DÚVIDAS

A escansão do decassílabo
«Sem ver de quê; um sorriso brando e honesto» (Camões)
Sabendo que os sonetos camonianos são decassilábicos, surgiu-me a dúvida relativamente à contagem das sílabas do segundo verso do soneto "Um mover de olhos brando e piadoso" [de Camões]. Dado que há um encavalgamento, deverei fazer a contagem das sílabas até à pausa final? Desta forma (que não me parece estar correta), nem o primeiro nem o segundo versos serão decassilábicos! No entanto, ao fazer a divisão de acordo com as regras habituais de contagem e sem ter em conta o encavalgamento, continuo a não ter um verso decassílabo, mas um hendecassílabo podem dizer-me onde estou a errar, por favor? Esta é a minha divisão: Sem | ver | de | quê; | um | sor | ri | so | bran | do e ho | nes| (to),
A regência do adjetivo faminto
Gostaria de saber se é correcto usar o adjectivo faminto seguido da preposição «de» quando o usamos num sentido figurado.Exemplo: «As crianças, a morrerem de fome, famintas das ideias que já havia aqui e ali, gritaram: "Independência!"» Uma vez que faminto pode significar, em sentido figurado, «muito desejoso» ou «ávido», não sei qual a regra admitida, se a preposição é de ou por ou se não é admitida preposição. Muito obrigado.   [N. E. – O consulente escreve correcto e adjetivo, mantendo a antiga ortografia. As formas da norma em vigor são correto e adjetivo.]
«Capitã Marvel» vs. «Capitão Marvel»
Acabo de ler a atualização do dia, e chama-me a atenção a questão de capitão/capitã. Custa-me a acreditar que para traduzir o título de um filme, Captain Marvel, fosse preciso consultar as Forças Armadas, para ter a certeza de que não existe em nenhum ramo delas uma "capitã", e não usar a língua, e a linguagem, para precisamente chamar a atenção para essa ausência, na língua e na realidade, como fez o Brasil....
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