DÚVIDAS

Que e quê (interrogativos)
A norma diz que o quê tónico vem acentuado. Quando é nome ou está em final de frase, é fácil detectar a tonicidade. Mas tenho sempre dúvidas em casos como: 1. «Renúncia: a que renunciamos?» – usa-se que, ou quê? 2. «mas em que pensava eu quando...» (idem) 3. «Em que renúncia me fez pensar o professor?» (idem) Pesquisei no Ciberdúvidas, mas não encontrei esclarecimento quando em casos como esses.
Complementos: nominal e verbal
Como diferenciar precisamente casos de classificação de complemento nominal e complemento de verbos com dupla transitividade? Exemplo: «Eu devo obediência a ela.» (Quem deve, deve algo a alguém? O verbo aqui seria VTDI, e «a ela» seria objeto indireto?) «Eu pedi perdão a meu pai.» «Ela pediu um presente ao pai.» Os itens sublinhados devem ser classificados como objetos indiretos, ou como complementos nominais (ou seja, complemento dos nomes: obediência, perdão, presente)?
Sobre verbos transitivos e intransitivos
Na gramática tradicional, ainda ensinada aos alunos de 8.º e 9.º anos, torna-se difícil encontrar uma explicação cabal para a definição de verbos transitivos indiretos. Nalgumas publicações é dito que são aqueles que são seguidos por complemento indireto, noutras afirma-se que são os que são seguidos de complemento indireto ou outro complemento iniciado por preposição, e noutras, ainda, diz-se que são os que são seguidos de complemento indireto ou complemento circunstancial. Gostaria que, se possível, me ajudassem nas seguintes dúvidas: Nas frases «Ele dormiu bem», «Ele dormiu no sofá» e «Entreguei o livro na biblioteca», que tipo de verbo temos? Estará correto dizer que nas duas primeiras é um verbo transitivo indireto e, na última, um verbo transitivo direto e indireto, pois têm à frente um complemento circunstancial?
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