Advérbio e conjunção: «eis que»
Já vi em inúmeros livros recomendações sobre a reprovação de usar «eis que» como sinônimo de porque para estabelecer ideia de causa.
Mas a pergunta é: seria correto classificar esta referida expressão como conjunção temporal?
«Estava no alpendre de minha casa repousando, eis que vislumbro bem de longe algo estranho no céu, um óvni.»
A função de «do fidalgo» em «acompanhado do fidalgo» e «fez-se acompanhar do fidalgo»
Na frase «ele veio acompanhado do fidalgo» qual é a função sintática «do fidalgo»?
E se a frase for «Ele fez-se acompanhar do fidalgo». Qual a função sintática do fidalgo? Complemento obliquo?
Classificar as orações (Felizmente Há Luar!, de Luís de Sttau Monteiro)
Às voltas com a TLEBS, surge-me uma dúvida na classificação das orações na seguinte frase «Viram-se para as mulheres, e justificam os cinco réis da esmola, dizendo que te bateste como um valente na campanha do Rossilhão» (in Felizmente Há Luar!, de Luís de Sttau Monteiro). Como classificar as orações a partir de «dizendo...»?
«Em que» numa oração relativa
Gostaria muito de saber a função ou classificação da locução «em que» retirado de um versículo bíblico:
«Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós , sendo nós ainda pecadores.» (Romanos 5:8)1
1. N.E.: Versículo retirado de uma versão em linha da Bíblia Almeida Corrigida Fiel, a qual, por sua vez, se baseia na tradução do Novo Testamento por João Ferreira de Almeida (1628-1691), sacerdote português convertido ao protestantismo. À frase bíblica em causa deu-lhe o referido autor a seguinte formulação (mantém-se a grafia seiscentista): «Mas Deus encarece sua charidade pera com nosco, que Christo morreo por nós, sendo nós ainda pecadores.» No exemplo apresentado na questão, escreve-se corretamente conosco, forma normativa brasileira que, no português de Portugal, corresponde à grafia connosco,
Hiperactividade cognitiva
Caros senhores, gostaria que me indicassem um termo cujo significado fosse "o afluxo exagerado (descontrolado, se isso for relevante) de ideias" ou "hiperactividade cognitiva". Não sei se ajuda, mas estou à espera de qualquer coisa na mesma linha de "diarreia" ou "hemorragia"... Talvez "gonorreia"?! Grato pela atenção dedicada.
Ainda sobre sismólogo
As desinências "-logista" e "-logo" são diariamente usadas. No entanto, nas especialidades médicas, em português, usa-se mais, freqüentemente, "-logista", e em "espanhol" (castelhano e catalão) "-logo". Porquê, se, de acordo com a vossa resposta [de 10/01/06], se infere o contrário?
Agradeço me ensinem! Saudações
Sul-asiático
É correcto dizer-se "sudasiático" querendo fazer-se referência ao sul da Ásia?
A expressão «riscos de saúde ocupacional»
Podemos utilizar a expressão «riscos de saúde ocupacional» para nos referirmos a riscos de saúde devidos à exposição no trabalho com determinados produtos ou equipamentos?
O regionalismo esgalfo (região de Aveiro)
Ouvia, por vezes, o meu avô Alcino dizer que estava "esgalfo". Pensei sempre que quisesse dizer que estava esfomeado.
A verdade é que agora não encontro o significado da palavra "esgalfo", como se não existisse...
Será que de facto não existe e eu ouvia-a sendo outra a palavra proferida pelo meu avô? Será que me podem esclarecer?
Bem hajam.
Oração participial: «dominado pelos homens»
Gostaria de saber sobre a composição da frase abaixo: «O Brasil foi um espaço dominado pelos homens.»
Colocando na voz ativa a frase fica estranha:
«Os homens dominaram um espaço Brasil.»
Portanto a frase estaria na voz passiva analítica com uma locução verbal («foi dominado»)? Os termos «um espaço» seriam complemento verbal ou predicativo do sujeito? E o termo «por homens», complemento nominal ou agente da passiva?
