DÚVIDAS

Controlar com objeto direto preposicionado
Mesmo sendo transitivo direto, deparamo-nos com ocorrências algo controversas onde a norma culta -- termo talvez ainda mais controverso -- parece estar de troça relativamente à transitividade do verbo controlar. Nos exemplos abaixo, o que oficialmente poderia justificar (se justificáveis) as construções? [E, sim, há mais nos exemplos a ser abordado. Estejam livres para, por favor, instruir este consulente.] A mim ninguém controla. A mim, ninguém controla. A mim ninguém me controla. A mim, ninguém me controla. Forte abraço à equipe Ciberdúvidas.
A expressão «minha autobiografia»
Quero saber se «minha autobiografia» é pleonasmo vicioso, redundância viciosa. Muita gente diz que o prefixo auto- já é bastante sugestivo, mas, se a pessoa falar em autobiografia, pode ser a de outra pessoa; e, se falar «minha biografia», pode não ser a autobiografia, pois sim a biografia sobre si escrita por outra pessoa! Ou será que me equivoquei a respeito? Muitíssimo obrigado e um grande abraço!
Estilo: a repetição de que
Gostaria de saber como tornar a expressão popular «que o que» mais usual ou formal. Geralmente, no meu ponto de vista, é uma marca de oralidade, como em: «Eu achava que o que ele fazia era errado» ou «Como eu queria que o que eu desejei acontecesse». Durante conversas eu não me sinto incomodado, mas quando preciso escrever isso em uma carta ou documento, acho estranho e informal. Caso existam equivalentes na língua portuguesa ou uma maneira de tornar a frase esteticamente melhor, eu ficaria muito feliz em saber. Grato.
«Foi-se embora» vs. «foi embora» em Portugal
Queria pedir, por favor, uma resposta mais detalhada sobre a preferência por «ir-se embora» em detrimento de «ir embora». Há contextos em que o se me parece necessário, outros em que me soa desnecessário, mas não tenho uma justificação científica para tal. Por exemplo: na frase «Depois ele foi embora», parece-me faltar o se. Falta? Porquê? Muito obrigado.
Colocação pronominal com «antes de» e «depois de»
Gostaria de saber se as expressões «antes de» e «depois de» são proclitores vinculativos ou opcionais. Prende-se esta questão com o facto de ter alguns documentos de trabalho (do tempo da faculdade) que apontam para que haja opção, conforme o estilo. As frases que tenho nesse documento são: «Antes de casarem-se, visitaram Vigo. Depois de casarem-se, foram a Roma.» A par de: «Antes de se casarem, visitaram Vigo. Depois de se casarem, foram a Roma.» O texto resultava de uma investigação da professora de Sintaxe e Semântica do Português, mas, de facto, cada vez mais surgem alunos a usar a ênclise nestas situações. Será gramatical a ênclise depois dessas locuções temporais? Agradeço esse esclarecimento.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa