Antologia // Portugal Portugueses, Castelhanos, Hispanos O português amador da gaia ciência, que, nado e criado neste mais velho rincão do país, "riberas del Duero arriba", fosse no século XIII à corte de Castela, onde tantos acudiam a terçar cantigas de amigo, de escárnio, e serranilhas, com os trovadores da aula régia de Afonso o Sábio, sem embaraço na sua língua falaria e versejaria. À roda do monarca, organizador da actividade intelectual de Espanha, como D. Dinis, seu émulo em poesias e letras, o foi em Portugal, modula-se o idio... Ricardo Jorge · 19 de dezembro de 1997 · 5K
Diversidades Os Descobrimentos e eu ... (8) A Goa em que eu nasci tinha uma população com uns 300 mil católicos distribuídos por umas 109 paróquias, além de umas quatrocentas capelas, incluindo uma centena com capelães residentes, e um sem número de oratórios onde se celebravam funções religiosas. Enquanto algumas freguesias tinham somente algumas centenas de católicos, havia outras com uma população entre 6 e 12 mil paroquianos. Para cuidar de tanta messe havia uns 700 padres no território! Teotónio R. Souza (1947-2019) · 18 de dezembro de 1997 · 3K
Diversidades Os Descobrimentos e eu ... (8) A Goa em que eu nasci tinha uma população com uns 300 mil católicos distribuídos por umas 109 paróquias, além de umas quatrocentas capelas, incluindo uma centena com capelães residentes, e um sem número de oratórios onde se celebravam funções religiosas. Enquanto algumas freguesias tinham somente algumas centenas de católicos, havia outras com uma população entre 6 e 12 mil paroquianos. Para cuidar de tanta messe havia uns 700 padres no território! Para sustentar o zelo das almas e os padres... Teotónio R. Souza (1947-2019) · 18 de dezembro de 1997 · 5K
Pelourinho Dezenas de «milhar», sr. Presidente?! Os portugueses foram a votos no domingo, 14, para as eleições autárquicas -- municipais, como se diz no Brasil. E, como é da tradição, com uma declaração do Presidente da República, lida na véspera na TV e na rádio. Brilhante, por sinal, no recorte literário, simplicidade e clareza. Ou melhor: quase brilhante. Quase -- só por causa daquele tropeção gramatical de Jorge Sampaio quando, no elogio à participação dos seus concidadãos mais empenhados neste acto eleitoral que pôs... José Mário Costa · 16 de dezembro de 1997 · 1K
Antologia // Portugal Propriedade da Linguagem As palavras estrangeiras, entendendo por estrangeiras as que, não sendo portuguesas, não são contudo gregas nem latinas (ou árabes?), são de três espécies: a)As que são absolutamente estrangeiras e ou não susceptíveis de nacionalização (como whisky, kirsh, que são paralelas, na matéria, a apelidos estrangeiros e aos nomes de terras estrangeiras que não tiveram nome latino ou grego como o são às citações em língua estrangeira, que haja necessidade de fazer), ou podendo t... Fernando Pessoa · 12 de dezembro de 1997 · 8K
Pelourinho Seguros, mas pouco Seguros, seguros não estamos, porque a publicidade da fusão AXA/Aliança UAP ataca pela base a Língua Portuguesa. Ao anunciar as mudanças com o "casamento" das referidas companhias, ela, tão bonita e sorridente, promete (via TV) que " 'vão haver' novidades". Que sejam boas para os segurados – mas, a avaliar pela amostra, vai haver muitos sustos. É que o seguro morreu de velho. Pelo menos, no que... Maria de Carvalho Torres · 11 de dezembro de 1997 · 4K
Controvérsias Vez Em expressão de multiplicação o gênero é obedecido. Da mesma forma com que se expressa "uma vez um" deve-se dizer "duas vezes dois", "catorze é duas vezes sete", "vinte é duas vezes dez". O resultado da multiplicação "duas vezes dois" traz o verbo no plural: "duas vezes dois são quatro", "duas vezes dois fazem quatro", procedimento que se observa também na soma: dois e dois são quatro, dois e dois fazem quatro. 5 de dezembro de 1997 · 4K
Controvérsias 1,2 vezes X ou Y Quando afirmei (Cf. Respostas Anteriores) que se deve dizer "1,2 vezes X ou Y", não fiz uma afirmação categórica, porque terminei a resposta dizendo que "os matemáticos sabem isto melhor do que eu. Eles é que conhecem bem a linguagem da matemática". Portanto, logo que possa, conversarei com eles, depois comunicarei a conclusão a que se chegar. Vejamos, porém, esta observação a favor de "1,2 vezes X ou Y": José Neves Henriques (1916-2008) · 5 de dezembro de 1997 · 4K
Controvérsias 1,2 vez X ou Y Discordo da resposta dada pelo dr. Neves Henriques em que afirma que a forma correcta é 1,2 vezes (Cf. Respostas Anteriores). A questão colocada deve ser respondida com outra pergunta: até onde vai a unidade? Isso porque, enquanto estivermos a tratar com números que são iguais ou inferiores a uma unidade, não deve haver dúvidas sobre a utilização do singular. O problema começa com os números entre 1 e 2. Amílcar Caffé · 5 de dezembro de 1997 · 3K
Controvérsias Nem Milan nem Mílan Fico admirado como o senhor Carlos Ilharco refuta de modo peremptório as minhas hipóteses ao afirmar no início do seu texto "Nem uma coisa nem outra". Fiquei entretanto a saber pelo senhor Mauro Cavaliere que A.C.Milan foi fundado por um conjunto de pessoas inglesas com o nome de " Milan Cricket anf Footbal Club (1899). Só que não se me afigura que A.C.Milan seja uma forma abreviada ou iniciais desse tal "Milan Cricket and Footbal Club". João Cabrita · 5 de dezembro de 1997 · 4K