Consultório - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
 
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Luiza Beirão Pesquisadora Vila dos Remédios (Fernando de Noronha), Brasil 1K

Se existem os termos sulista, nortista e nordestino para designar os habitantes das regiões correspondentes do Brasil – SulNorteNordeste –, não seria de bom uso haver também "sudestino" e "centro-oestino" para se referir aos habitantes das outras duas regiões desse país – Sudeste e Centro-Oeste?

Já vi ambos os termos em trabalhos acadêmicos, mas não achei no vocabulário da Academia Brasileira de Letras nem em outro dicionário de referência. Atenciosamente, Luiza Beirão

Diogo Maria Pessoa Jorge Morais Barbosa Revisor Lisboa, Portugal 772

dicionário da Porto Editora diz-nos que se escreve "subsídio-dependência". O da Priberam diz-nos que se escreve "subsidiodependência".

Qual deles está errado?

Afonso Simões Estudante Lisboa, Portugal 717

Nos versos «De quem são as velas onde me roço?/ De quem as quilhas que vejo e ouço?» está presente uma metonímia ou uma sinédoque?

Bernardo Monteiro Estudante Porto, Portugal 883

Em «O peculiar rei.», o adjetivo detém um valor restritivo, explicativo (ou não restritivo)?

Não obstante o facto de o adjetivo desempenhar a função sintática de modificador restritivo do nome, pode considerar-se que o seu valor não é restritivo, porque está anteposto ao nome «rei»?

Esta dúvida que coloco surgiu da realização de uma ficha de trabalho que me foi facultada e após ter pesquisado e encontrado referências a um «valor não restritivo», associado aos adjetivos antepostos.

Agradecido!

Edimilson Junior Estudante Brasilia, Brasil 1K

Recentemente li num blog a frase: «Umas pessoas não comem gatos.»

Em seguida houve um comentário afirmando que esta frase estaria errada, porém sem explicar o porquê.

Fiquei confuso, pois me pareceu que «Algumas pessoas não comem gatos», soaria melhor aos ouvidos.

Assim, gostaria de saber qual seria a construção correta e se haveria alguma orientação ou cautela no emprego de umas e algumas, particularmente no início das frases.

Obrigado!

José Garcia Formador Câmara de Lobos, Portugal 719

Na frase «Ele tinha o cabelo incrivelmente crespo», a que subclasse pertence o advérbio incrivelmente?

Será um advérbio de modo?

Cordialmente.

Matheus David Estudante Joinville, Brasil 2K

Aqui onde moro, temos o hábito de dizer: «Que que é isso?»

Gostaria de perguntar se isso está correto, a repetição do que, se há algum sentido.

(Não sei se ajudaria, mas o primeiro que é pronunciado com e fechado, já o outro como qui.)

João Daniel de Andrade Gomes Luís Técnico Superior Funchal, Portugal 949

Durante um debate entre parlamentares num canal de TV, vi uma deputada cumprimentar os participantes referindo-se aos telespectadores em casa com a expressão «aos que nos assistem».

Ora, dito assim, parece-me que que a senhora estará a dizer «aos que nos ajudam», e deveria ter dito «aos que nos veem/ouvem» em casa.

Em todo, porque tenho dúvidas na utilização deste verbo na construção frásica, solicito o vosso esclarecimento.

Melhores cumprimentos.

Patrícia Silva Assistente administrativa Amadora, Portugal 784

Gostaria de saber se é correto utilizar tanto os qualificativos maior/menor como mais alta/mais baixa com o termo "prioridade". Ou seja:

1. A prioridade do processo A é mais alta do que a prioridade do processo C

2. A prioridade do processo A é maior do que a prioridade do processo C

Estão ambas corretas?

Obrigada.

José Antonio Fernández Professor (reformado) e psicólogo Pontevedra, Espanha 1K

No uso de formas verbais, tenho dúvidas sobre o uso dos verbos ter e haver como auxiliares.

– Em expressões como «Tinha-me preparado para a docência»/ «havia-me preparado para a docência», gostaria de saber se são equivalentes, se se pode usar um verbo ou o outro indistintamente. Neste caso coincidiria com o tempo verbal chamado em espanhol pretérito pluscuamperfecto: «Me había preparado para la docencia».

E também [queria saber] se é equivalente à expressão: «preparara-me para a docência.» Acho que neste caso a forma verbal em português é o pretérito-mais-que-perfeito, e coincidiria com o que dizemos em galego: «Preparárame para a docencia.»

Outros exemplos similares: «Ele disse que havia tido uma espécie de alergia na pele.»/«Ele disse que tinha tido uma espécie de alergia na pele.»/«A moça entrou e disse que tivera um sonho terrível

– Em espanhol: «Él dijo que había tenido una especie de alergia en la piel.»/ «La chica entró y dijo que había tenido un sueño terrible.»

–  Em galego: «El dixo que tivera unha especie de alergia na pel.»/ «A rapaza entrou e dixo que tivera un soño terrible.»