O pretérito perfeito e pretérito imperfeito
O que nos permite misturar os pretéritos perfeito e imperfeito quando contamos uma estória e, ainda assim, entendermos tudo que se passa? Por exemplo:
«Quando eu era criança, eu nadei muito.»/ «Quando fui criança, eu andava de bicicleta.»
«Comi pamonha e bebia suco.»
Quando devo obrigatoriamente usar o pretérito imperfeito?
Outra pergunta: por que quando digo «Todas as vezes em que ia a Angola, gostava de passear pelas ruas» e «Todas as vezes em que fui a Angola, gostei de passear pelas ruas», na primeira frase eu tenho um sentido implícito de que já não vou mais a Angola?
Espero ter sido claro. É difícil mesmo usar a língua, e o desafio é algo fantástico.
Obrigado.
«Não sei se...» e modo verbal
Gostaria de saber qual o modo adequado na construção frasal abaixo:
«Não sei se ele esteja em casa.»
«Não sei se ele está em casa.»
«Não sei se ele estaria em casa.»
Sabemos que há um advérbio de negação que pode dar um sentido de dúvida ao verbo saber. Neste caso, a oração não deveria ser construída com o verbo no modo subjuntivo? Qual a função sintática do termo (se) na frase acima? Conjunção? Partícula de realce? Poderia colocar o sintagma verbal no final da frase?
Obrigado.
O radical de pobreza
Posso aceitar pobre, em vez de pobr- como forma de base da palavra pobreza? Ou posso aceitar as duas?
Obrigada.
A classificação gramatical de que
na frase «Que coisa tão esquisita!»
na frase «Que coisa tão esquisita!»
Na frase «que coisa tão esquisita» qual é a classe morfológica do que?
Obrigação vs. obrigatoriedade
Qual a diferença entre obrigação e obrigatoriedade?
Incongruado
Durante a leitura de Jubiabá (1935), de Jorge Amado (1912-2001), deparei com a palavra "encongruado" no seguinte contexto:
«A vida é boa, velho... Você fala porque tá encongruado.... – o ex-soldado riu» (Amado, 1935, p.215).
Não há registro deste verbete nos dicionários gerais. Vocês poderiam me ajudar na atribuição de sentido à palavra "encongruado"?
Grato por qualquer luz.
A sintaxe do verbo acudir
A frase «Que Deus lhes acuda» está correta? Não deveria ser «Que Deus os acuda», sendo os referente aos homens (por exemplo)? O pronome lhe não carece de uma identificação do que está a ser acudido? Por exemplo, «Que Deus lhes acuda a alma»?
Obrigado!
Ainda a sintaxe do substantivo medo
A respeito da consulta de Amanda Krowli em 24/10/2018, podemos resumir o caso da seguinte forma?
«O medo do professor chamou a atenção de seus alunos»: «do professor» – adjunto adnominal;
«A filha sentia medo do pai»: «do pai» – complemento nominal.
A análise acima está correta?
Obrigado.
Sobre o termo decrescimento
A propósito do conceito decrescimento – tese segundo a qual a degradação progressiva do ambiente e dos recursos do planeta só tem como saída a inversão da lógica depredadora do capitalismo* − e como não encontro a palavra no arquivo do Ciberdúvidas, peço-vos uma abordagem sobre a formação desta palavra e deste sentido novo.
* Cf. Serge Latouche, "As vantagens do decrescimento" (Le Monde Diplomatique – Brasil, 1/11/2003) e Decrescimento Sereno, Lisboa, Edições 70, 2012; "Serge Latouche, o precursor da teoria do decrescimento, defende uma sociedade que produza menos e consuma menos", Instituto Humanitas Unisinos, 3/09/2013; Ana Poças Ribeiro, "A economia contra os limites da Terra: o decrescimento sustentável é a solução", Público, 4/09/2018
O adjetivo conveniado e o verbo conveniar
Qual é a regência de conveniado?
Grato.
