DÚVIDAS

Cão dálmata
Gostaria de uma clarificação sobre a ortografia e prenunciação (em Portugal) da palavra "dálmata/dalmata". Desde pequeno, sempre ouvi dizer "um cão dalmata" (dàl-má-ta). A minha filha tem um livro infantil onde a palavra está escrita como tal, sem acento agudo no "a", e até rima. Mas vejo no dicionário que se deve escrever com acento. Será que há uma forma "popular" e outra "erudita" desta palavra? Pedro J. Val-Flores G. Vieira O nome deste cão, cuja raça se supõe originária da Dalmácia (na Jugoslávia), é dálmata. Assim aparece registado no «Vocabulário da Língua Portuguesa» de Rebelo Gonçalves e nos dicionários consultados. Carlos Marinheiro 08/08/00 A Dalmácia localiza-se na Croácia Em relação à resposta de 8 de agosto de 2000 dada pelo senhor Carlos Marinheiro na qual afirma que a Dalmácia (pergunta sobre 'Cão Dálmata') localiza-se na Iugoslávia-Jugoslávia, gostaria de manifestar meu pesar com tamanha desinformação, pois a Dalmácia sempre foi parte da Croácia, e esta última é que foi sim parte do estado iugoslavo, que nunca foi um país mas apenas um Estado totalitário. Corrijam a informação para alegria dos milhares de descendentes de dálmatas que vivem em São Paulo - Brasil. HVALA LIJEPA – Muito obrigado.
Barra vs. hífen
para representar dois anos seguidos
O «Campeonato Nacional de 2019/20». Segundo as normas da língua, o correcto seria usar um hífen em vez da barra («2019-20»)? [Refiro-me], não à forma de escrever uma data, mas sim um acontecimento que começa num ano e termina no seguinte, como Campeonato Nacional de 2019/20. Em vez da barra deve usar-se um hífen (2019-2020)?   [N.E. – O consulente escreve conforme a norma anterior ao acordo ortográfico atualmente em vigor.]
Origem do se impessoal
Diz o Cíber em 01/10/2008 «... numa frase como: "Ele disse muitas asneiras, o que não convém que se saiba", "o que" desempenha na frase a função de objecto directo do verbo saber...» «... o constituinte objecto directo é composto pelo pronome que e pelo determinante o que o acompanha.» Nuno Carvalho :: 01/10/2008 Digo eu: — Trata-se do sujeito da oração completiva ou integrante que se saiba, uma vez que estamos perante uma passiva de se (partícula apassivante). Comentário: Reconheço que alguns analistas falam dum se indefinido — e talvez, nalgumas situações, se possa vislumbrar vaga hipótese da existência de tal categoria. Mas... não neste caso. Se fosse professor de Latim, aquele colega consultor teria de sancionar como errado o caso acusativo (complemento directo) e validar, exclusivamente, o nominativo, que é o caso do sujeito.
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