«Chove que chove…»
Como se classificam as seguintes orações: «Chove que chove, assim vai este Inverno, ou não fosse ele a estação das chuvas.»
Divisão silábica
Como se faz a divisão silábica de palavras (vocábulos de dupla consoante) como por exemplo: travessão carro
Concordância e infinitivo, mais uma vez
Vi em um “outdoor” a frase: «Parcerias: cresça e deixe os outros crescer.» Fiquei com a dúvida: o certo não seria «deixe os outros crescerem»?
O uso do topónimo Miratejo (Seixal, Setúbal)
Gostaria de saber se é mais correto dizer-se «do Miratejo» ou «de Miratejo». Diz-se «vivo no Miratejo» ou «vivo em Miratejo»?
Obrigado.
O verbo correspondente ao adjectivo feroz
Gostaria de saber qual o verbo correspondente ao adjectivo feroz.
«Selecção sérvia»
Gostaria de saber, se possível, porque se insiste em dizer «Equipa ou Selecção da Sérvia» e «Equipa ou Selecção Sérvia», ao invés de «Equipa ou Selecção Serva», pois pensando noutros exemplos de países, em todos eles se verifica alteração. Por exemplo, Portuguesa, Croata, Espanhola...
Agradeço antecipadamente o vosso esclarecimento.
Votos de continuação do bom trabalho desenvolvido!
Um «bom valor»
O termo valor pode ser qualificado como bom ou mau? Podemos dizer que algo tem um «bom valor»?
Veja-se o seguinte provérbio: «O que muito se oferece, de bom valor carece.»
Obrigado.
Subsunção
Encontrei finalmente a palavra subsumir, no Ciberdúvidas. Gostaria de saber se existe subsunção (ou subsumpção) na Língua Portuguesa.
«Trabalho duro», «trabalho árduo»: solidariedades lexicais
Agradecia que me esclarecessem se as expressões «trabalho duro» e «trabalho árduo» são compostos morfossintáticos.
Muito obrigado.
Regras Portuguesas de Catalogação
Antes da pergunta propriamente dita, devo informar de que me estou a referir, no título desta pergunta, à Biblioteca Nacional, em Lisboa, pertencente ao Ministério da Cultura, editora da obra de referência «Regras Portuguesas de Catalogação» (RPC).
Passemos á pergunta. Participei (e concluí, com aproveitamento), num curso de preparação de Técnicos-Adjuntos de Biblioteca e Documentação, ministrado pela BAD (Associação Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas), de Lisboa, no ano de 1998. Entre muitas outras coisas, foi-nos ensinado a fazer a catalogação de monografias (livros), periódicos (jornais e revistas), material não-livro [todos os suportes de informação e audiovisuais, que não são feitos exclusivamente em papel (exemplos: CD's, cassetes áudio, cassetes vídeo, discos em vinílio de 33 RPM e 45 RPM, diapositivos, etc.)], e ainda a catalogação automatizada, em formato UNIMARC.
Ao aprender a fazer a catalogação de monografias, surgiu uma dúvida. As RPC's dizem expressamente que na catalogação de uma monografia deve ser citado o título da obra em questão, tal qual como vem impresso na obra que se tem em mãos, para catalogação. Surgiu uma dúvida quando estavamos a catalogar uma obra vinda do Brasil, escrita em português do Brasil. O título da obra era qualquer coisa que incluia a palavra «lingüistica» (assim mesmo, com o sinal de acentuação conhecido como «trema»). Como se sabe, pela Convenção Ortográfica Luso-Brasileira, de 8 de Dezembro de 1945 (Portugal - Decreto Governamental nº 35228), o português de Portugal deixou de usar o sinal «trema», enquanto no português do Brasil subsiste ainda uma lista de palavras que utilizam o sinal «trema». Deve-se catalogar o português do Brasil, tal como vem escrito, nas obras provenientes do Brasil, ou deve-se fazer a sua conversão para o português de Portugal, de modo a evitar situações que aqui em Portugal são consideradas erros linguísticos? A mesma situação aplica-se, embora de uma forma ligeiramente diferente, em relação à palavra «humidade». Em Portugal escreve-se «humidade», com «h», no Brasil escreve-se «umidade», sem «h». Gostaria de ter um comentário vosso.
