O nosso idioma À volta dos termos galego, portuga e brasuca Sobre o termo portuga, convém fazer um comentário que, certamente, não se encontra nos dicionários, mas pode ser verificado em meios digitais de publicação como blogues e também em jornais escritos ou falados. O termo já foi muito usado no Brasil de forma pejorativa, mas galego é bem mais agressivo e antigo. Galego era a forma de se referirem aos imigrantes portugueses para ofendê-los, enquanto portuga era uma redução de português que, hoje, é usada no mesmo tom que brasuca em Portugal, creio eu. Ida Rebelo · 21 de setembro de 2007 · 5K
O nosso idioma O antiquíssimo topónimo de Fajões deve escrever-se Paços Documentos medievais não deixam dúvidas Vem já do passado a forma errada, ‘Passos’, com que as pessoas menos informadas identificam o lugar mais a sul da freguesia de Fajões, a confinar com Azagães. Escrever ‘Passos’ é um erro, à luz da história local e da linguística, que as autoridades, os organismos estatais, as escolas e as colectividades devem extirpar e aconselhar a população a escrever ‘Paços’. Ler notícia integral. 16 de setembro de 2007 · 3K
O nosso idioma Sobre a natureza fonológica da ortografia portuguesa Resumo O presente texto tem como objectivo argumentar sobre a natureza fonológica da ortografia portuguesa e, com base nesta afirmação, discutir a simplificação desta ortografia, simplificação que tem sido a finalidade de várias reformas e de algumas tentativas de acordo entre Portugal e o Brasil. A discussão das questões fonológicas é precedida a) de uma referência aos problemas suscitados pela proposta de acordo datada de 1986, e b) de um re... Maria Helena Mira Mateus · 30 de agosto de 2007 · 6K
O nosso idioma Palavras de plástico ou palavras-chiclete Um lingüista alemão, Pörksen, denomina «palavras de plástico» as que entram na moda com sentidos imprecisos, servindo para tudo. São expressões novas da linguagem mediática, que resultam de mudança de significado criadas por especialistas de diversas áreas e caem no gosto do falante comum, sem entender bem o significado, pelo teor de modernidade. Outro alemão, Werner Ludger Heiderman (UFSC), denominou-as «palavras-chiclete», porque depois de muito usadas são jogadas fora. Nelly Carvalho · 18 de agosto de 2007 · 8K
O nosso idioma O novo Aulete Digital Muito comentado, surge finalmente o “grande” Caldas Aulete (prometido pela Nova Fronteira, desde 2005), agora da Lexikon Editora Digital. Para quem não acompanha o interessante mercado lexicográfico, a língua portuguesa teve (só no Brasil) o Aurélio, em 1975, o Michaelis modernizado, em 1988, o Houaiss, em 2... Paulo Araújo · 29 de julho de 2007 · 5K
O nosso idioma O esquerdismo infantil dos nossos gramáticos Artigo, do autor – professo brasileiro de Português – sobre o «péssimo escrever popular», quantas vezes das ditas "elites" tão pouco cuidadosas no que escrevem e no que falam no espaço público. Hamilton Carvalho · 27 de julho de 2007 · 5K
O nosso idioma Associações * Mais ou menos perdido no meio da ampla cobertura do caso Renan Calheiros estava o mote para esta coluna. Reportagem do jornal Folha de S. Paulo de 20/06/2007, p. A5, incluía a seguinte passagem: «Os cheques, apresentados por Renan, são referentes à compra de 2.086 arroubas (sic) de boi, o que equivale a mais de 30 mil quilos de carne». O leitor terá percebido que arrobas foi grafada arroubas, não sei se pela redação de Maceió ou se pela revisão. Sirio Possenti · 28 de junho de 2007 · 5K
O nosso idioma Abaixo as aspas! Na linguagem científica não há nada pior do que a ambiguidade. Em jornalismo também. As ideias devem ser transmitidas de forma directa, simples e o menos ambígua possível. Essa é, aliás, uma regra quase geral: convém falar claro! Nos textos que nos rodeiam, contudo, desde algumas peças de mau jornalismo a inúmeros exemplos de literatice opinativa, abundam os subentendidos. (...) Nuno Crato · 24 de junho de 2007 · 5K
O nosso idioma // O português em Moçambique Língua portuguesa cartão de identidade dos moçambicanos Há uns dias, em Maputo, deparei com dois jovens sentados no muro da minha empresa e a um deles perguntei o que ele fazia ali. A resposta veio célere: — Não estou a fazer nada. Fiz a mesma pergunta ao outro jovem que me respondeu com a mesma prontidão: — Eu? Eu estou aqui a ajudar o meu amigo. Mia Couto · 22 de junho de 2007 · 7K