DÚVIDAS

Nomenclatura de complementos gramaticais no Brasil
Antes de tudo, parabéns pelo sítio. Gostaria que me esclarecessem uma dúvida: quais as diferenças entre complemento indireto e complemento oblíquo? Essas estruturas são efetivamente duas, ou são nomenclaturas diferentes para um só fenômeno? Aqui, no Brasil, os filólogos distinguem semelhantemente complemento oblíquo de objeto indireto? Em que gramática poderia encontrar? Desculpe-me pela redação (sujeito às possíveis correções), tanto quanto pela rudimentar pergunta.
Um termo para locais temporariamente húmidos
Em textos científicos castelhanos, que se debruçam sobre aspectos da vegetação natural, encontra-se recentemente a utilização do neologismo castelhano temporihigrófilo. Com este adjectivo qualificam-se as comunidades vegetais que se encontram espacialmente entre as comunidades higrófilas (sempre húmidas e frequentemente inundadas) e mesófilas (relativamente mais secas). O termo tenta expressar a noção de preferência por locais que estão húmidos apenas temporariamente (ou que são inundados apenas raramente). Seria desejável um neologismo paralelo em português, pelo que solicito a vossa ajuda para a sua correcta construção, preferencialmente já à luz do Novo Acordo Ortográfico: "tempori-higrófilo", "tempor-higrófilo"? Mais uma vez parabéns pelo vosso extraordinário trabalho.
Levar uma surra, levar e ser levado
A gramática Amini Boainain Hauy, no livro Da necessidade de uma gramática-padrão da língua portuguesa (1983), diz que «os verbos que contêm passividade , como levar, sofrer e receber consideram-se neutros: Ele levou uma surra. Ele sofreu uma punição» (pág. 181). Nas frases abaixo : A) A ambulância levou Marcos. B) Marcos foi levado pela ambulância. A frase A está na voz ativa e a frase B na voz neutra? Grato pela resposta .
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