Pensar com orações de infinitivo
O verbo pensar seguido de um infinitivo é regido pela proposição em? Exemplo: «O advogado pensou em recompensar o pobre.»
Futuro e presente do conjuntivo depois de quando
Em português é comum o uso do futuro de conjuntivo em orações de relativo. No entanto, tenho reparado no facto de haver também orações de relativo com presente de conjuntivo. Esta construção, normal em castelhano, é correta em português? Por exemplo, os pares de orações que se seguem estão todos corretos? Há alguma diferença de significado entre elas?
«Quem estudar hoje, não chumba.»/«Quem estude hoje, não chumba.»
«Os carros que estiverem na rua podem ser revogados.»/«Os carros que estejam na rua podem ser revogados.»
«Irei buscar-te onde estiveres.»/«Irei buscar-te onde estejas.»
Por último, esta frase de Almeida Garrett – «E quando venha a morte, será morrer por ti» – poderia ser «E quando vier a morte, será morrer por ti»?
Muito obrigado.
Imotivação
«(…) Nenhum critério densificador do significado gradativo de tal diminuição quantitativa de dotação e da sua relação causal com o início do procedimento de requalificação no conceito e específico órgão ou serviço resulta da previsão legal, o que abre caminho evidente à imotivação. (…)», acórdão do Tribunal Constitucional sobre rubricas do Orçamento do Estado.
Tendo consultado vários dicionários, sem esquecer o incontornável Morais, não consegui encontrar o vocábulo imotivação. O mais próximo que se me deparou foi:
«Imotivo: Diz-se da germinação, quando se efectua sem deslocação do episperma»,
e ainda mais confuso fiquei, porque afinal o Morais remete-me para o domínio das hortaliças.
Grato pela ajuda que me possam dar para eu tentar compreender o vocábulo em causa.
A figura de estilo anadiplose
numa estrofe de Mensagem
numa estrofe de Mensagem
N´O Mostrengo, de Fernando Pessoa (Obra: Mensagem), pode ler-se:
«À roda da nau voou três vezes
voou três vezes a chiar»
(est. 1, vv.3-4).
Podemos considerar que existe uma anáfora, apesar de não começar no início do verso? Se não, que recurso expressivo podemos considerar?
Laponês e sámi
Tenho dúvidas sobre a forma correta em português que devo usar para designar uma das línguas minoritárias deste país, falada pelo povo da Lapónia. Qual é a designação correta: «sámi», «saami», «laponês», ou outra?
Obrigada!
A origem e o significado de bagunça
Qual é a origem da palavra bagunça?
Memória = «dissertação»
Qual o significado (conceito) da palavra memória tal como aparece nos seguintes títulos [de obras da primeira metade do século XIX]1: «Memória sobre a descripção física, e económica do lugar da Marinha Grande, e suas vizinhanças pertencente ao Bispado de Leiria»2; «Memória politico económica em que se mostra a necessidade da conservação da Companhia Geral de Agricultura das Vinhas do Alto Douro…»; e «Corografia ou memoria economica, estadistica, e topográfica do reino do Algarve»?
Muito obrigado.
1 Manteve-se a ortografia original.
2 “Memoria sobre a descripção fisica e economica do lugar da Marinha Grande e suas vizinhanças”, in Memorias Economicas da Academia Real das Sciencias de Lisboa, Tomo V, Lisboa, 1815, pp. 257-277 (referência retirada de Saul António Gomes, Notícias e Memórias Paroquiais Setecentistas – 2. Marinha Grande, Palimage Editores e Centro de História da Sociedade e da Cultura, 2005, p. 31.
Tempos verbais numa interrogativa introduzida por «e se...»
Encontrei uma frase e não sei qual a forma adequada dos verbos:
«E se eles ______ (ter) algum desastre? Não ______ (ser) melhor telefonar para a polícia?»
A chave que tenho é tiveram e seria, mas não sei porque é que não se usa conjuntivo no primeiro [espaço em] branco.
Obrigada.
«Período de quinze anos»
Gostava de saber que adjectivo numérico se utiliza para um conjunto de quinze anos, na medida em que década se utiliza para dez.
«Meu marido», «minha mulher»
Por que razão é considerado incorreto uma mulher dizer «o meu homem» em vez de «o meu marido», ao passo que um homem deve dizer «a minha mulher» em vez de «a minha esposa»?
