DÚVIDAS

Pedofilia ou pedomania?
Embora "remando contra a maré", dado que os termos "pedofilia" e "pedófilo" já se têm generalizado (como muitas vezes acontece, por acção dos meios de massas), não será de recomendar vivamente a sua substituição, respectivamente, por "pedomania" e "pedómano", sempre que nos queiramos referir à "atracção sexual mórbida do adulto pelas crianças"? A etimologia grega e latina associa ao termo "mania" a ideia de loucura ou obsessão nociva; nesta linha temos "toxicómano", "megalómano", "pirómano" (embora "melómano" seja em geral positivo). Enfim, parece-me que a ideia de pedofilia é demasiado bela para ser associada a certos comportamentos da besta humana... Que me dizem?
Campeonato Nacional da Língua Portuguesa
De acordo com a primeira prova do Campeonato Nacional da Língua Portuguesa, a versão correcta do segundo texto é a seguinte: «Numa democracia, é essencial manter um ambiente de liberdade de informação a fim de exercer o nosso direito de cidadania. Por conseguinte, em todas e quaisquer circunstâncias, a pluralidade é um valor a preservar. Decerto que podem surgir problemas ou que pode haver conflitos, mas é preferível arrostar com as consequências desse clima, do que corrermos o risco de uma unanimidade pusilânime e que nos traria uma inércia colectiva. Por isso, embora alguns comentadores sejam às vezes tendenciosos, eles representam diversas correntes de opinião e devem exprimir-se com espontaneidade nos órgãos de comunicação.» As minhas dúvidas são relativas aos seguintes aspectos do texto anterior: 1) A expressão «... a fim de exercer o nosso direito...» está correcta? Não deveria ser «...a fim de exercermos o nosso direito...»? 2) É correcto escrever-se «Decerto que podem surgir...»? Não deveria antes ser «Decerto podem surgir..» ou «É certo que podem surgir...»? 3) Em vez de «... que podem... ou ... que pode...», não seria mais correcto utilizar «que podem... ou pode....»? 4) Em vez de «é preferível..., do que corrermos...», não seria mais correcto utilizar-se «é preferível..., a corrermos...»? 5) Finalmente, na expressão «... o risco de uma unanimidade pusilânime e que nos traria uma ...», a aplicação da conjunção é correcta? Não deveria ser antes «... o risco de uma unanimidade pusilânime, o que nos traria uma...» ou «... o risco de uma unanimidade pusilânime, que (a qual) nos traria uma...»? De forma a esclarecer os pontos acima referidos, apresento-as no seguinte texto: «Numa democracia, é essencial manter um ambiente de liberdade de informação a fim de exercermos o nosso direito de cidadania. Por conseguinte, em todas e quaisquer circunstâncias, a pluralidade é um valor a preservar. Decerto podem surgir problemas ou pode haver conflitos, mas é preferível arrostar com as consequências desse clima, a corrermos o risco de uma unanimidade pusilânime, o que nos traria uma inércia colectiva. Por isso, embora alguns comentadores sejam às vezes tendenciosos, eles representam diversas correntes de opinião e devem exprimir-se com espontaneidade nos órgãos de comunicação.» Obrigado.
Hifenização dos compostos que designam castas de vinho
Considerando a Base XV do NAO que estabelece o emprego de hífen nas palavras compostas que designam espécies botânicas e zoológicas (sendo um dos exemplos dados do texto do Acordo feijão-verde, que não é propriamente ume espécie) e que o sentido de casta nas uvas é «grupo de indivíduos (…) que, por alguns caracteres, se distinguem de outros da mesma espécie e podem constituir uma raça ou variedade» – Infopédia): a) Devemos hifenizar as respetivas designações? Tinta-roriz, touriga-nacional, touriga-franca, malvasia-fina, etc.? b) Se sim, no caso de Cabernet Sauvignon, hifeniza-se ou, tratando-se de uma importação, põe-se entre aspas sem hífen? Votos de sucesso para campanha de recolha de fundos para manter o nosso Ciberdúvidas em ação.
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