DÚVIDAS

Inintencional e desintencional
Minha dúvida tem a ver com o cabimento da derivação prefixal com in na formação do antônimo de intencional. Nas consultas de Internet que realizei, encontrei registros da palavra "inintencional". Sem embargo fontes mais autorizadas e confiáveis navegam em sentido oposto. Não me vem à cabeça nenhuma razão obstante de tal formação, haja vista encontrarmo-la em (in)inteligível, (in)obstante, (in)imputável, para ficar nalguns exemplos apenas. Afinal, é válida ou não a palavra? Agradeço desde já o esclarecimento da questão formulada.
Onomágulo: uma transcrição do grego
Eu e outros colegas meus da Wikipédia recentemente estivemos a discutir qual a melhor forma de grafarmos no português Ὀνομάγουλος, do nobre bizantino Βασίλειος [Basílio] Ὀνομάγουλος. Eu havia sugerido "Onomágulo", pois além de remover o ditongo "ou", também retira o "s" final, tal como em Paleólogo, e ao mesmo tempo preserva o acento grego. Porém, não acho, ao menos online, nenhuma fonte com tal acepção, havendo apenas algumas poucas fontes italianas para Onomagulo, e outras tantas em línguas variadas, em especial inglês, que usam transliterações mais literais (Onomagoulos) ou bem estrambólicas (Onomagulous). Dai a dúvida, é válido o uso de "Onomágulo", ou ao menos a variante italiana na ausência de uma outra melhor?
O brasileirismo popular «vamos comigo»
Estes dias, em uma aula de espanhol, fui corrigida pela professora quando usei a expressão «vamos comigo», pois alegou se tratar de redundância. Entretanto, ela afirmou que em português, segundo a norma culta, a expressão também é inadmissível. Sabemos que a redundância deve ser evitada, mas em alguns casos é aceita, por questão de ênfase. Este não seria um destes casos? Encontrei, inclusive, um poema de Adélia Prado onde a escritora diz «vamos comigo...» (e poderia citar ainda outros exemplos na literatura). Resumindo: dizer «vamos comigo», segundo a gramática normativa, é ou não é aceito? Obrigada.
Infinitivo de sentido passivo ou construção de elevação?
Na frase «O silêncio é um dos argumentos mais difíceis de se rebater» (Josh Billings), por que o infinitivo «rebater» não está flexionado? O se é pronome apassivador, podendo a frase escrever-se «O silêncio é um dos argumentos mais difíceis de serem rebatidos»? Ou o se é partícula expletiva podendo, portanto, ser retirado da frase, que ficaria com a redação «O silêncio é um dos argumentos mais difícies de rebater»? Antecipadamente grato.
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