Adstringido e adstrito
Entre adstringido e adstrito só a primeira pode ser particípio passado do verbo adstringir?
Podemos e pudemos
Há uma questão que eu queria esclarecer. Ao conversar com um falante nativo de português europeu, aprendi que existe uma diferença entre a pronúncia do verbo podemos no presente, com e fechado, e pudemos no passado, com e aberto.
Imagino que isso se aplique também aos outros verbos da segunda conjugação.
Tentei aprofundar o assunto na Internet, mas não encontrei nada. Podiam direcionar-me para algum recurso sobre esse tópico?
Obrigado.
A palavra vigilantismo
A palavra vigilantismo já aparece nos dicionários da língua portuguesa?
No dicionário que tenho em casa em português do Brasil, não. Em dicionários da Internet, sim.
Qual palavra em português melhor substitui a palavra vigilantismo? Alguém sabe do primeiro registro dessa palavra em solos falantes do português?
Imperfeito e presente no discurso indireto
Na sequência da elaboração de uma ata, houve uma correção e substitui-se tinham por têm no seguinte enunciado:
«O presidente da reunião referiu que as atribuições tinham / têm de ser muito criteriosas.»
Gostaria de saber qual a forma mais correta.
Obrigada.
Antecipadamente grata.
Predicado verbal: «Caminhava pela estrada poeirenta»
Gostaria de saber a predicação verbal da seguinte frase: «A multidão caminhava pela estrada poeirenta.»
Visto que caminhar é intransitivo, o predicado não seria verbal, apenas? Porque li que seria verbo-nominal em função de poeirenta ser predicativo e eu não consigo entender por que poeirenta teria essa função.
Agradeço antecipadamente.
A frase «não sei que te diga»
Tenho um bom domínio do português europeu mas deparei-me com uma construção numa frase que à primeira vista me pôs confuso: «não sei que te diga».
Pensava que se dizia «não sei que te dizer».
Qual das duas frases está correta? E que explicação se pode dar a isto?
O topónimo Leitões e o seu gentílico
Gostaria de saber o gentílico dos habitantes da Freguesia de Leitões (concelho de Guimarães).
Obrigado.
Botocúndia e botocudo
Gostaria de saber o significado da expressão «Furacão na Botocúndia», referida ao escritor Monteiro Lobato.
Desde já agradeço a resposta.
Envolvência e envolvimento
Tenho ouvido e lido «a envolvência da população...» (em determinado evento, celebração, acontecimento).
Deve dizer-se assim ou será mais correto «o envolvimento da população em»?
Agradeço a disponibilidade.
O adjetivo jesuítico
Ao ler um texto de 1857, de autoria de um brasileiro, topei com uma palavra nova (para mim): jesuítico.
O contexto era insultuoso: o autor falava de alguém «atrevido e jesuítico». Os dicionários esclarecem-me que, além de referir-se a assuntos atinentes à ordem dos jesuítas, o adjetivo jesuítico ganhou uma acepção pejorativa. Algumas definições: «que é considerado fingido ou dissimulado», diz o Priberam; «fingido, dissimulado», ecoa o Caldas Aulete; «que não merece confiança; hipócrita», informa o Michaelis.
Minhas perguntas:
Qual é a origem dessa palavra em sua conotação depreciativa?
Tem algo que ver com a política anti-jesuítica do Marquês de Pombal?
Era comum, na época do marquês e depois dele, pespegar nos jesuítas a mácula da hipocrisia, do fingimento ou da dissimulação?
É possível ouvir-se ainda hoje, em Portugal, a mesma palavra pejorativamente?
Muito obrigado!
