A colocação do quantificador mais com nomes e pronomes
Tanto faz dizer em português? Refiro-me à colocação do advérbio de quantidade mais em relação ao pronome indefinido algo, alguma coisa, um, "ninguém", etc.
Exemplo 1: «Quero mais uma taça de vinho.»/«Quero uma taça mais de vinho.»
Exemplo 2. «Quer algo mais?»/«Quer alguma coisa mais?»/«Quer mais algo?» / «Quer mais alguma coisa?»
Exemplo 3. «Quero mais um beijo de você.»/«Quero um mais...»
Exemplo 4. «Não quero ver mais ninguém.»/«Não quero ver ninguém mais.»
Obrigado pela ajuda!
O significado da locução «à mistura»
Gostava de saber o significado da expressão «à mistura». Embora conheça mesmo o significado de mistura, não consigo perceber esta expressão, que frequentemente é usada na comunicação social.
Muito obrigado.
O pretérito perfeito no discurso indireto
Porque é que nesta frase o discurso indireto é feito desta forma?
«... a gente começou a conversar sobre a festa e ele disse-me que quando me ouviu a falar ... »
Porque «ouviu», e não «ouvira»? Ou «quando te tinha ouvido a falar»?
Esta frase causou muita confusão aos alunos, e eu também fiquei um pouco confuso. As regras são claras, mas aqui fugiu um pouco às regras.
Muito obrigado
O significado de atualização conforme diferentes preposições
Pretendo compreender qual é a frase correta, ou saber se as preposições podem ser ambas utilizadas, nas seguintes frases:
«(...) origina uma atualização em X€ por cada novo posto.» ou «(...) origina uma atualização de X€ por cada novo posto.»?
Obrigada e continuação de bom trabalho!
A origem do se apassivante e indeterminado
Tenho uma questão relacionada com as seguintes frases-exemplo: «Vê-se bem que o barco está à deriva»; «Isso faz-se muito bem»; «Conduz-se muito bem durante o dia». Qual a origem/lógica do uso do -se nos casos mencionados? Trata-se do uso de verbos reflexos (i.e. ver-se, fazer-se, conduzir-se)?
Confesso que a mim não me parece que seja o caso. Mas também não encontro uma explicação alternativa. Será que me podem elucidar sobre esta questão?
Obrigado.
Cãibra vs. contractura
Contractura muscular e cãibra. Estes dois termos são sinónimos? A contractura é mais abrangente do que cãibra? Sempre pensei que a palavra contractura fosse um termo usado pelo senso comum e não um termo médico/científico. Já fiz algumas pesquisas e não fiquei esclarecida.
Obrigada.
Ainda a ordem dos apelidos em Portugal
Na explicação sobre os apelidos portugueses [resposta n.º 33455], li a invocação de uma tradição portuguesa que não vi fundamentada em sitio algum que, argumenta o articulista, manda colocar primeiro o(s) apelido(s) maternos e depois os paterno(s), no final. De facto, lá pelos anos 30 do século passado, houve uma lei que, contrariando, precisamente algumas tradições lusas impunha essa regra. Mas foi lei de curta duração.
Quem se dedicar, mesmo como amador, à genealogia verifica que tradicionalmente a utilização de apelidos em Portugal foi sempre muito arbitrária. Há irmãos que possuem apelidos diferentes: uns ficam com o apelido da mãe, outros com o apelido do pai (não raro as filhas ficavam com o apelido da mãe e os filhos com o do pai, mas não era imperativo e as excepções são muitas, o que até faz supor que são regras nalgumas famílias). Não raro se veem apelidos que se "suspendem" por algumas gerações e que depois vêm a ser "recuperados", bem como se transmitirem por via feminina e depois se transmitem por via masculina.
Também é de referir, pelo menos nalgumas zonas da Beira Baixa, a concordância de género entre o apelido e a pessoa que o utiliza. Assim, por exemplo, Leitão-Leitoa, Silveiro-Silveira, Carrasco-Carrasca, Lourenço-Lourença, etc. Registo, para ilustrar, um caso de uma pessoa, do sexo masculino, natural de Caria, Belmonte, que é Silveira, nascido no final do séc. XVII, a filha casa-se numa localidade onde se faz essa concordância de género, sendo, pois, natural que a filha e a neta, sejam Silveira, mas o trisneto passa a ser Silveiro e aí nasce esse apelido Silveiro. Porém, esta concordância de género terá já caído em desuso no século XX.
Há tradições que não "traditam", perdem-se, vão progressivamente caindo em desuso, mas, algumas, ainda não morreram. E a lei vigente não a limita. Autoriza-a.
Garagem e manada
– palavras complexas não derivadas
– palavras complexas não derivadas
Gostaria de saber se poderei considerar as palavras garagem e manada como sendo derivadas por sufixação?
Muito obrigada.
O, demonstrativo invariável,
na frase «Não o sou agora»
na frase «Não o sou agora»
Qual das frases a seguir está correta? Ou ambas estão?
«Eu sou a Camila do conto. Mas não a sou agora.»
«"Eu sou a Camila do conto. Mas não o sou agora.»
Obrigado.
Desejo um feliz Natal e um excelente 2019, com saúde e paz, a todos os que trabalham para que Ciberdúvidas seja o que é!
O ditongo ei em Portugal
Sou brasileiro e fascinado por idiomas, e o português não fica longe desse fascínio apenas por ser minha língua materna. Muito pelo contrário! Adoro ouvir e aprender as diferenças entre as variantes da nossa língua: o dialeto europeu, os dialetos africanos, assim como os mil e um sotaques do dialeto brasileiro.
Mas enfim, sendo mais direto, ao ouvir o português de Portugal, tenho um pouco de dificuldade em entender exatamente como é pronunciado o ditongo EI (como em manteiga, beira, eira, maneira, feira, etc.), soando na maioria das vezes como /éi/, porém as vezes também me soando como /ai/ (como o ei é pronunciado no alemão, por exemplo). Eu já tinha essa dúvida há um tempo, mas decidi finalmente perguntar algo sobre após ouvir várias vezes a voz sintética do iPhone (em português de Portugal) pronunciar os dias da semana, onde a palavra feira me soa perfeitamente como “faira”.
Fato inegável é que, de maneira ou outra, é bem diferente do dialeto brasileiro, onde EI se pronuncia /êi/ ou em alguns casos, /ê/.
Mas, assim, o que devo concluir sobre a pronúncia portuguesa?
