DÚVIDAS

Regência: «namorar com»
Vi uma questão que dizia ser transitivo direto o verbo namorar. Porém, segundo o dicionário Aulete e o Aurélio, o verbo namorar pode ser tanto transitivo direto como transitivo indireto. O Aulete chega a citar um exemplo: «O homem namora com todas as mulheres do clube.» Na questão afirmava-se que estava errado dizer «eu namoro com Maria». Em outro caso, um professor disse que o «com Maria» seria apenas uma adjunto adverbial de companhia, sendo o verbo namorar intransitivo. Em todo caso, no Brasil, penso que as três formas estão corretas, não sendo possível afirmar que está errado dizer «namoro com Maria». Estou certo? Obrigado.
Vírgulas com a locução «ou antes»
Nas construções: «A psiquiatria, ou antes, a psicanálise...» «É essa a nossa, ou antes, a minha hipótese...» «Tudo isso será o passado, ou antes, já é o passado.» a virgulação está correta? Ou não deveria grafar-se, ao invés: «A psiquiatria, ou, antes, a psicanálise...» «É essa a nossa, ou, antes, a minha hipótese...» «Tudo isso será o passado, ou, antes, já é o passado.» Muito obrigado.
O verbo dever nos textos jurídicos
Tenho acompanhado na jurisprudência e na doutrina do Direito utilizarem-se expressões como «não deve ser permitido», «não deve ser exercido» e «não deve sacrificar». Em todas estas situações eu vejo o «deve» a ser utilizado no lugar do «pode», entretanto, venho verificando recorrentemente a utilização de expressões como aquelas tanto em Angola como em Portugal. A mim incomoda porque aquelas frases ficariam muito melhor construídas com o «pode» («não pode ser permitido», «não pode ser exercido», e «não pode sacrificar»). Aquelas expressões são correctas? Obrigado.
Tritongos na fonética do português
Gostava de saber se existe algum estudo em Fonética ou Fonologia do português europeu que apoie a tese de que a sequência de vogais como em saia é considerada como tritongo. Acontece que em várias descrições da fonética do português europeu da Rússia e da antiga URSS publicadas desde os anos 80 e até as mais recentes estas sequências vocálicas vêm sido repetidamente abordadas como tritongos «pronunciados numa só sílaba», o que gera muita confusão nos estudantes do Português Língua Estrangeira (PLE), visto que tal pronúncia é foneticamente difícil se não impossível. Muito obrigado!
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa