigado.
A abreviatura de frei
Pode dizer-se que fr. é abreviatura da forma frei?
Obrigado.
Os complementos do verbo adaptar-se
na frase «adaptam-se a essas alterações»
na frase «adaptam-se a essas alterações»
Na frase «algumas pessoas adaptam-se a essas alterações inevitáveis», o segmento «a essas alterações inevitáveis» é um complemento indireto ou oblíquo?
Gostaria que me esclarecessem esta dúvida.
Obrigada.
Orações conformativas: presente do conjuntivo vs. futuro do conjuntivo
Qual é a forma correcta1?
«Como te der jeito» ou «como te dê jeito»?
Obrigado.
[1. O consulente escreve correcta, seguindo a ortografia em vigor até 2009 em Portugal. No quadro do Acordo Ortográfico de 1990, escreve-se correta.]
A expressão «ruço de mau pelo» (II)
A expressão «ruço de mau pelo» tem qualquer coisa a ver com o romance Rosso Malpelo de 1878 do escritor italiano Giovanni Verga?
O romance conta a história de Rosso Malpelo, um garoto ruivo que trabalha numa pedreira de areia vermelha na Sicília. Pressionado pelos preconceitos da mentalidade popular acerca das pessoas com cabelos ruivos, Roso Malpelo não encontra afeto nem mesmo junto da própria mãe.
A subclasse dos advérbios efetivamente, realmente e decerto (II)
Durante uma pesquisa acerca da subclasse dos advérbios, encontrei a seguinte explicação, dada no dia 1 de fevereiro de 2019, sobre os advérbios efetivamente, realmente e decerto: 'A subclasse dos advérbios efetivamente, realmente e decerto'.
Considero que estes advérbios são de frase: 'Os advérbios de frase e os conectivos'.
Uma vez que as respostas foram dadas em anos diferentes (2010 e 2019), gostaria de saber se houve alterações, se alguma das explicações apresentadas não está correta, ou, estando as duas corretas, como poderemos distinguir as subclasses.
Desde já agradeço a atenção.
Complementos do verbo pertencer: «este livro pertence à estante vermelha»
Na frase «Este livro pertence à estante vermelha», a expressão "à estante vermelha" desempenha a função sintática de complemento oblíquo? Ou complemento indireto? Vi um colega de trabalho considerar a última hipótese e fiquei na dúvida...
Continuamos a contar com o vosso excelente trabalho!
Aonde vs. onde (II)
Gostaria, com a devida licença, de discordar de parte da resposta dada a José de Vasconcelos Saraiva, em 24/1/2020, a qual me causou grande estranheza.
Lá se diz:
«No entanto, e apesar da explicação acima dada, é importante citar a Gramática de Português da Fundação Calouste Gulbenkian (2013, p. 2102): «Quando o verbo da oração relativa é ir, embora o valor locativo seja direcional, pode também usar-se o pronome relativo não preposicionado: cf. a cidade onde eles foram é muito longe da minha.»
E se diz mais:
«Ora, esta passagem confirma que, com o verbo ir da oração relativa, podemos optar pelo advérbio aonde ou pelo advérbio onde com um valor locativo dinâmico sem que se incorra em erro.»
Digo eu: se «ir onde» é possível, então tudo é permitido... A entender-se como correta tal construção, é-se autorizado a dizer: "o lugar o qual (em vez de 'ao qual') ele foi é perigoso"; "o lugar que (em vez de 'a que') ele foi é perigoso"
A bem da verdade, não consigo entender por que uma passagem da referida gramática (sem citação da fonte, aliás) pode dar a "confirmação" para se fazer tal uso do advérbio "aonde", contrariando frontalmente a norma e o bom uso de centenas de bons escritores. Aonde se quer chegar com isso?
A propósito, quanto à frase de Camilo («Sabes onde vai bater o meu dinheiro»), na minha opinião, ele usou onde, porque é justamente o advérbio que deveria usar, remetendo a bater (com o sentido de «chegar», mas regendo a preposição em), e não ao verbo auxiliar (ir). Ele, como bom ser humano, poderia ter errado, e não deixaria de ser o consagrado escritor que é, mas não foi dessa vez.
