Lusofonias Para quê esta CPLP? Já por várias vezes me interroguei nesta crónica: para que serve a CPLP? Como é óbvio, não tenho a menor má vontade. Contra uma instituição? É portanto uma interrogação feita de boa-fé. Para que serve? No Brasil, ninguém sabe o que seja. Uma aluna que esteve presente no congresso da AULP em Macau (projecto generoso e bem intencionado) afirmava que em vários anos de curso nunca ninguém lhe falara na CPLP. Mas basta conversar com qualquer brasileiro ligado à promoção da cultura portuguesa para com... Eduardo Prado Coelho · 20 de junho de 2006 · 4K
Pelourinho Melhor aprendiza de dança... Sílvia Alberto, apresentadora do concurso “Dança Comigo”, da RTP-1 1, referindo-se ao professor de dança e a ela própria: «... o mestre e a sua aprendiz...» Sendo certo que a Sílvia não deve ter dúvidas quanto ao seu género, conclui-se que é melhor ... João Alferes Gonçalves (1944 — 2023), Maria Regina Rocha · 19 de junho de 2006 · 4K
Pelourinho O Opus Dei, a Obra de Deus A propósito da estreia mundial do filme O Código da Vinci, voltou a ouvir-se a troca do género do nome Opus Dei. É o Opus Dei, e não “a” Opus Dei. Preferindo-se em português, então, sim, é a Obra de Deus. José Mário Costa, Maria Regina Rocha · 18 de junho de 2006 · 1K
Pelourinho Sobre o infinitivo (mal) flexionado Outro erro recorrente é o infinitivo (mal) flexionado. Veja-se este exemplo, do mesmo jornal: «Os dois demoraram mais de seis horas a arranjarem-se.» Deveria ter sido escrito «os dois demoraram (…) a arranjar-se. O infinitivo «arranjar-se» está ligado à forma verbal «demoraram» pela preposição «a». Nestes casos, o infinitivo não flexiona: «Eles demoraram a descer», «elas andam a ler»,... José Mário Costa, Maria Regina Rocha · 16 de junho de 2006 · 4K
Pelourinho «Porque é que», e não “por que é que” «Por que é que não se realça a beleza das senhoras de uma forma verdadeira (…)?», lia-se no jornal “24 Horas” de 15 de Junho p. p. Na construção «porque é que», a palavra porque é sempre um advérbio de interrogação, constituído, portanto, por uma única palavra: «Porque é que não se realça a beleza das senhoras (…)?» José Mário Costa, Maria Regina Rocha · 16 de junho de 2006 · 25K
Pelourinho Trindade e Tobago, Hanôver + a grafia dos ordinais Ainda à volta do Mundial de Futebol na Alemanha, louve-se o sítio Sportugal2 e o portal da FIFA, que, ao contrário da maioria dos órgãos de informação portugueses, não escrevem “Trinidad e Tobago”, mas ... José Mário Costa, Maria Regina Rocha · 16 de junho de 2006 · 3K
Pelourinho Fazer perguntas e não “colocar questões” «Estão respondidas as questões colocadas pela RTP. Recorde-se que cada órgão de comunicação social hoje, excepcionalmente, pode apenas fazer uma questão», dizia o repórter Hélder Conduto, falando sobre uma conferência de imprensa dada por jogadores da selecção nacional portuguesa, presente no ... José Mário Costa, Maria Regina Rocha · 16 de junho de 2006 · 8K
Pelourinho A dificuldade no emprego do infinitivo pessoal ou flexionado Há alguma dificuldade no emprego do infinitivo, nomeadamente do infinitivo pessoal ou flexionado. «Um treino durante a manhã e, agora, tempo de descanso, com Scolari a dar mais algum tempo aos jogadores para recuperar do encontro frente a Angola»1. O correcto teria sido: «Um treino durante a manhã e, agora, tempo de descanso, com Scolari a dar ... Maria Regina Rocha · 14 de junho de 2006 · 6K
Pelourinho Eu intervim, tu intervieste, ele interveio, (...) eles intervieram «Os jogadores do Togo interviram maciçamente (…).»1 Não é “interviram”, mas intervieram. «Os jogadores intervieram.» O verbo intervir é formado do verbo vir e conjuga-se como este. No pretérito perfeito do indicativo: vim, vieste, veio, viemos, viestes, vieram; intervim, intervieste, interveio, interviemos, interviestes, intervieram. 1 in jornal 24 Horas de 13 de Junho p. p. (texto saído no jornal português 24 Horas do dia 14 de Junho de 2006, na coluna Ai, Esta Língua... Traiçoeira) Maria Regina Rocha · 14 de junho de 2006 · 24K
Pelourinho «Concordar que» + «Sou dos que acreditam» «A sociedade portuguesa toda concorda de que o futuro se ganha através da educação», ouviu-se a António Vitorino, no seu comentário das segundas-feiras1, na RTP-1, a propósito da avaliação dos professores, acrescentando de seguida: «Eu ainda sou dos ingénuos que acredita que é possível melhorar a... Maria Regina Rocha · 14 de junho de 2006 · 5K