O nosso idioma // estrangeirismos Clównico e clownesco: falta de regras hoje… e ontem… Há um pouco a ideia de que o acréscimo de neologismos, quer na língua corrente, quer nas linguagens especializadas, resulta do maior contacto entre as línguas potenciado pela globalização, adquirindo predominância neste processo o inglês, enquanto língua franca de comunicação. E, na ausência de uma entidade de supervisão, que discipline e controle a entrada desses empréstimos, ela é feita de forma anárquica e desregulada. Paulo J. S. Barata · 15 de dezembro de 2010 · 4K
O nosso idioma // Unidade e diversidade da língua Palavras proibidas «Nunca me tinha apercebido de que a forma de falar de Coimbra era, em Lisboa, quase um sotaque», declara o professor universitário português Luís Campos e Cunha num texto à volta de como origens, percursos de vida e níveis etários deixam marcas lexicais e fonéticas no discurso dos falantes, criando muitas vezes barreiras sociais. Luís Campos e Cunha · 16 de novembro de 2010 · 11K
O nosso idioma Nada de novo Segundo a chamada hipótese Sapir-Whorf, a língua condiciona a maneira como vemos o mundo. Miguel Esteves Cardoso inverte um pouco as bases desta hipótese, para interpretar a ambivalência da palavra conforme como faceta da arte paradoxal de ser português. Conforme significa «idêntico, com a mesma forma». Quando a cópia de um documento é igual a ele, diz-se que «está conforme». Miguel Esteves Cardoso · 9 de novembro de 2010 · 2K
O nosso idioma // Estrangeirismos Franchisar, franchisado e franchisador: um cadinho linguístico! Impuseram-se definitivamente no nosso uso quotidiano da língua, por via dos negócios, os termos: franchising, franchise, franchisar, franchisado e franchisador. Paulo J. S. Barata · 4 de novembro de 2010 · 12K
O nosso idioma // literatura Lusofonia rapariga: s.f., fem. de rapaz: mulher nova; moça; menina; (Brasil), meretriz. Nuno Júdice · 2 de novembro de 2010 · 7K
O nosso idioma // Neologismos Amigar e desamigar E os seus novo sentidos O advento das redes sociais trouxe para a ribalta os verbos amigar e desamigar, no seu sentido mais primitivo de «tornar amigo» e «deixar de ser amigo», para representar a relação de amizade entre dois indivíduos. Ambos já existiam, devidamente dicionarizados, porém aplicados com sentidos distintos destes que agora plenamente (re)ganharam. Paulo J. S. Barata · 21 de outubro de 2010 · 6K
O nosso idioma // Neologismos Sobre o (novo) verbo apicantar Apicanta, terceira pessoa do presente do indicativo do verbo apicantar: esta surpreendi-a recentemente num anúncio de página inteira da edição de 23 de Setembro do Metro que reclama para si o título de maior jornal diário gratuito do mundo, comprovado pelo Guinness World Records. O anúncio rezava assim: «Tudo o que sempre quis saber sobre o sexo… mas tem vergonha de perguntar. Com entrevistas exclusivas feitas pela equipa editorial Global Metro, o Metro apicanta o próximo dia 27 de Setembro.» Paulo J. S. Barata · 7 de outubro de 2010 · 5K
O nosso idioma Antigamente I Girando à roda dos modismos da linguagem e relacionando-o com o universo de uma determinada época, a crónica «Antigamente I», extraída da obra Quadrante, do poeta e cronista brasileiro Carlos Drummond de Andrade, reflecte sobre o tempo de uma vasta bateria de palavras e das expressões idiomáticas/frases feitas que foram relegadas ao esquecimento e que se foram perdendo. Carlos Drummond de Andrade (1902 — 1987) · 6 de outubro de 2010 · 9K
O nosso idioma // Português do Brasil vs Português europeu «Transladar mortos» ou «transladar vivos»: diferenças de uso! Convivi recentemente durante 10 dias seguidos às vezes 10, 12 ou mais horas por dia com um grupo de 30 pessoas: 6 portugueses e 24 brasileiros. Tive assim oportunidade de perceber de perto as diferenças de uso do léxico entre falantes e escreventes do português dos dois lados do Atlântico. Sem que as mesmas, porém, tenham, em algum momento, impedido a nossa comunicação. Paulo J. S. Barata · 28 de setembro de 2010 · 6K
O nosso idioma A ortografia Um extracto do Dicionário de Paixões do escritor português João de Melo, sobre a «instituição secreta» do erro ortográfico. Não conhecem o erro ortográfico? O maior deles é irreversível. Consiste em não o (re)conhecermos. E esse irreconhecimento fez dele uma instituição secreta. João de Melo · 21 de setembro de 2010 · 4K