Uso de proibitivo
A minha questão é a seguinte: podemos dizer «o jogador A mandou a bola para uma zona proibitiva», referindo-se uma zona perigosa ou proibida?
Obrigado.
A "rebeldia" da nossa língua comum
Os portugueses vêem os brasileiros como os “rebeldes” da Língua Portuguesa? Não é essa perspectiva injusta, quando qualquer brasileiro tem dificuldade em aceitar o à-vontade linguístico com que os naturais de Lisboa dizem gostar “imenso” de tudo? São estas sucintamente as questões levantadas por um consulente brasileiro a viver em Lisboa. A resposta é simples: nenhum país de Língua Portuguesa detém a norma, porque há variantes a respeitar. Por outro lado, importa que, linguisticamente, saibamos mais acerca uns dos outros, porque uma língua de dimensão mundial não dispensa o sentido de comunidade. Indicativo dessa necessidade é o extraordinário conjunto de gramáticos que, de um lado e do outro do Atlântico, investigam a história e actualidade da Língua Portuguesa. A respeito de um verbo que se tornou tabu linguístico, vemos que existem divergências entre gramáticos e lexicógrafos, mas não há uma oposição entre portugueses e brasileiros. O que é bom sinal: significa que a investigação se faz objectiva e serenamente, contribuindo assim para um conhecimento mais responsável da língua. Durante a semana, outras perguntas se fizeram também. Algumas são características de quem quer compreender a língua no seu uso quotidiano. Outras relevam da preocupação com a aprendizagem e são feitas por professores de língua materna, focando a Terminologia Linguística para o Ensino Básico e Secundário (TLEBS), recentemente adoptada em Portugal. Entretanto, o papel da linguagem literária no Ensino Básico e Secundário em Portugal suscita a discussão de opções pedagógicas. A petição de Maria do Carmo Vieira, “Pela dignificação do ensino”, é disso prova. Finalmente, na Antologia surge um novo texto. Da autoria de Luís Carlos Patraquim, que o escreveu especialmente para o Ciberdúvidas, é uma evocação da infância e da magia da palavra, mas dá também testemunho da diversidade da nossa língua comum em terras de Moçambique. Boa leitura.
Redobro do pronome: «proteja-se a si e aos outros»
Ao ler a frase "Proteja-se a si e aos outros" fiquei com uma dúvida. Qual a razão para usar "a si" e "aos outros"?
Na frase "Proteja-se a si e aos outros" usamos "a si" porque o pronome pessoal reflexo "si" vem acompanhado da preposição "a". Logo, dizemos "Proteja-se a si" tal como dizemos "Convido-o a si". Mas qual é a lógica da segunda parte, "proteja aos outros"? Qual é o papel da preposição "a" contraída com "os outros" neste exemplo, sabendo que "proteger" não é regido pela preposição "a"?
Compreendo que digamos "Vi-o a si ontem", para reforçar o interlocutor, mas não percebo o sentido na frase que agora aparece em muitos cartazes. É que julgo que a frase "Proteja aos outros" não faz sentido.
Parece-me mais correto dizer: "Proteja-se e proteja os outros" ou talvez "Proteja-se a si e proteja os outros". Julgo que é a mesma em "Encontrei-te a ti e aos outros", pelo que deduzo que "a mim/ti/si e aos outros" seja uma fórmula que não depende do verbo que a antecede.
Obrigado pelo esclarecimento!
«Roupa enrodilhada/encorrilhada»
É mais correcto dizer «roupa "enrodilhada"», ou «roupa "encorrilhada"», se é que ambas significam «roupa com rugas»?
Muitos parabéns pelo projecto.
Obrigada.
"O Corvo" de Edgar Allan Poe
Sou estudante universitária e vou fazer um trabalho sobre versificação e gostaria de saber onde posso encontrar especificamente a versificação de "O Corvo" de Edgar Allan Poe.
«Tourette Syndrome»
Gostaria de saber a tradução para a língua portuguesa deste nome.
É uma doença nova e no dicionário que tenho não consigo encontrar.
Gostaria de saber se ha alguma Fundação portuguesa que tenha informação sobre a mesma.
Desde já o meu obrigado.
«Fiz uma peregrinação a Santiago de Compostela»
Na frase «fiz uma peregrinação a Santiago de Compostela», qual será a função sintática de «a Santiago de Compostela»? Pensei, inicialmente, que seria complemento oblíquo, até fazendo uma analogia com o que sucede na frase «peregrinei a Santiago de Compostela» ou «fui a Santiago de Compostela».
No entanto, tendo em consideração a presença da expressão nominal «uma viagem», que desempenha a função sintática de complemento direto, não poderíamos considerar a expressão «a Santiago de Compostela» como predicativo do complemento direto? Será gramatical a frase «Eu fi-la a Santiago de Compostela»?
Obrigada pela atenção.
Equilibragem
É admitida a utilização de equilibragem como alternativa a equilibração?
Montagem e equilibragem de pneus.
Monoxigenada
Uma molécula contendo um único átomo de oxigénio diz-se 'monoxigenada', 'mono-oxigenada' ou 'monooxigenada'? À semelhança do sucedido com a palavra microrganismo, em que ocorreu a elisão de um 'o', diria que a forma mais correcta é a primeira. Em todo o caso gostaria de conhecer a vossa opinião.
Os advérbios de tempo associados ao auxiliar vir
no pretérito perfeito composto do indicativo
no pretérito perfeito composto do indicativo
Que advérbios de tempo é que podem ser usados com a perífrase «ter vindo a» mais infinitivo? Os que indicam tempo passado ou presente?
Pode usar-se atualmente com a mesma locução, como em: «Atualmente tem vindo a dar-se esse fenómeno»? Pode essa perífrase denotar o mesmo que um verbo finito acompanhado da preposição a seguida dum infinitivo, sendo equivalente a «Atualmente está a dar-se esse fenómeno»?
Obrigado
