«Ao passo que», «à medida que» vs. «à velocidade a que nos movemos...»
[A minha dúvida] é se devo preservar uma simetria nas locuções «ao passo que» e «à medida que» com a preposição a.
Por um lado, penso na simetria que vejo nas locuções com em. Quero dizer com isso que o em aparece duas vezes – frases como «No lugar em que estou, sinto-me bem», na qual acredito que a palavra em não pode ser omitida. Por outro lado, penso se existe no caso específico de locuções semelhantes com a uma preferência pelo que considero análogo à omissão do em no exemplo anterior.
Seria ilógico dizer «Ele é feio, ao passo a que ela é lindíssima», em vez de «Ele é feio, ao passo que ela é lindíssima»? Ou dizer «À medida à qual fui explorando, tudo se me foi revelando», em vez de «À medida que fui explorando, tudo se me foi revelando»? Será que devo trazer a lógica dessas duas locuções anteriores para casos que não são locuções clássicas da língua?
Para mim, o mais lógico seria escrever «À velocidade a que nos movemos, não há tempo para reagir», mas será que a frase deve ser simplificada para «À velocidade que nos movemos, não há tempo para reagir»? Para mim, parece razoável reservar a construção que omite o segundo a para frases com verbos transitivos diretos, como «À velocidade que escolhemos para viajar, não há tempo para reagir».
A concordância verbal em «dois terços da população»
Qual a frase correta: «Dois terços da população votou» ou «dois terços da população votaram»?
Obrigada.
Sertaginense, um gentílico da Sertã (Portugal)
É o correto o termo "sartaginense" em vez de sertaginense?
Chinfrineira e chinfrim
Existe a palavra "chinfrideira"? Apenas conheço a palavra chinfrineira, mas apareceu-me aquela palavra num texto, e fiquei confuso, pois não a encontro no dicionário.
Obrigado.
A expressão «pagar-se de...»
Gostaria saber se a expressão «pague-se do café» não devia ser, ates, «receba do café». Faz-me confusão, por [o segundo uso] me parecer mais lógico e correto.
Prossecução ≠ persecução
Podiam, por favor, confirmar-me que se deve dizer «prossecução de objectivos», e não «persecução de objectivos» (como já tenho visto)?
Obrigada.
[N.E. – Pergunta formulada segundo a norma ortográfica de 1945; a resposta segue conforme o Acordo Ortográfico de 1990 em vigor.]
O valor modal na frase «talvez não fosse má ideia»
Qual é a modalidade presente em «talvez não fosse má ideia pensar também em novas formas de circular, combinando os meios físicos e as plataformas digitais»?
Obrigada.
A colocação sintática do advérbio já
«Nos dois dias seguintes, nenhuma comunicação do tio, coisa de já causar espécie (coisa já de causar espécie).»
Pergunto: qual a correta opção para a colocação do advérbio já na frase acima?
Obrigado.
«Fazer mais mal a alguém» vs. «Fazer pior a alguém»
1. «[...] é das coisas que faz[em] mais mal à cabeça.».
2 . «[...] é das coisas que faz[em] pior à cabeça.»
A frase n.º 1 foi dita num programa de televisão, por uma pessoa a quem se reconhece, nacional e internacionalmente, grande mérito no uso da língua portuguesa (escritor, argumentista). Soou-me mal, mas, tendo em conta o nível linguístico da pessoa, fiquei com dúvidas.
Obrigada, desde já, pelo esclarecimento.
Vexilação
A julgar que há muito se introduziu no português termos como vexilo e vexilário, e inclusive temos vexilologia, qual a forma mais adequada para grafar, à lusófona, o também latino vexillatio?
