Textos publicados pelo autor
A grafia de Troino (bairro de Setúbal)
Pergunta: Existe em Setúbal um antigo bairro com a denominação de "Tróino". Dado que tenho visto o termo grafado umas vezes como "Tróino" e outras como "Troino" agradeço informação sobre a grafia correcta.
Obrigado.Resposta: Escreve-se Troino, pelo menos, de acordo com a norma vigente.
Antes de 2015, é possível que se escrevesse "Tróino", para indicar a abertura do ditongo, tal como se verifica na pronúncia, mas, mesmo nessa época, a grafia com acento não era consensual. Com efeito,...
A pronúncia de dorminhocos
Pergunta: Como se diz o plural de dorminhoco? Abre-se o o, ou não?
ObrigadaResposta: No plural, recomenda-se a pronúncia com o fechado, tendo em conta o exemplo de barroco/barrocos: dorminh[ô]cos.1
No entanto, há oscilações na pronúncia da terminação -oco e das variações no plural e no feminino – passaroco, com "ô", mas pipoca,...
O plural de religião
Pergunta: Considerando que o termo religião (religio) traduz um conceito, parece-me gramaticalmente erróneo utiliza-lo no plural ("religiões").
Não será assim ?Resposta: Do ponto de vista estritamente linguístico, considera-se:
– por um lado, a religião como fenómeno do comportamento humano, e, neste caso, emprega-se o nome comum religião no singular;
– por outro. como sistema organizado de crenças, muitas vezes associado a um aparelho institucional...
Os nomes cronológicos, entre os nomes próprios e os nomes comuns
Pergunta: Na sequência da implementação do Acordo Ortográfico, gostaria de saber como devem ser classificados os nomes referentes aos meses e estações do ano em contexto escolar. Uma vez que se escrevem com minúscula, nomes comuns?
Já li explicações que referem que devem continuar a considerar-se nomes próprios. Neste caso, como o explicar a miúdos do 1.°, 2.° e, até, 3.° ciclos?
Pessoalmente, passei a evitar a classificação destes nomes, mas recentemente tive de ajudar o meu filho a resolver um exercício e deparei-me com...
Sobre o aportuguesamento "hacktivismo"
Pergunta: Em recente entrevista ao diretor da Polícia Judiciária, tropecei com esta palavra da área do cibercrime (formada do anglicismo hacker, pirata informático», em português): "hacktivismo».
Transcrevo a frase: «Ainda recentemente detivemos um jovem, da área do hacktivismo, que atacou inúmeras estruturas do Estado e multinacionais. Temos feito um conjunto de trabalhos em que estão em causa valores importantes da própria democracia, do Estado, que se fazem e não se publicitam, face aos...
