DÚVIDAS

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Textos publicados pelo autor

Consultório

Independentemente: advérbio com complemento

Pergunta: Na frase «independentemente de quem o escreveu, aprecio este livro», a expressão «de quem o escreveu» é complemento de advérbio? Obrigado.Resposta: A sequência «de quem o escreveu» é efetivamente um complemento do advérbio. Os advérbios também podem ter complementos, o que traz o problema de, nessa eventualidade, poderem não ser claramente distinguíveis das preposições. Este aspeto é referido pela Gramática do Português da Fundação Calouste Gulbenkian (2013, pág. 1584): «[...] [E]xiste uma...

Consultório

Sobre a expressão «flagrante delitro»,
de Fernando Pessoa

Pergunta: Qual o significado da expressão «flagrante delitro»? Obrigado.Resposta: Trata-se da dedicatória escrita por Fernando Pessoa (1888-1935) no verso de uma fotografia que ele ofereceu à namorada, Ofélia Queirós (1900-1991) – cf. "'Em Flagrante de Litro', ou uma Segunda História de Amor", no blogue O meu Pessoa, de Ricardo Belo de Morais. Na imagem, aparece o próprio poeta a beber álcool, no ambiente popular do depósito da casa Abel Pereira da Fonseca, situação não propriamente...

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O contraste semântico entre histórico e historial

Pergunta: Pergunto-vos qual é a diferença semântica entre histórico e historial? Obrigado desde já!Resposta: Quando ambas as palavras são classificadas como adjetivos, o contraste semântico entre elas é nulo, se atendermos à sua definição em dicionário. A existir diferença, ela está em histórico se usar adjetivalmente muito mais do historial. Basta referir, por exemplo, que, no Corpus do Português não se regista nenhuma ocorrência...

O nosso idioma

A propósito de dicção, norma-padrão e regionalismos

Acerca de boa dicção e da pronúncia que esta pressupõe, recebeu o Ciberdúvidas um comentário de um consulente (ver resposta de José Mário Costa, no Correio de 20/11/2015), o qual considera que, por respeito ao público e credibilidade, o português usado na televisão e na rádio deve ser neutro e sem regionalismos; e acrescenta: «Este português neutro é artificial, ou seja, não pertence a nenhuma região, nem sequer à própria Lisboa nem a Coimbra.» (...)...
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