DÚVIDAS

«Sair à rua» e «sair para o cais»
Votos de bom trabalho para toda a equipa do Ciberdúvidas, que tanto nos ajudam! Tenho uma dúvida quanto ao verbo sair. Procurei se o mesmo se rege por alguma preposição, porém, não encontrei. Na frase: «Ao chegar a Campanhã, Carla pegou na maleta e saiu ao exterior /ao cais.» (referindo-se a uma passageira de um comboio). O uso desta contração a+o está correto? Ou deveria ter-se empregado a preposição para? «Ao chegar a Campanhã, Carla pegou na maleta e saiu para o exterior/ para o cais.» Para mim, que não sou portuguesa nativa, muitas normas gramaticais deste tão bonito idioma geram-me imensas dúvidas. Agradeço a vossa resposta.
«O mesmo» em português europeu
São várias as páginas do Brasil que apontam a utilização pronominal de «o mesmo» como sendo errada, conforme acontece em frases do género: «O rapaz faltou à escola, porque o mesmo está doente.» ou em posição final na frase, substituindo algum sintagma antecedente. Ora, pelas diversas respostas disponíveis na vossa página, não há menção clara de que este tipo de construção seja errada. Gostaria de perceber o que está errado: a explicação do Brasil ou aquela fornecida em Portugal? Grata pela vossa ajuda.
O empréstimo keffiyeh
Agora que o "keffiyeh" está na moda, fiquei surpreendido por não existir nome em português para o famigerado lenço! Em artigo sobre a matéria, de 2023/12/19, publicado em jornal de referência, vejo que apenas é usado o termo "keffiyeh", exatamente como registado no Dicionário da Academia! Já quanto à "burca", em artigo do mesmo jornal, de 2022/05/07, é usado o nome "burqa"! Não sei qual o critério usado pelo jornal na escolha do termo “burqa”, em detrimento de “burca”! Na verdade, o nome "burca" não aparece no Dicionário da Academia online, mas aparece em muitos outros! Será que não existe forma portuguesa ou aportuguesada para o dito lenço?!
Septologia e heptalogia
Os sete livros que compõem a obra-prima do norueguês Jon Fosse saíram em Portugal com o título Septologia, e não "Heptalogia", como seria a forma mais comum de se referir a uma coletânea de sete unidades. Pesquisei bastante e tudo a que cheguei em relação ao radical septo- aponta para acepções anatômicas ou biológicas, não numéricas. O que teria levado a prestigiosa editora que lançou o volume a optar por esse título? Agradeço a atenção da resposta.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa