O uso de terno (=fato) em Portugal
A pergunta é: alguma vez, nalgum texto em português europeu, o termo terno (Brasil) foi usado com essa semântica («fato completo de três peças»)?
A questão surgiu após debate com alguém que afirma ter já lido num texto talvez antigo, em português europeu, o termo, com o mesmo significado que tem hoje no Brasil.
Aspeto gramatical progressivo + aspeto lexical de evento durativo
na frase «A política vai-se enchendo de ex».
na frase «A política vai-se enchendo de ex».
Solicito o vosso contributo para a identificação do valor aspetual presente na frase «A política vai-se enchendo de ex».
Atempadamente grata e votos de continuação do excelente trabalho que têm desenvolvido!
A pontuação no discurso direto (2)
O meu grande agradecimento ao ciberduvidas. E felicitações pelo contributo para a Língua Portuguesa.
A resposta foi dada em várias entradas. Parece consensual esta forma:
«— Amanhã vai chover — disse o Manuel. — O céu está muito escuro. Neste exemplo, o primeiro travessão serve para introduzir a fala da personagem (3), e o segundo, para separar o que é fala da personagem do que é discurso do narrador. O primeiro ponto justifica-se porque termina o período (2). O terceiro travessão é de novo sinal de introdução do discurso directo e termina com a pontuação respetiva. Como o locutor é o mesmo, não há mudança de linha.»
Encontro uma forma diferente de pontuação e de uso da maiúscula na frase intercalada num autor e peço esclarecimento sobre a sua correção e aceitação:
A «– Nem desses plenários tive conhecimento. – Garanti. – Nada tenho a ver com isso.»
B «– Simplifiquei ao máximo e menos do que isto é impossível. – Explicou. – Mas eles não querem estudar e não vão concordar com nada.»
C «– Como não há?! – E eu próprio fui procurar aquele produto insubstituível. – Ora vê! Está aqui!...»
Muito obrigada.
Predisposição, suscetibilidade e vulnerabilidade
Os termos predisposição, susceptibilidade e vulnerabilidade são utilizados com frequência em saúde/medicina. Existem claras diferenças sobre os respetivos significados e seguem-se algumas definições, de acordo com o dicionário on-line da Priberam*:
Predisposição: Disposição natural para contrair certas doenças, certos hábitos, etc.
Susceptibildade: Disposição especial do organismo para acusar influências exercidas sobre ele ou para adquirir doenças.
Vulnerabilidade:Qualidade de vulnerável.
Assim, justificava-se uma utilização diversa, no entanto, os conceitos são, com frequência, utilizados como se de sinónimos se tratassem.
Gostava de ir mais longe e identificar alguns elementos que, corretamente utilizados, acrescentassem a esses termos, melhorando a qualidade da sua utilização. Será indicado referir a predisposição como mais próxima das componentes genéticas, a vulnerabilidade associada a caraterísticas morfológicas e a susceptibilidade a elementos individuais que incluam o perfil psicossocial?
Obrigado pela vossa atenção.
* Predisposição, suscetibilidade e vulnerabilidade in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa.
«Estar/pôr-se/vir/ir a caminho»
Sei que a expressão habitual é «estou a caminho», mas eu tenho o hábito de dizer «vou a caminho».
É correcto dizer-se «vou a caminho» (de um lugar)?
Exemplo: «Vou a caminho do trabalho»
Desde já obrigada pela atenção.
«Siga para bingo» e «siga para Vigo»
Durante muito tempo ouvi a expressão «Siga para Vigo!». Há uns anos comecei a ouvir «Siga para bingo!».
Sempre supus que a primeira teria uma raiz histórica, mas a verdade é que a segunda tem uma origem bem determinada.
Qual é a correcta?
«Estar por vir» vs. «estar para vir»
Qual a diferença entre «por vir» e «para vir»? «O melhor está por vir» ou «o melhor está para vir»?
Encontro na Internet a utilização de ambos e não consigo perceber qual está correcto[1]. Podem ajudar por favor?
Muito obrigado.
[1 O consulente escreve conforme a norma anterior à atualmente vigente.]
Um processo fonológico na evolução do numeral dois
Poderiam confirmar-me a evolução fonética de dous>dois? Houve alguma epêntese do i? É apenas um processo de regularização da escrita? É esta a minha dúvida.
Obrigado pelo vosso trabalho.
Ato ilocutório assertivo e ato ilocutório diretivo
Na situação a seguir descrita:
«É uma ansiedade nova, que não seria capaz de partilhar, pede-lhe para devolver em audácia o que, por momentos rouba à sensatez exigida pela sua condição, palavras em meigo tom de voz, afeto comovido. – Sois vós, Senhor Camões!...»
Poderemos considerar, além do ato ilocutório diretivo, um expressivo?
Grata pela atenção.
A forma e a origem do nome próprio Gertrudes
Gostaria de saber qual é a forma correta do nome: "Gertrude" ou "Gertrudes"? Ou ambas são aceitáveis?
Obrigado.
