Que e quê (interrogativos)
A norma diz que o quê tónico vem acentuado. Quando é nome ou está em final de frase, é fácil detectar a tonicidade. Mas tenho sempre dúvidas em casos como:
1. «Renúncia: a que renunciamos?» – usa-se que, ou quê?
2. «mas em que pensava eu quando...» (idem)
3. «Em que renúncia me fez pensar o professor?» (idem)
Pesquisei no Ciberdúvidas, mas não encontrei esclarecimento quando em casos como esses.
«Os Palancas Negras»
Como designar a selecção angolana: «os palancas negras», ou «as palancas negras» (sendo palanca um nome feminino)?
Complementos: nominal e verbal
Como diferenciar precisamente casos de classificação de complemento nominal e complemento de verbos com dupla transitividade? Exemplo: «Eu devo obediência a ela.» (Quem deve, deve algo a alguém? O verbo aqui seria VTDI, e «a ela» seria objeto indireto?) «Eu pedi perdão a meu pai.» «Ela pediu um presente ao pai.»
Os itens sublinhados devem ser classificados como objetos indiretos, ou como complementos nominais (ou seja, complemento dos nomes: obediência, perdão, presente)?
O emprego de «em uma única»
Minha dúvida é: Na formação da frase «os objetos foram enviados em uma única caixa», o emprego de «em uma única» está incorreto? Pois, se trata de um artigo que também é um numeral, por isto a dúvida. Pode ser considerado redundância?
O modificador «de manhã» (grupo preposicional)
Na frase «De manhã, a Joana toma banho», em que grupo constituinte da frase se inclui o «de manhã» e qual a sua função sintática?
O acento grave em «Às oito horas»
Tenho uma dúvida frequente sobre a acentuação. Devemos escrever «ás 8 horas», ou «às 8 horas»?
«Com a cabeça» = complemento oblíquo (preposicionado)
Na frase «Bati com a cabeça», qual a função sintática de «com a cabeça»? Complemento direto preposicionado?
Qu – porquê?
Procurou-se, com o novo acordo ortográfico, promover o desaparecimento das letras supérfluas. Mas houve uma que escapou: o u a seguir ao q. Quando não pronunciado, este u não faz falta nenhuma. A minha dúvida é: porquê mantê-lo?
A pronúncia do r
Como se designa o processo fonológico que dá conta da distorção do fonema /r/ substituído pelo fonema /R/, ficando deste modo a pronúncia do fonema /r/ indevidamente "carregada"?
Sobre verbos transitivos e intransitivos
Na gramática tradicional, ainda ensinada aos alunos de 8.º e 9.º anos, torna-se difícil encontrar uma explicação cabal para a definição de verbos transitivos indiretos. Nalgumas publicações é dito que são aqueles que são seguidos por complemento indireto, noutras afirma-se que são os que são seguidos de complemento indireto ou outro complemento iniciado por preposição, e noutras, ainda, diz-se que são os que são seguidos de complemento indireto ou complemento circunstancial.
Gostaria que, se possível, me ajudassem nas seguintes dúvidas:
Nas frases «Ele dormiu bem», «Ele dormiu no sofá» e «Entreguei o livro na biblioteca», que tipo de verbo temos? Estará correto dizer que nas duas primeiras é um verbo transitivo indireto e, na última, um verbo transitivo direto e indireto, pois têm à frente um complemento circunstancial?
