DÚVIDAS

Depleção = esgotamento
Na sequência da vossa explicação prévia acerca da palavra depleção, gostaría de referir que esta palavra é também bastante utilizada no domínio da gestão ambiental, nomeadamente como «depleção de recursos». Numa pesquisa antiga, que agora não me é possível identificar, encontrei a seguinte definição: «redução ou esgotamento de um recurso pelo seu consumo contínuo e mais rápido que a sua reposição». Será correta esta definição?
Variação, correção normativa e erro
Mesmo não sendo do campo de Letras, pertenço à Administração, tenho grande interesse no estudo linguístico. Entretanto tem uma questão que já apareceu aqui várias vezes, mas ainda não ficou clara para mim, que seria a variação linguística. Compreendo que uma língua é viva, mutável e adaptável. Antigamente escrevíamos "pharmacia", "theatro", entre outros. O que ainda não sou capaz de compreender é quando um erro "é um erro" e quando ocorre um caso de variação. Ou todo erro "evolui" para uma variação? Por exemplo, aqui no Brasil é comum dizer "framengo", "probrema", "é nós"... Por ser comum, seria um fenômeno de variação que no futuro pode "concorrer" a norma culta? Finalizando, uma pergunta que não se cala, devo corrigir erros e desvios? Corrigindo não estaria prejudicando a evolução da própria? Desde já, minhas saudações à equipe!
«Todo o burro come palha, a questão é saber dar-lha.»
Certa vez ouvi uma história a respeito de um rei português que certo dia, por altura de uma festa, mandou fazer uns bolos num convento. Como os bolos eram muitos e não havia farinha que chegasse, juntaram palha moída. O rei, sem saber, comeu os bolos e achou-os bons. Depois, mais tarde, veio a saber como tinham sido feitos e que o pasteleiro andava a dizer que «todo o burro come a palha, a questão é saber dar-lha». Queria saber, se possível, a história completa e o nome do rei. Desde já fico agradecido.
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