Lusofonias // CPLP Plano de Ação de Brasília para a Promoção, a Difusão e a Projeção da Língua Portuguesa Texto do "Plano de Ação de Brasília para a Promoção, a Difusão e a Projecção da Língua Portuguesa”, anexo à resolução da VI Reunião Extraordinária do Conselho de Ministros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), levada a cabo em Brasília, em 31 de março de 2010. Neste documento estabelecem-se estratégias várias e linhas de ação para a internacionalização da língua portuguesa. 10 de abril de 2010 · 4K
Acordo Ortográfico // Controvérsias A exigência de um Vocabulário Comum Artigo de D´Silvas Filho, comentando as decisões da Conferência Internacional sobre o Futuro da Língua Portuguesa no Sistema Mundial, dia 31 de Março, em Brasília. «O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa não prevê a elaboração de vocabulário ortográfico comum, mas apenas de um vocabulário comum das terminologias científicas e técnicas, cuja existência, nos termos do Acordo, não está posta como condição prévia à sua aplicação.» D´Silvas Filho · 8 de abril de 2010 · 5K
Antologia // Portugal A Língua Portuguesa […] Recordo, com profundo respeito, a evolução, a ascensão gloriosa desta língua em que palpita e resplandece a própria alma da Latinidade. Com que ternura a vejo surgir da fala galega – primeira fonte, simples veio de água cristalina –, brincar nos versos arcaicos de D. Dinis, tão primitiva como a falariam, se a sua pedra pudesse animar-se, os reis e os apóstolos do pórtico da Glória, de Santiago! Com que desvanecimento a sinto, já corrente murmurante, tomar vulto na prosa inda bárbara de Fe... Júlio Dantas · 6 de abril de 2010 · 3K
O nosso idioma // Acordo Ortográfico O Semba da Nova Ortografia Ler em voz alta é declinar a vida inteira das Palavras escritas Agora mais bonitas do que antes Pois foram libertadas consoantes Aquelas que estavam escritas mas não se liam coitadas Ficavam mudas e não se ouviam porque tristes e amuadas. Abaixo o protecionismo que agora perdeu um cê E também a reação O Manuel Rui · 5 de abril de 2010 · 6K
Pelourinho Conviver dif. de socializar Começa a ser habitual ouvirmos o verbo socializar, em vez do termo de uso corrente conviver. No cinema ou na televisão portuguesa, já nos habituámos a ver, nas legendas, o verbo socializar, como tradução directa do inglês to socialize. Quanto aos jovens, deixaram de conviver. Agora socializam… Enfim, a moda pegou… Maria João Matos · 31 de março de 2010 · 5K
O nosso idioma A língua que nos constrói Não há como a brutal aspereza do alemão quando o que se pretende é intimidar alguém. Experimente, por exemplo, gritar "Macht es Ihnen etwas aus, wenn ich rauche?", enquanto arranha o ar com os punhos, e vai ver que o efeito é aterrador. A frase em causa, no entanto, significa simplesmente «Importa-se que eu fume?». José Eduardo Agualusa · 24 de março de 2010 · 6K
Antologia // Brasil António de Moraes Silva1 A Aurélio Buarque de Holanda Fui conhecer Muribeca, a vila onde não morou, mas foi termo dos engenhos e livros que lá datou. Nada sobra dos engenhos que teve esse quarto avô e é até difícil saber, dos que tinha, ele habitou. Do Moraes do Dicionário, da cana que cultivou, de A... João Cabral de Melo Neto · 23 de março de 2010 · 6K
O nosso idioma // Literatura Lusíada Desterro desconcerto desatino vai-se a vida em palavras transmudada vai-se a vida e cantar é um destino página a página de pena e espada. Conjura desengano má fortuna oxalá só vocábulos não a escrita não se cinde a vida é una cantar é sem perdão é sem perdão. Quebrar a regra nenhum verso é livre outra é a norma e a frase nunca dita lá onde de dizer-se é que se vive. Cortando vão as naus a curta vida transforma-se o que escreve em sua escrita Lusíada é a palavra prometida. Manuel Alegre · 22 de março de 2010 · 5K
Pelourinho // Estrangeirismos Rufias, xícaras e búlis e outras faltas de chá * Rui Zink, no seu blogue, ataca, rápida mas incisivamente, a adopção sobreentusiástica do anglicismo bullying e derivados. Rui Zink · 22 de março de 2010 · 4K
Pelourinho Pedantismo = ignorância Depois do «há anos (ou meses, ou dias) "atrás"», deve ser o modismo mais ao gosto das ditas elites portuguesas. Não há político, comentador, jornalista, gestor e afins, até professores e escritores (!), que não pronuncie a palavra latina media como se ela fosse inglesa. O pedantismo só revela ignorância. Foi no que incorreram o presidente da Ongoing, Nuno Vasconcellos, e a jornalista autora da peça emitida pela RTP N.1 José Mário Costa · 17 de março de 2010 · 4K